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DENÚNCIAS NADA DISCRETAS



					    
Num dia de muita raiva, meu AMIGO parodiou a pessoa mais velha da família: que “o biquinho de lacre” (avó odiava a palavra ‘bâton’, francesismo do “Folies Bergère”) e a Internet são invenções do diabo, pois localizam, denunciam e informam tudo. Num tempo mais moderno, EU aconselharia a este avô usar somente camisas vermelhas. A mulher (gênero sempre danado na pesquisa ou na sorte!) descobriu por acaso /pode ser verdade porque clicou para uma amiga consultar “blogs de advogados”/ que ELE opina em teorias de advogadas relativamente moças, faixa máxima de 40 anos, desmilingue-se todo em paquera distante e inútil – não só advogadas principalmente (mania de toga!), como também médicas e... doceiras. Acontece que elas nunca respondem aos comentários dele, e o ‘recado’ masculino fica lá, imbecilmente parado como estátua de jardim público (um tanto idiota, mas EU – simples narrador e leitor imaginativo – não achei comparação melhor). Aí, ELA forjou mandar e-mail para um primo distante – este e o marido, ambos letra “A”, um no prenome e outro no sobrenome –, digitou o e-mail do marido, agiu como sendo ‘remessa enganosa”, ridicularizando o machão da casa. A seguir, outra parte do e-mail longo, disfarçando: política dos Estados, novos governadores, familiar brasuca residindo ‘vinhescamente’ em Lisboa... Tentativa de zoar com a cara dele – aguardar a reação: não houve discursório por falta de argumentos de... defesa. A princípio, iriam ter dois filhos, descartaram a possibilidade, muito blá blá blá, negociaram um só ainda não fabricado e o bebezão da casa tem 1.80 de altura, grande menino rebelde! A reação do marido foi silenciosa, revide magro, apenas duas palavrinhas digitadas – “Endereço errado!” Sou danado e sugeri o hábito (o sem-vergonha me confessou que virou constante) de chat, bate-papo que pode ser útil numa conquista fora de casa, quando estiver sozinho no quarto, mulher sozinha na missa (ELE copiou meu agnosticismo), o cara sem programação de rua e querendo conversar com um “rabo de saia”, de preferência mini... O gosto dele por cultura em geral, elevada, seduz raríssimas – sugeri moderar pois mosca moderna foge de muito mel cerebral, telenovela mostra surfistas bronzeados... sem muitos livros. Pararam entre o casal as derretidas declarações de amor, citação de estarem num precipício (início do namoro), ELE ansioso na rua pelo minuto de chegar em casa e frases como “pensei em você o dia inteiro” (diziam-se em coro). Exatamente como EU, primogênito de quatro irmãos... Fala pouco, também não é dado a intimidades pessoais, sou supervisor dele na usinagem e companheiro de sala de aula em nosso quarto ano de Direito. Só não tem a minha capacidade mental para idiomas estrangeiros – ainda bem, haveria de querer paquerar as professoras da escola de línguas... Na escrita, EU o ensinei (bato no peito o “mea culpa, mea culpa, mea culpa”!) a ser versatilíssimo e ele – muito bom aprendiz de escritor mesmo – vai agora de carta formal à página erótica em extrema descrição de um ato sexual: terei um êmulo contista e cronista?! Tem, como EU, fortes opiniões sobre vários assuntos, mas logo pede desculpas e “ordena” que o interlocutor esqueça... Sinto-me quase um siamês de temperamentos brabos. Ambos somos Arianos, “à frente de qualquer primeiro lugar”. Nem sempre temos linguagem de cavalheiros!!! Sou inflexível por natureza – mulher para me dobrar, huuummm, talvez professora de educação física ou que seja ginasta de circo. Este não é o meu retrato porque sou sozinho por opção. Leve e solto como um pássaro gigante. Sou poeta – sedutor, hipnotizador... Tento inclusive ao telefone. (Tentar não significa necessariamente ser aplaudido.) Tipo assim BILAC (o da porta da Confeitaria Colombo), BANDEIRA (encantava o mulherio entre a Lapa e a avenida Beira-Mar), QUINTANA (consta que, idoso, hospitalizado, fez com que as próprias enfermeiras – “mão boba” é expressão ainda entendida popularmente? – o expulsassem para casa)......... que morreram solteiros. NOTAS DO AUTOR: BIQUINHO-DE-LACRE-DE-SANTA-HELENA – Pequena ave nativa da África subsaariana, com extensão de ocupação estimada de 10.000.000 km2 – espécie popular, fácil adaptação em cativeiro: ave calma e colonial, postura anual de 3 a 5 ovos, excluindo meses frios. FOLIES BERGÈRE – Casa de música parisiense fundada em 1869, porém auge da fama e da popularidade entre 1890 e 1920, hoje casa de espetáculos diversos. F I M
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Comentários dos leitores

Este casal - embora divergente - se adora, mas ele é um infiel apenas por vaidade e ela coleciona tudo o que ele escreve. E agora ele tem um "aluno" copiador até no tipo de esposa. Parabéns!

Postado por lucia maria em 22-01-2016

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