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DO FIM PARA O PRINCÍPIO



					    
“És pó e ao pó voltarás.” – GÊNESIS – Mensagem na Quarta-Feira de Cinzas. (E se um aspirador me sugar e der vida novamente, virarei um fragmentado-parafusado Frankestein? Bom, pelo menos renascerei na Grã-Bretanha. Não é mais o Reino Unido, Kingdom?!) Comecemos pelo fim. O início de um artigo /e minha pesquisa/ pelo fim (como em “Brás Cubas”, vida neste livro recomposta pelos fragmentos da memória, subvertidas a linearidade dos fatos e a matéria narrativa). “...Óbito firmado pelo doutor ---, às ‘trez’ horas e vinte minutos da manhã de hoje (29/9/1908) faleceu de artério sclerose generalisada’ JOAQUIM MARIA MACHADO DE ASSIS , com sessenta e nove ‘annos’ de idade, de cor branca /vejam o que faz a fama!/, de sexo masculino, viúvo, ‘funccionario publico’, natural desta capital e residente a Rua --- número ---, não tendo deixado filhos e ‘vae’ ser sepultado no cemitério de São João ‘Baptista’; no ‘attestado’ havia a seguinte nota firmada pelo doutor --- : declaro que para a conservação do corpo foram feitas ‘injecções’ de formol ‘glycerinado’ pelo dr --- e o ‘signatario’ desta nota, ‘assignado’. --- Nada mais disse”......... Grande saga. O menino Joaquim Maria cresceu, escreveu, tornou-se um dos maiores gênero no mundo dos partos literários... e ao final embranqueceu. Exposição na Fundação Casa de Rui Barbosa pelos 150 anos (sesquicentenário) de nascimento do escritor, junho/1989 - abertura em painel com cenas de sua morte e uma viagem no tempo em ordem inversa: o atestado de óbito, testamento e repercussão da morte com notícias nos jornais “O paiz” e “Jornal do Brasil” e na revista “Careta”; em seguida, críticas literárias de sua obra ao longo de oito décadas, e em flash back a infância e sua afirmação como autor inquieto, irrequieto, sem dogmas, adepto da interrogação e da dúvida – nove romances, cinco livros de contos, inúmeras poesias, crônicas e peças de teatro. Suas condições sociais do nascimento, a cor da pele e a epilepsia não aparecem em sua obra com ou sem ressentimento, ele superior a estes detalhes insignificantes. A crítica literária convencional entendia a obra pelo autor - a contemporânea considera o autor como parte de um todo, figura pessoal irrelevante. De sua vida pessoal, pouco se sabe, apenas que foi feliz durante 35 anos casado com CAROLINA. Morreu quatro anos antes de dele. Confissão de desmoronamento: “Foi-se a melhor parte da minha vida, e aqui estou só no mundo. (...) Como estou à beira do eterno aposento, não gastarei tempo em recordá-la. Irei vê-la, ela me esperará.” Sua última ida à ABL, que fundara em 1896, eleito presidente primeiro e perpétuo, foi em 1 de agosto. Na madrugada de 29 de setembro, recusou padre para extrema-unção. CARACTERÍSTICAS GERAIS DE SUA OBRA PERSONAGENS – Inspiração nas ações rotineiras do homem, penetrando-lhe na consciência para sondar o funcionamento, autor mostrando de maneira impiedosa e aguda, a vaidade, futilidade, hipocrisia, ambição, inveja e inclinação ao adultério – a burguesia e o convencionalismo da época, o jogo das relações sociais, o sucesso financeiro, contraste entre a essência (o ser) e a aparência (o que demonstram ser) – impulsos contraditórios no ser humano, personagens mistas de boas e más. PROCESSO NARRATIVO – Poucas ações das personagens, poucos fatos e todos ligados entre si por reflexões profundas: muita análise psicológica. Fluxos de memória. Ele conversa com o leitor e analisa a própria narrativa, daí ordem cronológica frequentemente interrompida, provocando momentos de reflexão sobre a leitura. VISÃO DE MUNDO – Maneira de enxergar e analisar a realidade social-política-humana: 1-HUMOR – Duas funções em MACHADO: ora criticar o ser humano e suas fraquezas, através de ironias, ora demonstrando compaixão. (Uma coisa que eu, RUBEMAR, jamais entenderei nas fotos do século XIX, “doces” (?) momentos de noivado, casamento ou cotidiano. A moda da época. O homem sério, óculos de tartaruga, colete, flor na lapela. A senhora com vestido rendado e luvas curtas, braços roliços e brancos mostrados, sapatinhos de cetim. Agora a minha particular e irônica interrogação: ELE sempre sentado e ELA em pé, também séria, mãos sobre as costas da cadeira /trono???/ dele.........) 2-PESSIMISMO não angustiado nem desesperador, tendendo para a ironia e ele propõe a aceitação do prazer relativo oferecido pela vida, já que a felicidade absoluta é inatingível: o homem deformado pelo sistema social que o faz ser hipócrita para ser aceito pela opinião pública, daí a constante metáfora da vida ser uma peça de teatro; tédio e dor, está sendo física ou moral, fazem parte da própria condição humana, grandes inimigos da felicidade; o homem vive uma vida que não escolheu e cujo destino lhe escapa; causas nobres sempre ocultam interesses impuros. 3-VISÃO DA NATUREZA COMO MÃE E INIMIGA – Considerada como todas as forças que estabelecem e conservam a ordem do universo, mãe porque criou o ser humano e inimiga por manter-se impassível diante do sofrimento que só terá fim com a morte. 4-TEORIA DO HUMANITISMO – “Humanitas é o princípio. Há nas coisas todas certa substância recôndita e idêntica, um princípio único, universal, eterno, comum, indivisível e indestrutível (...) Humanitas. Assim lhe chamam porque resume o universo. E o universo é o homem.” - Personagem QUINCAS BORBA que aparece em duas de suas obras. Na verdade, caricatura que retrata uma religião positivista comum em sua época, religião esta que pretendia salvar o mundo e o homem. Exemplo da lei do mais forte, segundo QUINCAS BORBA: “(.... ele chupava filosoficamente a asa do frango) (...) Nutriu-se do milho, que foi plantado por um africano (...) importado de Angola. Nasceu esse africano, cresceu foi vendido: um navio o trouxe (...) construído de madeira cortada no mato por dez ou doze homens, levado por velas, que oito ou dez homens teceram (...) Assim este frango, que eu almocei agora mesmo, é o resultado de uma multidão de esforços e lutas, executadas com o único fim de dar mate (saciar, matar, satisfazer) ao meu apetite.” FONTES (parciais): Recortes variados sem identificações // “Machado sem segredo”, de Isabel Cristina Mauad – Jornal O GLOBO, Rio, 23/5/89. F I M
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Comentários dos leitores

De fato, grande escritor - mulher em casa e ele nas livrarias e confeitarias. Também sei ser irônica... Parabéns!

Postado por lucia maria em 14-05-2016

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