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ANDEI ESTUDANDO...



					    
... (é isto mesmo!) LINGUÍSTICA e COMUNICAÇÃO. E nesta altura da vida, me senti um “novato” em assuntos antigos. “Descobri” que linguagem e pensamento se condicionam entre si e desenvolvem juntos. A Linguística, estudo científico da linguagem humana desde a origem até o desenvolvimento, já passou há muito da inocência especulativa – “novidade” ao início do século XIX quando o lingüista FERDINAND DE SAUSSURE lançou as bases do alicerce, na Universidade de Genebra, e seus alunos CHARLES BALLY e ALBERT SCHEHAYE ergueram as paredes. Essa pesquisa estuda o funcionamento dos signos nas sociedades e SAUSSURE batizou a ciência de semiologia. 1-Linguística geral - aplicada a todas as línguas; 2-linguística histórica, aplicada a fenômenos particulares, como família de línguas, línguas nacionais ou locais, dialetos, gírias etc. Outras coisas que aprendi a distinguir: “Langue X parole...” 1-A língua é um sistema subjacente, código abstrato social (o saber lingüístico de todos: falante e ouvinte), sistema de signos formados simultaneamente de um significante (lado material, elemento concreto, imagem acústica, os sons, o que se escuta, ou as letras, na escrita) e um significado (lado imaterial, elemento inteligível, imagem mental, idéia, conteúdo, o que quer dizer). Arbitrariedade do signo lingüístico segundo SAUSSURE: o signo é arbitrário, isto é, não há nenhuma relação interior entre a sequência de sons (fonemas), significante “g+a+t+o”, com o significado ou conceito “animal, mamífero, quadrúpede que mia”......... Nenhum vínculo material. Não ouvir ou ler “gato” e pensar na fig ura de uma “rosa”... //Não sinonímia – numa linguagem mais precisa, vocábulo é a palavra considerada como conjunto de fonemas; palavra é o termo considerado na sua significação, seja denotativa ou conotativa.// A língua existe na coletividade, constituída de elementos (fonemas, morfemas, termos) em regras definidas (entoação, concordância, oposição...) e compreende os sistemas fônico, sintático e mórfico. Nunca isolada-independente, como um dicionário fechado, e sim produto social coletivo e ao mesmo tempo realização de cada ser humano em particular originando mensagens diferentes o tempo todo. Impossível para a comunicação falantes de idiomas diferentes... Cada língua ou idioma é a manifestação de uma comunidade lingüística ou nação, conjunto de signos lingüísticos orais e gráficos, sistema organizado de comunicação, resultado da socioeconomia de todos os membros daquela determinada sociedade: trocam experiências no diálogo dentro do mesmo código lingüístico. 2-A utilização individual da linguagem se manifesta concreta e real nos atos da fala (mensagem ou discurso comum, sem ser político: rsrsrs...), melhor explicando, a utilização dos elementos da língua (palavras) nas diversas situações da vida social (em grupo, comunicação) – limite a um momento e a uma circunstância. Segundo J. MATTOSO CÂMARA, a diferença entre a linguagem humana e a animal é a primeira ser constituída de segmentos articulados entre si e com significação permanente. Mais tarde, MARSHALL MCLUHAN disse que estamos vivendo numa telealdeia em que sistemas de circuitos elétricos derrubaram tempo e espaço, nos envolvendo nas preocupações do planeta inteiro, ou seja, a geografia mundial encolheu através da comunicação. O diálogo da minialdeia aumentou consideravelmente em escala global nos níveis psíquico, social, econômico e politicamente correto, todos os meios de comunicação agindo sobre nossas cabeças, não nos deixando livre a menor partícula de “eu sozinho comigo mesmo”... Ah, a comunicação de massa que nos massifica a todos num único ser! DESMOND MORRIS, zoólogo, acrescenta que na primeira aldeia todos os bichos-homens se conheciam, comunicavam e recebiam comunicação bilateral; na atual telealdeia, nós nos “conhecemos” em número muito maior, porém cada um de nós é um indivíduo fechado e distante dos outros, comunicação unilateral. Vivemos tensos, informadíssimos, preocupadíssimos e... solidários silenciosos num dialeto único de comunicação, sem que nossa opinião pessoal chegue a terroristas ou campos de guerra-destruição-fome. Hoje, é seguir as instruções na telinha do notebook, não resistindo às sugestões e tentações massificantes, e comprar até para comer, beber e ter companhia dentro de casa. A conversação olho-no-olho acabou. Acabou? E o beijo na boca? - - - - - HQ – Comunicação destorcida – GENTE FINA, de Bruno Drummond – 3 cenas sem moldura – Mesa de bar – Ele para ela: “desconfio de político que nunca sabe de nada. e mais ainda... da imprensa que sempre sabe de tudo.” ---- 4 cenas idem – Casal de jovens conversando. Ele: “a gente tá tão acostumado aos textinhos dos smartphones que é incapaz de se concentrar em debates mais longos.” Ela: “é verdade, nossa geração não consegue prestar atenção em nada com mais de 140 caracteres. Você tem razão sobre isso.” Ele: “isso o quê?” /// AGENTE ZEROTREZE, de Arnaldo Branco e Cláudio Mor – 3 quadrinhos – Rapaz: “Qual é próximo passo agora?” O outro, camisa amarela, boné verde-amarelo: “Ué! Assumir o governo.” O primeiro: “Amigo, não é assim que funciona...” O segundo: “Tem que colher mais de um milhão de assinaturas?” --- 3 quadrinhos - Chefe: “E aquele relatório de duas semanas?” Funcionário diante do computador: &ld quo;Tá quase pronto, senhor!” O primeiro: “E falta o que para concluir?” O segundo: “Tipo... começar...” FONTE (parcialíssima): Revista REALIDADE – SP. Junho/1970. F I M
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Comentários dos leitores

De fato, o ideal é a comunicação bilateral. Sei de um casal, um falando apenas o idioma sueco e o outro falando apenas russo, e tiveram quatro filhos. Ah, se juntos falassem inglês... Parabéns!

Postado por lucia maria em 07-05-2016

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