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BIGAMIA LEGALIZADA



					    
Nascera muito branco, olhos azuis cristalinos, mais para europeu que para brasuca, e todos o achavam a cara do pai... adotivo. Nada disto – produto de uma relação extraconjugal, a moça morreu no parto, ele foi obrigado a trazer o menino para casa, alegou criança abandonada numa esquina e registrou como filho do casal: Vasco, nome do homem de muitos mares, almirante-mor, possivelmente muitas conquistas lusitanas além do caminho marítimo para as Índias (“lá”, 1497/1498 - quem sabe “aqui” o caminho terrestre para... as índias com letra minúscula?!), logo apelidado ‘oficialmente’ de Branco... Irmãos, futebol de várzea /péssimo jogador!/, escola /excelente enrolador!/... só o chamavam assim pela cor da pele. Cresceu, namorou, noivo, casou no civil e na igreja católica. Policial e acadêmico de Direito, do tipo que nas noites de sexta-feira encerra a semana em cervejada. Seu nome “era” Branco e pronto! Ninguém vai toda hora ficar mostrando os verdadeiros documentos civis para todos os companheiros de trabalho... Numa destas idas ao mesmo bar, achou que a garçonete morena, lisos cabelos negros, talvez guaranizinha (em todo carnaval desfilava pelo Cacique), cairia fácil nas suas ondas, mas pai ameaçou com um facão e determinou “...só casando...” – antropófago no século XX em pleno Rio de Janeiro?! Chamado a prender um falsificador, facilitou a fuga em trabalho de permuta e obteve nova certidão de nascimento, legitimizada, isto é, não legítima – (já crescera) namorou, noivou, casou no civil e num ritual de umbanda. Policial a serviço do Estado, fácil coabitar alternadamente com as duas (“Amor, plantão hoje!” Uma dizia: “Chato, né, meu amor!?” A outra: “Vai com Deus, querido!”) e logicamente gerar filhos de peles variadas. Não sei detalhes do velório quanto aos filhos, porque elas preferiram chorar em casa. A bomba só estourou quando ambas requereram pensão. Vasco existia, mas não Branco, porém, “excepcionalmente, por excelentes serviços prestados à comunidade”, cada viúva teve direito legítimo a uma vitalícia pensão integral. ------------------------------------------------------------------- NOTA DO AUTOR: CACIQUE DE RAMOS – Um dos principais blocos carnavalescos do Rio, origem no grupo de samba Fundo de Quintal e ZECA PAGODINHO, madrinha é BETH CARVALHO. Ramos, bairro da zona norte. Desfila no centro da cidade. Fundado em 20/1/61, feriado municipal, recebeu da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, em 2011, qüinquagésimo aniversário, a Medalha Tiradentes, por representar a cultura imaterial do Rio de Janeiro; no carnaval de 2012 foi o enredo da Mangueira. F I M
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Comentários dos leitores

Quem me contou, garantiu como verdade. Contei a você, virou estória. Parabéns!

Postado por lucia maria em 17-10-2015

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