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AULA DO ATO DE NARRAR



					    
C O N T O CARACTERIZAÇÃO externa – menor do que a novela e o romance. CARACTERIZAÇÃO interna – narração de uma história curta, condensada, a saber: 1-Ponto de vista do NARRADOR – interno, narração em primeira pessoa (eu-personagem ou observador-testemunha), ou externo, narração em terceira pessoa (ele-atuante). 2-PERSONAGENS /poucas, número reduzido: QUEM/ - a) protagonista – desempenha o principal papel nos acontecimentos (não confundir com narrador-personagem que pode não ser o protagonista) – b) adjuvantes ou coadjuvantes – personagens secundários – c) antagonista – pessoa ou grupo no sentido oposto, como adversário. 3-FALAS das personagens – a) discurso direto – reprodução direta das falas das personagens, através de verbos dicendi ou de elocução (dizer, falar, murmurar, gritar explicar etc.) – exemplo: “Ele disse: Tempo curto, mas irei lá.” -- b) discurso indireto – falas adaptadas e incorporadas pelo narrador – “Disse que estava com tempo curto, mas iria lá.” -- c) discurso indireto livre – mistura das intervenções do narrador com a fala da personagem para transmitir a fala interior ou consciência desta, omitindo-se verbos dicendi – foco narrativo em terceira pessoa – “Disse que iria lá, mas... e o tempo curto?” 4-ENREDO (assunto) ou CÉLULA DRAMÁTICA – quando há choque de sentimentos, há um só drama. 5-AÇÕES /O QUÊ/– o conto retrata poucas ações: apenas um conflito ou situação, episódio, fato, acontecimento. 6-TEMPO /QUANDO/ – acontecimento narrado geralmente num curto ou condensado espaço de tempo, abrangendo algumas horas ou dias. 7-ESPAÇO /um só lugar: ONDE/ - espaço restrito e uma única célula dramática ou drama; a) espaço externo – lugar onde se desenrola a estória – em geral poucas personagens que se movimentam onde atuam, geralmente num mesmo espaço geográfico (cidade, bairro, rua, casa, parte da casa, jardim público, sala de aula, ônibus etc.); b) espaço interno e espaço psicológico das personagens. 8-ESTRUTURA - a) no começo, geralmente poucas ações: exposição do ENREDO (apresentação da estória mostrando lugar, tempo e personagens – intriga, urdidura, emaranhado, trama, teia etc.) + CONFLITOS (emoções e poucas ações das personagens); b) de repente, surge uma COMPLICAÇÃO (embaraço, dificuldade) e como um estopim os CONFLITOS (colisão, oposição, discussão) explodem e chega-se ao CLÍMAX (auge – suspense, o mais alto grau ou ponto máximo da narrativa) e em seguida o desenrolar dos fatos nos levam a um momento decisivo, que é a solução dos “problemas” e o DESFECHO (final do conto). 9-MENSAGEM – O conto geralmente traz uma mensagem final: de paz, esperança, fé, otimismo ou descrença, renúncia, inquietude, pessimismo. RESUMINDO – síntese dramática, personagens lineares, unidades de ação-tempo-espaço. - - - - - N O V E L A / R O M A N C E – diferenças básicas: 1-NOVELA – presença de inúmeros conflitos interligados e estórias entrelaçadas que se sucedem até o desenlace ou final da estória – personagens ilimitadas, podendo uma delas tornar-se momentaneamente importante, de acordo com o desenrolar dos episódios ou capítulos, cada um destes com um elemento dramático a desenvolver-se em outro episódio, garantindo a continuidade da ação; de um modo geral, a novela (de rádio ou tevê) repete a estrutura narrativa da novela escrita ou do folhetim de que se originou. TEMPO e AMBIENTE – elásticos, variando de acordo a ajustar-se às peripécias da ação; ritmo dinâmico transmitido através da fala e da ação predominante das personagens, isto é, da importância do diálogo e da narração. 2-ROMANCE – um eixo dramático em torno do qual giram todos os outros conflitos, isto é, conflitos dependentes de um núcleo central. ELEMENTOS: 1) narrador observa, analisa os fatos e compreende a realidade exterior – movimento lento do enredo; 2) matéria prima é a referência a fatos da realidade exterior; 3) presença de muitas personagens contraditórias, não inertes e sim tensos, complexos e dificuldades como a vida real – multifaces analisadas detidamente pelo autor – tempo psicológico se leitor conhece o pensamento deles; 4) ocorrência de muitas ações relacionadas, isto é, criação de um conflito ou drama central (núcleo ou unidade dramática) e multiplicidade ou pluralidade de conflitos ou dramas secundários entre as personagens; 5) estória baseada na ação (do mesmo modo que a novela) ou ter como centro de interesse o estudo da personagem, do ambiente, ou uma combinação ideal dos três elementos; geralmente pluralidade temporal e espacial (de ambiente) variam de acordo com o enredo; 6) empregados o diálogo, a narração e a descrição, em menor escala a dissertação e comentários; 7) inter-relação de ações e personagens, ou seja, determinismo cronológico-causalidade. FICÇÃO do romance no Romantismo (século XIX) -- 1) romance de ação (histórico e de aventuras) em que prevalece o enredo sobre os outros elementos, confundindo-se, por isso, com a novela, e podendo cair no inverossímil, sobrenatural, terror ou fantástico – exemplo: “O guarani”, de José de Alencar; 2) de personagens em que predominam os protagonistas, personagens planos que servem de motivo para o romancista pintar a sociedade ou grupo social em que se enquadra – exemplos: “O primo Basílio”, “O crime do padre Amaro” e outros, de Eça de Queirós; 3) de drama ou psicológico em que personagem redondo e ação formam uma unidade perfeita, melhor explicando, dotado de personalidade marcante, capaz de mudar sua atuação de acordo com as diferente s situações criadas – exemplos: Capitu em “Dom Casmurro”, de Machado de Assis, e “Perto do coração selvagem”, de Clarice Lispector. RESUMINDO – drama central e dramas secundários, personagens complexos, pluralidade ação-tempo-espaço. F I M
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Comentários dos leitores

Autodidata e pesquisador de literatura, brevemente "professor" por conta paópria. Aprecio muito mais os contos com o casal RAGNAR e LÚCIA. Parabéns!

Postado por lucia maria em 26-05-2016

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