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DEPILAÇÃO (coisa antiga?)



					    
Pernas bonitas?! Para a menina, um rito de passagem à vida adulta, seja qual for o método usado, em casa ou no salão de beleza, “Tortura nunca mais!” – pode ser do ‘outro’ e desse contexto também... Depilação é escolha ou imposição social? Os produtos vão se sofisticando e a publicidade propaga sobre higiene e imagem mais natural do corpo feminino. Isso vem lá da Antiguidade (nada novo sob o sol no pós-guerra do século XX). Nossa! Papo antigo: técnicas vieram do Egito e da Grécia Antiga. Cleópatra usava tiras de tecido ou de pele de animal banhadas em cera quente de abelha: aí era tortura! Na Grécia, as mulheres se embriagavam com vinho, pelos arrancados com a mão: muita dor! Em Roma, pastas depiladoras e uma vareta curva chamada ‘estrigil’ para raspar a solução espalhada sobre os pelos. No Oriente Médio, depilação com linha. Pelos pubianos e das axilas eram valorizados ao natural, símbolo máximo de feminilidade, pode? Os primeiros eram usados em feitiçaria amorosa de “amarração” (fonte nos arquivos da Inquisição) e os segundos eram bem vistos com grande potencial erótico. Depois a mulher foi inserida no mercado de trabalho, as fábricas exigiam maior movimento com os braços, vestidos foram perdendo as mangas e não ficava bem mostrar o fetiche erótico... A partir dos States, devagar foram surgindo anúncios de serviços de depilação nos salões de beleza das capitais, em revistas femininas por volta de 1915, e em quinze anos as farmácias já ofereciam cremes depilatórios químicos. A questão passou a ser de higiene e exigência estética para a mulher moderna dita ‘elegante’, ao mesmo tempo sinônimo de beleza. O perfume surgiu com mais força nessa época, desconsiderado o odor feminino. (Bem antes, Napoleão, a caminho de casa, escrevia que Josefina não se lavasse nos próximos dias.) A evolução da depilação acompanhou a moda, as saias ficando mais curtas e as meias-calças mais finas, pernas mais visíveis, o verão exigindo pernas bonitas e lisas – em 1955, reportagem na revista Fon-Fon afirmando que pelos supérfluos eram desgraciosos e listando os tipos de depilação da época: cera, pasta, lâmina e aparelho elétrico. Clímax nos anos 60 com o advento do biquíni e a conquistada depilação íntima. No Brasil, praticamente nove meses de verão... Ter pelos virou sinônimo de sujeira e descuido – pecado é a desatenção da mulher com seu próprio corpo. Hoje, publicidades direcionadas a elas e lâminas cor-de-rosa atraem. Contemporaneamente, a mulher se mostra exatamente como nasceu! Ordem e progresso. FONTE: “O sofrimento milenar” – Jornal O GLOBO, 7/3/15. F I M
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Comentários dos leitores

Eva já se preocupava com o corpo, daí a expulsão do Paraíso... Não faço a menor ideia sobre aparelho depilador e tinta para lourice (ela geralmente mostrada assim) naquele tempo... Enfim, parabéns!

Postado por lucia maria em 19-03-2016

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