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CARIOCA, A CRÔNICA? SIM, POR QUE NÃO?



					    
Surgiu na seção “Ao correr da pena”, criação semanal de JOSÉ DE ALENCAR no Correio Mercantil, de 1854 a 1855, artigo de rodapé sobre as questões do dia – políticas, sociais, artísticas e literárias. Aos poucos, passou a ser um entretenimento às vezes em tom humorístico para o leitor, já BILAC, mais tarde, dava tom instrutivo. MACHADO DE ASSIS mostrava a origem da CRÔNICA do Rio no bate-papo entre vizinhas sobre fatos e pessoas ali da redondeza... tipo Mariquinha & Maricota, posteriores ao tempo dele e também muito antecessoras do meu tempo – ouvi falar, pesquisei e descobri as duas, ué! Falavam do eterno calor carioca, da eterna falta d’água, do constante aumento dos preços (já naquele “bom tempinho”), dos bondes ao início da eletricidade... e principalmente da vida alheia. Ele pensava... e escrevia. Em maioria, temas ‘daquela’ atualidade. “Gosto de catar o mínimo e o escondido. Onde ninguém mete o nariz, aí entra o meu com a curiosidade estreita e aguda que descobre o encoberto.” - M. ASSIS, 1897. A CRÔNICA, um texto leve e ligeiro, literário, entre a reportagem e o ensaio menos intelectualizado. Todos os acontecimentos sociais e políticos, as reformas urbanísticas, o esporte, os novos costumes e até mesmo sabores, como por exemplo “moças evoluídas, na confeitaria, trocando o sorvete pelo chopp ou uísque” – JOÃO DO RIO, 1907. O pé do cronista na rua, sempre. “Vida ao rés-do-chão”, como bem a definiu o estudioso ANTÔNIO CÂNDIDO. Mais tarde, bem mais tarde, surgiu o lirismo espontâneo, beleza poética da vida nas crônicas do cachoeirense RUBEM BRAGA /que era só cronista e mais nada/ e o ponto de vista pessoal e humorístico sobre o futebol nos neologismos frasais do pernambucano NELSON RODRIGUES. Muitos escritores escolheram o Rio como residência e fonte de inspiração. Modernamente, não sei o real motivo, muita gente reage ao rótulo de cronista (linguagem despretensiosa, porém subgênero nunquinha!) e se auto intitula colunista, ensaísta, crítico, articulista, comentarista... seja qual for o campo em que de verdade atuem. CRÔNICA? Reflexões suaves e rápidas, linguagem natural sem rebuscamento, texto curto intimista sobre a vida, as pessoas, a cidade, o mundo... Obra aparentemente solta, palavras voejando vagabundamente sobre o Rio de Janeiro. Já a RESENHA CRÍTICA, se me permitem a aula, é outra coisa – resumo do conteúdo de manifestação artística (pode ser estudo científico também): um livro, programa de tevê, filme, peça teatral... em linguagem clara-objetiva, numa avaliação sintética e precisa em redação quase técnica: cabeçalho, dados importantes sobre o au tor (diretor e/ou produtor), resumo do conteúdo e avaliação quanto à forma, originalidade e importância para o entretenimento (ou campo de estudo). Exemplo: O TEMPO E O VENTO, trilogia épica da vida gaúcha, de ÉRICO VERÍSSIMO (1905/1975), obra escrita de 1948 a 1960 que remonta ao passado histórico e regionalista, formação social e política do Rio Grande do Sul, séculos XVIII e XIX, em que o autor aborda as disputas de terra e poder das famílias Amaral, Terra e Cambará. Divisão em 3 volumes: O continente (o passado), O retrato (início do século XX) e O arquipélago (narrativa chega até 1945, do governo Getúlio Vargas). “Sou valente como as armas, / sou guapo como um leão. / Índio velho sem governo, / minha lei é o coração.” -- Quadrinha cantada pelo Capitão Rodrigo, personagem instintivo, rude, primitivo – mais ação que reflexão –, cercado de envolvente aura poética. Outros comentários à parte......... FONTE: “A história da cidade em suas miudezas” – Jornal O GLOBO, Rio, 28/2/15. NOTA DO AUTOR: MARIQUINHA & MARICOTA – Entre vários quadros de um mesmo programa radiofônico, “Rádio Sequencia G-3” (na época, o prefixo da emissora era PRG-3), duas personagens de grande simpatia popular, janeleiras, maliciosas fofoqueiras, que falavam de todo mundo num tempo curto de minutos; depois, fechando as respectivas janelas, as amigas resmungavam sozinhas, uma ‘falando” mal da outra. - Rádio Tupi, décadas de 40/50, atrizes MARIA DO CARMO e LUIZA NAZARÉ. F I M
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Comentários dos leitores

No mundo atual, de politicagem nojenta, é pegar o jornal e ler as crônicas antes de tudo... M & M, personagens folclóricas que existirão sempre: boa pesquisa. Parabéns!

Postado por lucia maria em 23-04-2016

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