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BANANAS VERDES



					    
PARTE I – A ESTILISTA – Século XIX, chegando a XX – Rio de Janeiro. INÁCIO, português, artífice, fazia fogões domésticos e industriais de ferro, aquele tipo que não acaba nunca – mulher, 2 filhos (somente um procriou), 2 filhas; meninas analfabetas, ignorância popular de que escreveriam carta para namorado. CAROLINA, mulher de Inácio, brasileira, irmã de Ana. MARGARIDA e ALBERTINA, filhas de Inácio e Carolina. Margarida, solteira, filha de Maria (grupo católico de oração), devota de Santa Teresinha de Lisieux (freira carmelita descalça), fazia com requinte e vendia flores e folhagens de papel crepom. A especialidade comercial de Albertina eram doces portugueses, aqueles conventuais, com nomes religiosos – mimo do céu, pastel de Santa Clara e muitos outros. ERMELINDA, irmã de Inácio, solteira, já feminista, independente, estilista em residências granfinas; alfabetizou as sobrinhas à revelia do irmão, a pedido da cunhada. ANA, brasileira, casada, 4 filhas gradativamente casando, netas surgindo... Ermelinda morava de aluguel num quarto-ateliê em que recebia freguesas de costura; na maioria das vezes, ia à casa da freguesia sofisticada que apenas possuía a máquina de costura – desenhava, cortava o tecido geralmente caro, montava e costurava o traje; retalhos sobravam, recusados pelas damas, a estilista guardava... Foi envelhecendo, lojas modernas abrindo, parou de trabalhar. Poucos anos depois, Ermelinda foi morar em casa de Ana... de quem se tornara muito amiga... casa de dois andares com muita gente reunida. PARTE II – “ERA UMA VEZ UM VESTIDO BONITO...” – Pleno século XX – Rio de Janeiro ALBERTINA, já viúva, em cuja casa foram residir um sobrinho e a mulher grávida: E L A nasceu! Parto complicado, parteira chamou médico na vizinhança e surgiu a menina branca desbotada, tanto que parecia japonesa – em três dias, melhorou o aspecto de “mini geisha de cara branca”. Foi crescendo e os muitos vestidos eram preferencialmente confeccionados com os retalhos doados pela tia-avó do pai. Roupas lindas, um único tecido ou misturas coloridas (anos depois, ELA descobriu ter sido um “quadro” de MONDRIAN). Saiu com o pai na direção de Niterói, cidade do outro lado da Baía de Guanabara, numa balsa que transportava carros e caminhões, um destes cheio de cachos de bananas verdes – ELA grudou o olho na tal mercadoria, calada (ainda...) e respeitosa. Neste dia, vestido de linho branco, excelente qualidade, na saia dois bolsos de crochê com detalhe vermelho. O caminhoneiro deu um cacho de bananas que a menina imediatamente agradeceu e, muito pesado, abraçou... Imagine-se depois o retorno para casa e a entrada nada triunfal, cheia de nódoas do visgo da fruta verde. Traje de princesa? Já era......... F I M
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Comentários dos leitores

Bom, a menina foi educada e não pediu... Mas nesse trajeto (e numa balsa!) o vestido foi inadequado. Parabéns!

Postado por lucia maria em 13-02-2016

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