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AINDA OSWALD...



					    
1-Bom brasileiro ele foi. Aprendeu lá fora o que aplicar aqui dentro: receita para formar nosso caráter nacional. Assumido irreverente e combativo, ‘pedra’ fundamental na cultura brasileira do início do século, sua obra reflete a primeira fase modernista. Humor, visão crítica o tempo todo, metáforas ousadas, paródia das convenções e do estabelecido, ruptura da linearidade. O aspecto mais importante da produção oswaldiana: destruição das velhas formas (parnasianismo) e construção de uma nova poética. A partir de 1912, grande participação ativa na vida cultural brasileira – valor explorado pelo Movimento Tropicalista, tendência musical inovadora da década de 60. 2-PAU-BRASIL (1925), editado na França, capa do livro “é” a nossa bandeira, ilustrações de TARSILA DO AMARAL... colonização mostrada sinteticamente, poemas-pílula e todo mundo entende a nossa brasilidade. Seu primeiro livro de poemas. Na primeira parte, “História do Brasil”, pastiche e paródia, tentativa de recuperar poética e surpreendentemente documentos escritos pelos primeiros colonizadores e visitantes numa postura crítica de nossa História. “Pero Vaz Caminha – a descoberta – Seguimos nosso caminho por este mar de longo / Até a oitava da Páscoa / Topamos aves / E houvemos vista da terra – os selvagens – Mostraram-lhes uma galinha / Quase haviam medo dela / E não queriam por a mão / E depois a tomaram como espantados.........” Na segunda parte, “Poemas da colonização”, onde ele revê sinteticamente alguns momentos da nossa época colonial. “Levante – Contam que houve uma porção de enforcados / E as caveiras espetadas nos postes / Da fazenda desabitada / Miavam de noite / No vento do mato.” Ainda em PAU-BRASIL, descrição da paisagem, cenas do cotidiano, poemas metalingüísticos (discutindo sobre a própria língua). Rapidez, síntese, economia de palavras. “bucólica – Agora vamos correr o pomar antigo / Bicos aéreos de patos selvagens / Tetas verdes entre folhas / E uma passarinhada nos vaia / Num tamarindo / Que decola para o anil / Árvores sentadas / Quitandas vivas de laranjas maduras / Vespas” 3-Em PRIMEIRO CADERNO DO ALUNO DE POESIA OSWALD DE ANDRADE (1927), fez rabiscos de ilustrações: “As quatro gares (fragmento) – adolescência – Aquele amor / nem me fale – velhice – O netinho jogou os óculos / na latrina” 4-Dois importantes escritos teóricos: MANIFESTO DA POESIA PAU-BRASIL – Publicado no “Correio da Manhã, 18 de março de 1924”. Vindo da Europa, pregou o primitivismo e a emancipação da poesia brasileira, ainda remanescente de influência estrangeira. MOVIMENTO ANTROPOFÁGICO – Publicado na “Revista de Antropofagia, Ano 1, n.1, maio de 1928” – “Oswald de Andrade / Em Piratininga / Ano 374 da Deglutição do Bispo Sardinha”. Experiência de algumas tribos: deglutir o ser humano, acreditando assimilar suas qualidades – deglutir os aspectos culturais que oferecessem algum interesse. Evolução do manifesto anterior, oposição às tendências conservadoras dos grupos Verde-Amarelo e Anta (estes, aceitar ou não o estrangeirismo sobre a nossa cultura?) – divulgação do nacionalismo primitivista. A Antropofagia de Oswald não propõe a negativa absoluta desses valores, mas uma assimilação crítica, uma espécie de ‘peneira’ seletiva... “Só a Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.” --- Não respeito às normas sintáticas de combinação dos elementos, quebra gramatical, palavras soltas, isolamento dos adjuntos adverbiais (separados do predicado). E deu certo. Entenderam direitinho a mensagem. Ao longo do manifesto, muitas idéias em parágrafos pequenos, aparentemente desconexos. 5-Tarde da noite, metia todo mundo no célebre Cadillac verde e iam para um sítio na serra de Santos, MÁRIO DE ANDRADE recitando de cor “Pauliceia desvairada”. Desvairados, eles. 6-Era no mínimo versátil – também se deixava ‘devorar’: separado de Tarsila, a nova relacionada foi Pagu, escritora dita “comunista”, que o levou a participar de reuniões operárias (década de 30, crise mundial capitalista após o “crack” de 1929), fundou os jornais “A hora do povo” e “O homem livre” e até ingressou no Partido Comunista. 