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ETA MENINOS LEVADOS! PARTE-II



					    
BYRON, George Gordon. Nasceu em 22 de janeiro de 1788. Segundo OTTO MARIA CARPEAUX, “nunca um poeta foi mais famoso do que BYRON”. Sim, mais por si próprio que pela obra. O sexto e mais célebre Lord Byron, também um dos mais controvertidos poetas do fim do século XVIII e início do XX, sob a fama de “maldito”. Entre inúmeros desafetos e admiradores, foi condenado e mitificado pelo puritanismo europeu, logo esgotada a tiragem de dez mil livros. Teria deixado suas “Memórias” com amigos, para publicação póstuma: conteúdo secreto até hoje, supostamente casos escabrosos de sua vida privada, duas únicas cópias rasgadas por um comitê de censura formado por Lord Hobbouse (inventariante e amigo de BYRON) e representantes de Lady Byron que sobre elas escreveu serem “dignas apenas de um bordel”. A vida imita a arte ou a arte enriquece com a vida? Um autor ficcionista de suas famigeradas e perdidas “memórias” (com letra minúscula), ROBERT NYE, entrou na pele do poeta e tentou resgatá-las num delicioso romance de ficção. Desta salada mista de estórias fantasmagóricas, isto é, deste “brainstorm” (tempestade cerebral ou de ideias) gótico, é que teria surgido o alucinante e escatológico “Frankenstein”, de MARY SHELLEY. BYRON, numa relação de amor e ódio, herdou apenas dívidas do pai que abandonara a mulher, dissipando a fortuna com a amante – para ele, o filho era “meu demoniozinho manco” (pé deformado). Infância pobre em Aberdeen, com mãe puritana e uma governanta escocesa que o iniciou nos prazeres da carne. Poeta precoce aos 9 anos, primeiro livro publicado aos 18, reza a ‘lenda’ (autobiografia?) que casou e manteve muitas amantes, gerando filhos ilegítimos e bastardos. Pessimista e langoroso, sarcástico e desesperado, porém lúcido e rodeado de mulheres que o idolatravam; instabilidade afetiva e culto à liberdade. Super-herói da juventude de seu tempo. Fixação por tumbas e epitáfios e o gosto por estranhos animais de estimação, como macacos, lobos e ursos. Revoltado com as convenções literárias e sociais da época, ele denuncia a hipocrisia política, poética e moral, estas últimas “estreitamente ligadas”, inclusive sua vida com sua obra. Romântico e tempestuoso, criações de dor e ódio, tédio e êxtase, sentimento e sarcasmo, necessidade de convívio e apego à solidão, tendo o ato de escrever como necessidade para seu equilíbrio interno. Teve como admiradores GOETHE, STENDHAL e FLAUBERT. O francês BALZAC considerou “Manfredo” uma das mais notáveis figuras alegóricas da moderna literatura européia: este e outros personagens vilões foram proscritos e andarilhos em terras estranhas, assim como o próprio autor banido da Inglaterra, tendo vivido em vários países, obcecado pela memória de ‘pecados passados’. Em 1810, viajou pela Europa, tradição entre os jovens aristocratas. Foi à Albânia, estudou armênio, conheceu os turcos........ Mais tarde, ao sair de vez da Inglaterra, em abril de 1816, mandou fazer uma carruagem de rei para a viagem; em Veneza, instalou-se num palácio, cercado de animais exóticos, e tornou-se ‘cavaleiro servente’ (amante oficial) de uma condessa, arruinando-lhe o casamento. Em sua obra metrificada, o herói principal – arquétipo do escritor romântico – é sempre ele mesmo, em transfiguração identificada e sedutora, propaganda incessante: “My soul is dark” (minha alma é sombria – o mal do século romântico). Poeta obstinado, esses personagens solitários podem ser comparados a Prometeu, um deus rebelde, punido por ter revelado aos homens o segredo do fogo. Deixou muitas cartas escritas com apuro desde jovem, talvez zelosas pela posteridade de seu nome. Muitos poetas internacionais se inspiraram nele, com idéias mundanas libertárias, inclusive o nosso ÁLVARES DE AZEVEDO era seu fã... inimigo era a alta sociedade, daí o orgulho de ser um proscrito modelo para outros. No seu mais longo e ambicioso poema, uma epopéia em notável comicidade, satirizou “Don Juan”, do espanhol TIRSO DE MOLINA. O byronismo não foi uma corrente, porém correu o mundo como mentalidade de contestação social. Vida acidentada, príncipe das trevas românticas, anjo caído, nobre manco de nascença, incestuoso (ardente paixão por Augusta, sua meia-irmã) e rejeitado, foi morrer aos 36 anos, de uma breve enfermidade, em Missolonghi, ano de 1824, tendo ajudado a libertar a Grécia dos turcos, opressor otomano, sem ter visto a independência, mártir da causa e herói da mobilização – estudantada parisiense botou luto. Em São Paulo, Brasil, o culto byroniano gerou pobres orgias retóricas à luz de lamparina, muita cachaça e o som da viola sertaneja. FONTES: “Byron, o rebelde” – Revista O CORREIO / UNESCO – ano 16, n. 8. Ag./88. “O homem fatal” e “Memórias perdidas de um poeta romântico e maldito” – Jornal O GLOBO, Rio, 17/1/88 e 26/8/90. F I M
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Comentários dos leitores

Esse foi peralta mesmo, pelo que já li. Aprontou pesado e gozou bem a curta vida. Boa trabalho este seu. Parabéns!

Postado por lucia maria em 12-03-2016

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