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CABISBAIXO, ENSIMESMADO...-PARTE II



					    
Começou com LAVOISIER – “Na natureza ... tudo (apenas) se transforma”. Já dizia CHACRINHA - “Nada se cria, tudo se copia”. MACHADO DE ASSIS era múltiplo e dominava todas as formas de expressão da época (o multimídia de hoje) – transitava da poesia ao romance (seria um telenovelista no século XXI), além de escrever para teatro, jornais e revistas, em paralelo com a rotina de funcionário público, ajudante (atual assessor?) de diretor da Imprensa Oficial. Dissecou toda a rica fauna humana do Rio de Janeiro do século XIX. Foi tipógrafo, jornalista, crítico, escritor premiado, contista, cronista, teatrólogo, poeta......... Ufa! Ah, o Bruxo do Cosme Velho... SHAKESPEARE – 26/4;1564 – 23/4/1616 MACHADO DE ASSIS – 21/6/1839 – 29/9/1908. Não a linguagem vulgar de que JOAQUIM MARIA copiou WILLIAM e o próprio inglês já bebera em outras fontes bem mais antigas. O certo é que, ainda aspirante a escritor, o carioca – dezembro/1862 –, 23 anos de idade, assumiu o cargo de censor teatral no Conservatório Dramático Brasileiro, com a real oportunidade de conhecer clássicos e novatos ou menos renomados – emitia pareceres e autorizava ou negava a encenação. Muito severo? Não sabemos... Bom, já experimentara criações para o palco: a comédia “Desencantos” e a tradução da sátira “Queda que as mulheres têm para os tolos” (do belga VICTOR HÉNAUX), publicada em 1861 na revista “A marmota”. Nesta época, o dramaturgo WILLIAM foi ganhando intimidade em nossos palcos. Nos textos, questões morais? Sim. Em algumas obras de MACHADO, nada sob o tapete: referências, alusões e citações diretas a obras do britânico, por que negar? Não ser Machado ‘por causa de’ Shakespeare, mas o bardo mais velho serviu como um guia, sem dúvida nenhuma, eficaz modelo nos ditos dramas de consciência. Já em “Ressurreição”, 1871 ou 1872, primeiro romance, a ‘sugestão’ de “Otelo”, ligação muito forte entre dois amigos e um triângulo amoroso baseado em suspeitas e não provas, que culmina em final trágico. Mais tarde, não mera coincidência em “Dom Casmurro”, 1900 – Bentinho, Escobar e......... Maria Capitolina. Olhos de ressaca. Recorrência à ambigüidade. Marido traído ou não? As grandes metamorfoses morais decorrentes do dinamismo dos personagens de SHAKESPEARE impressionaram MACHADO (que possuía dele farta coleção de traduções para o francês, livros originais em inglês e artigos) para a criação e o adensamento de vidas interiores, personagens como arquétipos ou símbolos de virtude, ganância, determinação, vida moral ou imoral... Monólogos interiores como em SHAKESPEARE: confissões dos personagens, momentos de auto-reavaliação. Em “Iaiá Garcia”, 1878, última obra da fase romântica do escritor, a protagonista ao início é uma adolescentezinha sem graça, monótona, e com o tempo se transforma numa mulher de grande projeção – outros tipos sociais na viúva, no adúltero, no especulador financeiro, no médico desocupado da profissão e na jovem caçando marido. Não exatamente uma grande virada em “Brás Cubas” (ainda mais monólogo interior, impossível...), publicado em folhetins na Revista Brasileira, de março/1879 a dezembro/1880, como romance no ano seguinte, e sim uma continuidade melhorada. Obra polêmica, pois a crítica não conseguia definir se o texto era um romance, tom irônico e sarcástico, e também pela narração ser feita por um defunto, contada em primeira pessoa. Defunto-autor ou autor-defunto? Em 2008, passagem do centenário de sua morte, acredita-se que as escolas do país dedicaram grande parte do ano a estudar a obra intensa de MACHADO DE ASSIS, com leituras, pesquisas, encenações, jograis e, no Rio de Janeiro, com visitas guiadas à Academia Brasileira de Letras instituição que ajudou a fundar e da qual foi o primeiro presidente. LEIAM meu conto CAMINHO CURTO ENTRE... PROCUREM conhecer os ensaios do escritor e professor JOSÉ LUIZ PASSOS sobre estas questões. FONTES: “Machado de Assis (até em quadrinhos) sempre atual” – Revista ESCOLA E FAMÍLIA – SME, ano 5, n.20, maio/08 // “Shakespeare encontra Machado de Assis” – Jornal O GLOBO, Rio, 3/5/14. F I M
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Comentários dos leitores

Certo. Falei ontem que outros se inspiraram em Shakespeare; eis aqui repetição. Moto contínuo, como se diz. E outros se inspiram eternamente em Machado, Parabéns!

Postado por lucia maria em 13-03-2016

Certo. Falei ontem que outros se inspiraram em Shakespeare; eis aqui repetição. Moto contínuo, como se diz. E outros se inspiram eternamente em Machado, Parabéns!

Postado por lucia maria em 13-03-2016

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