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DOIS GÊNIOS FORTES: DOIS BICUDOS SE BEIJAM?



					    
Sou muito tranqüilo. Ariano “doce e suave” em ironia machadiana. (Dedos cruzados nas costas.) Perdoo até pessoas de língua solta que revelam ao mundo /com que intenção?/ o que aparentemente seriam meus segredos íntimos. Não sou nada vingativo do tipo “fez, leva!” (minha mulher, Geminiana às vezes nada diplomática, executa a malfeitora rapidinho!) – sou um ‘quase’ santo, inclusive de paciência. Fico esperando, caladinho. Na verdade, um dia – na maior surpresa – devolverei a tal ofensa mais do que multiplicadamente... Assim, apenas repetirei agora o que me contaram......... em puro estado de........ não confidencialmente. Fato real, briga entre dois namorados, quase terminando 1971. Novembro, dia 20. A estória verdadeira, eu tenho, mas a Espanha não reverbera a herança dos mesmos deuses greco-romanos da Itália – peço a parceria do leitor. Ela, CATERINA, nascida italiana, rogou uma praga bem berrada, “...que Júpiter mande seus raios.........” – ele, RODRIGO, espanhol da Galícia, noroeste do país, terra de gente braba que desde os primórdios clama por autonomia e não aceita domínio algum, berrou também outra praga. Quem contou, esqueceu as exatas palavras relatadas em sala de aula pela protagonista, professora universitária de língua italiana, a ‘quase’ viúva – pesquisei, achei deuses em geral, mas não sei prosseguir com exatidão sobre como ele também possa ter retribuído. Talvez imprecações pesadas, maldições com milenares palavras celtas de poder mágico, misticismo de bruxarias num espanhol ainda medieval (o que o leitor sugere?). Sábado, ele acabara de sair da casa dela, passar com o carro e o Viaduto Paulo de Frontin, no Rio de Janeiro, caiu......... ainda recebeu poeira a distância. Aproveitou, sumiu por uns dias. Vinte veículos atingidos, inclusive um ônibus – 27 mortos, 22 feridos com gravidade. Rio não é apenas sol e mar todos os dias do ano. (Ilusão de que ela se desesperou. Nem tanto. Havia um Pietro de Roma e um Pablo de Andaluzia na reserva. Muito melhores que o esbravejante advogado orador? Não sei...) Vejam as “etimologias” brabas. O pai dela gostava de Shakespeare, muito além dos melosos Romeu & Julieta... Lera e relera “A megera (por minha conta o adjetivo antecipado da negação ‘in-‘)domada”... criação original como “The Taming (domesticação) of the Shrew (megera)”, entre 1593/94, origem nas estórias orais de ancestralidade cultural, teatro elisabetano em pleno renascimento. Por tradição, duas irmãs, a filha mais velha deveria casar-se antes e esta irrefreável Catarina afugentava todos os seus pretendentes para desespero da outra, filha caçula – apenas vencida por um nobre arruinado de Verona. Caça ao dote, mais importante que caça a raposas... A mãe dele colecionava romances com estórias da Idade Média e o nome do filho teve origem no esbravejante “El Cid”, patriarcalidade em todas as manifestações e direções, símbolo da idade moçárabe da Espanha. “Cantar de mio Cid”, cantilenas épicas de autores anônimos, data de 1140, depois manuscrito do século XIV, publicação somente em 1779 – Cid histórico: Rodrigo Ruy Dias de Vivar, guerreiro-chefe, viveu entre 1040 a 1099. Campeador, assim chamado pelos cristãos (sempre em luta), El Cid, assim chamado pelos árabes (patriarca, senhor). Machismo total e absoluto. Residência a pouca distância, ela escutou o que pareceu o fatídico raio de Júpiter, cerca de 15 minutos de enorme poeirada, vizinhos foram espiar e voltaram com a notícia. Por fora, ela in-di-fe-ren-te. Não pensou no provável desespero coletivo nem participou ansiosa da retirada dos escombros. Pais e irmão dele não telefonaram... pista da não-tragédia com o primogênito. Nada de traje preto. O mesmo vestido super colorido em sala de aula; assunto na segunda-feira, alunos escreverem o fato no idioma italiano. Dias depois, o carro dele foi visto na garagem aberta de um hotelzinho do bairro. Fim mudo e imediato do romance por dois anos gritado e tumultuado. NOTA DO AUTOR: CELTAS (etnônimo) – Conjunto de povos organizados em múltiplas tribos, que se espalhou pelo oeste da Europa entre os séculos III e II a. C. Família lingüística indo-europeia (o galês é uma das línguas celtas). Religião pagã (pré-cristã) politeísta, rituais ao ar livre por conta dos sacerdotes druidas, festas místicas de acordo com os ciclos da natureza – estações do ano, plantio/colheita etc. // Personagens ASTERIX e OBELIX – HQ francesa de 1959, baseada no povo gaulês: “ano 50 a. C., toda a Gália ocupada pelos romanos (CÉSAR, o grande inimigo) ... deuses celtas ... sacerdote druida e suas poções mágicas”......... Há edições em latim. CAÇA A RAPOSAS – Tradição inglesa, esporte cruel de nobres e aristocratas desde o século XVI : caça, acompanhada de cavalos e cãs, à raposa nos campos ingleses – em 2004, proibida pelo Parlamento Britânico, Hunting Act, por ferir os direitos dos animais, propostos pela UNESCO. Ocorre agora o fenômeno da raposa urbana: cerca de 25.000 destes animais andando soltos pelas ruas da cidade. F I M
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Comentários dos leitores

Aprendi ainda na escola primária: "Bicudo era o escravo rebelde que não se separava da bicuda (punhal ou faca de ponta usada no corte da cana), com a qual enfrentava o capitão-do-mato." Conto bonito. Parabéns!

Postado por lucia maria em 31-10-2015

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