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FACE A FACE: BERGMAN & FILMES



					    
Exercício de auto terapia para os graves conflitos íntimos de INGMAR BERGMAN na época, filme útil para ele, sua mais suculenta obra lúgubre. Violência psicológica. Personagens como porta-vozes do diretor, repetindo afirmações ditas em entrevistas e artigos (falando em outras palavras com o mesmo sentido, nos anos 50, fossa de pós-guerra, expressões de pensadores existencialistas - SARTRE, CAMUS e outros...) - a incapacidade de comunicação entre os seres humanos, a solidão irremediável de cada um e o vazio da alma. Frases de sinceridade profunda, transcendentais. Acesa a luz para o espectador, é melhor sair do cinema contando até dez para ‘esquecer’ as dores existenciais que não passam mesmo... FACE A FACE, filme de 1975. Na ausência do marido e da filha adolescente, a angústia existencial de uma psiquiatra (LIV ULMANN, performance extraordinária) em processo de desintegração emocional, embora realizada e bem casada, respeitada como profissional e capacidade de trabalho. Vai para a casa dos avós; no quarto da infância, coisas do inconsciente, antigos traumas - sofre mecanismos de regressão. Face a face com presente e passado: ignorou impulsos infantis, instintos mais profundos, desejos mais legítimos. Fantasmas habituais de crise de identidade, amor/senilidade, falência do casal, o absurdo da vida, a morte... Tentativa frustrada de suicídio e ‘mágico’ renascimento. Recupera-se. Jogo intercalado de imagens alucinatórias + cenas reais, visão de uma velha vestida de negro, bengala, olhos vazados (o quê representa?)... protagonista em alegoria representando a própria Suécia em busca de um resgate da identidade nacional. E tudo ao som de MOZART, ‘Fantasia em Mi’ para piano. Minissérie para a TV sueca, 4 capítulos, 1975, que ‘virou’ cinema. Depois disso, exílio voluntário de BERGMAN em janeiro de 1976, ordem de prisão, grilos’ com o fisco... Alemanha! E lá rodou 3 filmes... Voltou à Suécia em 1978, outro filme em 1982. Neste ano, um BERGMAN irreconhecível em FANNY E ALEXANDRE, tradicional estória convencional - sem agudas angústias, comédia, extasiante recordação da infância e exaltação da vida. Idem minissérie, ‘TV = canto de sereia’, depois virou cinema. Casa da matriarca no Natal. Mais ‘suave’ que isto? HQ -BICHINHOS DE JARDIM, de CARA GOMES - 4 quadrinhos - Joaninha deitada no sofá: “Quando estou melancólica, fico com raiva... Quando fico com raiva, bate ansiedade... Quando bate ansiedade, me sinto perdida... Quando me sinto... É... Onde eu tava mesmo?” Psiquiatra na cadeira, imóvel. // Psiquiatra: “Fale um pouco sobre sua infância... Como você era?” Joaninha: Rechonchuda, de óculos, aparelho, desengonçada, nerd, esquisita...” Psiquiatra: “Você sofreu algum bullying?” Joaninha: “Não, isso nem existia! Eu tomava era surra mesmo!” // Amigos passeando no jardim. Minhoquinho: “Então você largou a terapia de novo?” Joaninha: “Não! Estou dando um tempo para considerar outras linhas terapêuticas...” Minhoquinho: “Significa...” Joaninha: “...que larguei a terapia!”. // Joaninha: “Você costuma pensar no destino, na morte?” Minhoquinho: “Não!” Joaninha: “E nas culpas, nos arrependimentos?” Ele: “Também não!” Ela: “O que é que você tem na cabeça?” Ele: “Bem... um cérebro de minhoca!” Ela: “´Justo!” // Joaninha: “Desisti da felicidade, Mauro! Vou voltar a ser infeliz como qualquer indivíduo normal!” Ele: ”Mas como você vai fazer isso?” Ela: “Pelos meios tradicionais! TV, mídias sociais, revistas, jornais, propagandas...” // Joaninha no mesmo sofá e psiquiatra na mesma cadeira: “Fico feliz que tenha resolvido voltar à terapia. Dois quadrinhos, quietas, caladas, mesma posição. Depois, Joaninha: “Que bom que tem alguém feliz nesta sala!” FONTE: “Face a face” - “Contar até dez”, de Sônia Coutinho - Rio, jornal O GLOBO, 2/5/87 --- “O cinema de Bergman, Fellini e Hitchcock” (livro) - Uberaba, Instituto Triangulino de Cultura, 1999. F I M
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Comentários dos leitores

Bergman forte suavizado com as HQ. Parabéns!

Postado por lucia maria em 25-11-2016

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