7-MEMÓRIAS SENTIMENTAIS DE JOÃO MIRAMAR (1924) – Prefácio de MACHADO PENUMBRA: “Esperemos com calma os frutos dessa nova revolução que nos apresenta pela primeira vez o estilo telegráfico e a metáfora lancinante.” Capa e ilustração de TARSILA DO AMARAL. --- Primeira grande obra do Modernismo Brasileiro (“Macunaíma”, de MÁRIO DE ANDRADE, só surgirá em 1928). Narração em primeira pessoa, subjetivismo do narrador. Romance considerado divisor de águas em nossa prosa ficcional (autor comenta: “o primeiro cadinho de nossa prosa nova”) – linguagem e montagem inédita, estrutura revolucionária, rompimento com fórmulas tradicionais da narrativa (não sequência linear do discurso), neologismos e estrangeirismos, aliterações (nível sonoro), processo de síntese em justaposição de linguagem e poéticas imagens cinematográficas, visuais e sonoras, apelo à sugestão e à alusão, como fotos num álbum (“Recorte, colagem, montagem”, segundo o crítico Décio Pignatari – é só juntar as peças soltas e compreender...) – 163 episódios-fragmentos numerados e intitulados, reduzidíssima extensão, que constituem os capítulos-relâmpagos ou capítulos- instantes ou capítulos-sensações, períodos curtos e elípticos, neologismos, simultaneidade dos acontecimentos num só episódio, capítulos superpostos sem obedecer à cronologia, toda narração em ironia e humor. Modernidade no capítulo 63: automóvel Packard 120HP e fox-trot (vida noturna da Europa simbolizada pelos dancings.) --- Como recurso estilístico e estrutural, paródia e sátira ao esfacelamento do mundo burguês, representado pelo provincianismo e ociosidade de São Paulo nos anos 10. Incorporação de algumas conquistas as civilização industrial: telégrafo, telefone, telégrafo sem fios, cinema e imprensa (linguagem mais livre e direta, melhor apresentação gráfica, simultaneidade-velocidade dos acontecimentos); uso também da linguagem segundo as vanguardas européias (Futurismo e Cubismo) e decadência humana (convulsões sociais internacionais precedendo a IGM). SINOPSE: Infância do rico protagonista / morte do pai / adolescência / viagem a Europa / regresso ao Brasil pela morte da mãe / casamento com a prima no regime de separação de bens / mau fazendeiro / romance paralelo com uma atriz / contato com intelectuais da província / nascimento da filha / divórcio / viuvez / falência / passa a morar com a filha. Ao final da estória, entrevista e opinião do Dr. Pilatos: “O meu livro lembrou-lhe Virgílio, apenas um pouco mais nervoso no estilo.” 8-OUTRAS OBRAS DO AUTOR: DIÁRIO – “O perfeito cozinheiro das almas deste mundo” (trocadilhos, reflexões, alusões à guerra e fatos da cidade, comentários sobre música-pintura-literatura etc., em colaboração coletiva, w31918/19). POESIA – “Poesias reunidas” (1945 – reunião de antologias anteriores). FICÇÃO – “Os condenados” (1922 – integra a “Trilogia do exílio” – em 1941, posterior revisão da obra que passa a chamar-se “Os condenados”, reunindo os romances “A alma”, “A estrela de absinto” e “A escada”, antes “A escada de Jacó” e “A escada vermelha”), “Estrela de absinto” (1927), “Serafim Ponte Grande” (1933), “A escada vermelha” (1934), “Marco zero I” (1943), “Marco zero II” (1945) /obra inédita “Marco zero III”, livro iniciado em 1946/ e “Diário confessional” (vários manuscritos, 1948/1949). TEATRO – “Mon coeur balance, leur ame” (1916), “O homem e o cavalo” (1934), “A morta”, “O rei da vela” (1937) e “O rei Floquinhos” (1953). ARTIGOS E ENSAIOS – “O meu poeta futurista” (1921), “Antologia” (resposta ao grupo Anta, 1927), “Análise de dois tipos de ficção” (1933), “A Arcádia e a Inconfidência” (1945), “Ponta de lança” (1945), “A sátira na poesia brasileira” (1945), “A crise da filosofia messiânica” (1950), “A marcha das utopias” (1953) e “Um homem sem profissão – Sob as ordens de mamãe” (memórias e confissões – 1954). NOTA DO AUTOR: 1-MANIFESTO DO FUTURISMO (1909), de Marinetti – apologia da “velocidade”, traço característico da civilização moderna. MANIFESTO TÉCNICO DA LITERATURA FUTURISTA (maio de 1912), de Marinetti – destruição da sintaxe, substantivo ligado a outro por analogia, verbo no infinitivo, abolição de adjetivo-advérbio-conjunção-pontuação, metáforas, estilo analógico, imagens sem nexo, palavras em liberdade, franca sugestão de “filetes cerrados de imagens ou analogias.........” – assim são os episódios fragmentados de OSWALD DE ANDRADE. 2-Nacionalismo apegado à terra, à raça e ao sangue, defesa de uma ideologia direitista – grupos Verde-Amarelo e Anta (totem dos tupis). De CASSIANO RICARDO, “Martim-Cererê”, livro que focaliza a nossa formação indígena e a cultura do café. Mais tarde, lançamento do manifesto “Nhengaçu Verde-Amarelo”. 2-Idênticas técnicas de OSWALD DE ANDRADE foram usadas também pelo autor ALCÂNTARA MACHADO. FONTE: “Picadinhos”de diversos livros didáticos. F I M
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Comentários dos leitores

Notas: 1-2-3... Imite Oswald no nacionalismo, na poesia, não no mulherio. Já ouviu falar em faca serrilhada que corta.........(censurado)? Parabéns!

Postado por lucia maria em 31-05-2016

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