Página inicial do portal Autores & Leitores
Quem  |  Autores  |  Leitores  |  Associados  |  Mural  |  Dúvidas  |  Contato  |     PUBLICAR    |
Entrar | Registrar
 Esqueci minha senha
Anúncio BAC

Área dos LEITORES

Colunistas

Autores Consagrados

Quadrinhos

Bibiotecas Virtuais

Livros

Novos autores

Downloads

Lançamentos

Ofertas

Informações

Autores & Leitores  >  Leitores >  Novos

Apresentação de trabalho publicado

Caro leitor,

Sinta-se à vontade para ler este trabalho e deixar seus comentários.

Bons Textos!




< Visite a Página Pessoal de ATHINGANOI >


COMIDA (ou não?!) NO PRATO & 1968



					    
Ter marido sabidinho ou metido a intelectual dá trabalho de ter que pensar junto ou em contínua oposição? Antes da sesta de sábado, na hora do “amorzinho” no sofá aberto, ah, que beleza de maridão, o cara prometeu ‘mundos e fundos’, promessas infundadas e exageradas, metaforicamente na vã tentativa de traduzir a linguagem popular, ‘o sol, a lua e as estrelas’... para ELA. Dormiram abraçados, ELE esqueceu – na verdade, fingiu. Domingo amanheceu um romântico céu azul e temperatura amena. Bom para estrada! Chuveiro quente, xampu de damasco (para cabelos normais, leu na revista, procurara durante meses...), colônia de jasmim, vestido longo tipo camisolão, de sedinha multicolorida, manchas surrealistas de azul-rosa- lilás, tons variados. E camélia branca no cabelo. Descalça (ou não?) – alugara na cinemateca antigos filmes de estória aventuresca hippie – 1968. Pendurar no braço do galã, jeans azul clara, camisa vermelha, horrendos tênis. // Fim do clima de otimismo dos “anos dourados” (minissérie homônima, TV Globo, realizada em 1986), até metade dos anos 60... Fim (?) da bossa nova, do idealismo, dos lacinhos cor-de-rosa e dos banhos-de-lua. Viriam os revolucionários e finais anos 60. Por que será que “a década que mudou o mundo” provoca tanto fascínio até hoje entre gente que não havia nem nascido quando tudo rolou? Minissaia, homem na lua, pacifismo, LSD, pílula, Paris-maio/68, slogans pró-Brasil e anti ditadura, festivais televisivos de música... Foram anos rebeldes, incríveis, coloridos, por outro lado tristes (sempre guerras!), num total de fantásticos. // “Onde você ‘pensa’ que vai?! Nem sabe dirigir carro...” “Ué, ontem combinamos passear no shopping de Campinas (cidade maior, próxima a ELES) e almoçar lá mesmo......... depois lanchar uns salgadinhos, um docinho de ovos, um bombom......... (a bacante de ontem amanheceu anja ingenuazinha e gulosa, coitada). Atualmente os médicos dizem que se deve comer de três em três horas e tomar dois litros de água por dia. Pode ser suco de pitanga???” “Acho que você está certa com relação aos alimentos, mas, porém, con-tu-do, to-da-vi-a (ELE – o quase doutor jurídico – aplica na fala, pausadamente, palavras mais adequadas para a comunicação escrita) acho que a necessidade de nos alimentarmos não deveria existir nos seres humanos, do jeito que sempre foi, ou pelo menos para alguns. Talvez seja um prazer que ainda não desenvolvi e creio que não vou adotar, até porque vivo enchendo minha cabeça com idéias importantíssimas e não sobra tempo e espaço para a culinária, a gastronomia. Penso que os pesquisadores deveriam criar alimentos mais práticos... Numa loja de “bolinhas” (é debochado!) para cães e gatos, existem rações com sabores de picanha, carnes ensopadas, frango, salmão, ervas e até mesmo sabores vegetarianos. Para os humanos, teríamos talvez pílulas com proteínas, lipídios, vitaminas, sair minerais e sabor que supririam nossas necessidades. Poderíamos tomar “café”, almoçar ou jantar num balcão de farmácia... ou em qualquer outro lugar, a qualquer hora; enfim, carregaríamos três ou quatro refeições dentro de um pequeno frasco no bolso (“Ou na bolsa” – mulher completou - “Não me interrompa!” – disse o arrogante)......... evitaríamos o trabalho de lavar louça e seríamos mais higiênicos sem doenças ocasionadas, muitas vezes, por alimentação.” “Comida de astronauta?” “Mais ou menos isto... Já falei muita bobagem. Ou verdade? Vou ler jornal ou montar. Inté (gosta de se imaginar aplaudido pelo mulherio num rodeio).........” ELA não mudou a roupa nem entrou na cozinha. Jornal de domingo, computador, beijinhos. Ao meio-dia, levou telefone para o quarto e o homem só escutou o final: “...para uma única pessoa” – o quê? Veio do restaurante da praça uma refeição mínima e......... uma bala de jujuba! (Domingo é dia de jejum masculino?) Estrada. Da própria bolsa (dia de que santo milagroso?) ELA pagou uma sandália dourada e uma gravata para o doce e sempre perdoado maridinho. Jantaram em Campinas!!! FONTES: “Os incríveis anos 60” – Revista ATREVIDA, março/96. // “Retratos de geração: amor em três tempos” – Revista MARIE CLAIRE, SP.out./02. NOTAS DO AUTOR: CINEMA E TEATRO – Para entender melhor uma certa época: 1 - “Os sonhadores”, 2003, do diretor italiano BERNARDO BERTOLUCCI – estória de três jovens aficionados por cinema, convivendo num apartamento na conturbada Paris de 1968; clima de paixão e obsessão. // 2 – Esse texto em peça teatral no Rio em 2010. // 3 - “Woodstock 1970” – documentário sobre o festival de rock (foi um marco cultural), a cultura hippie, o psicodelismo e performances históricas de JIMI HENDRIX, JOAN BAEZ e outros. F I M
Copyright ATHINGANOI © 2015
Todos os direitos reservados.
Este trabalho já foi visitado 128 vezes.

ENVIE este trabalho para um(a) amigo(a). ESCREVA para ATHINGANOI.

Comentários dos leitores

Corrija - AONDE você................ "A" indica movimento. Marido acabou se rendendo. Parabéns!

Postado por lucia maria em 12-10-2015

COMENTE ESTE TRABALHO, DIZENDO QUAL FOI A IMPRESSÃO QUE ELE LHE CAUSOU.





AJUDE-NOS a manter o bom nível deste portal!

Se você achou que este texto é ofensivo, imoral ou que fere
a nossa POLÍTICA DE USO, por favor, AVISE-NOS!




Autores & Leitores
  • Copyright A&L © 2005-2013
  • Todos os direitos reservados.