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A PAIXÃO:



					    
1 ---Todo trabalho acadêmico é a soma do fruto da leitura do texto e de muitas pesquisas realizadas. 2---Romance “A PAIXÃO” de sabor neo-realista --- polifonia do autor e paixão pela linguagem --- imagem do cotidiano opaco de um dia /rotina familiar de pai, mãe, cinco filhos, duas criadas e um criado/, Sexta-feira Santa, na vida de uma família burguesa decadente numa vila do Alentejo: solidão e incomunicabilidade (núcleo da tetralogia) e passagem do rural ao urbano, em direção ao cosmopolitismo, na tentativa de superar o arcaico, real asfixiante, com origem na casa alentejana (ou portuguesa), símbolo do clã latifundiário. O primeiro capítulo, “Piedade”, primeira personagem a ser ritualizada, já indica atemporalidade, ritualística, o sagrado, a tradição, a criação, o mítico e o lendário. // NARRATIVA - ciclo de um dia e do ritual da Paixão de Cristo, para “descobrir em cada coisa a face oculta, que esta na sombra”. // PERSONAGENS - JOÃO CARLOS (iniciais JC não são gratuitas: simbolismo religioso), ANDRÉ (filho mais velho), TIAGO (filho mais novo), FRANCISCO (pai), MARINA (mãe), JÓ (filho), ARMINDA (filha), PIEDADE, ESTELA e MOISÉS --- grupo familiar e serviçais do Alentejo, local da narrativa. Pai bastante difuso, mas sublinhado na característica do lavrador alentejano, isto é, a amante que trouxe do “montado” e instalou na vila; a mãe resignada e consagrada às lides caseiras; os filhos estudantes; os criados - pessoas ligadas por sangue ou laços de servidão. JOÃO CARLOS - identifica-se com a figura bíblica do imolador do cordeiro pascal da história sagrada - “São mais que horas, pensou ele, acordando...muito calor e hoje é o dia...imolarei também...nosso cordeiro...sem mancha, macho, dum ano...” Primeira parte - MANHÃ, 24 capítulos - luz e trevas - capítulos com o nome da pessoa que nele pensa-sonha-age, 10 personagens, nomes repetidos a partir do capítulo 10: fragmentos dos personagens (alienação e solidão), no despertar,através de monólogos interiores, em sua própria linguagem, que registra ora o cotidiano ora o onírico; cada personagem possui particular “andamento”. // Segunda parte - TARDE, 20 capítulos - morte - reduzido vegetar diário, agora abalado pelo fogo instaurado na mata de eucaliptos e que se alastra às searas da herdade dos Cantares, latifúndio familiar, interpretação cosmológica de um fenômeno natural, e pela morte de um trabalhador, em atitude passiva e regressiva da família, “voltada para o ontem, o mundo inexistente - todos, ilhas isoladas. // Terceira parte - NOITE, 6 capítulos - ressurreição - o capitulo 48 começa com a palavra “passado”, que é a noite dos tempos, de quem relembra o que está morto - soai surge o nome da mãe - rompimento da crosta com a fuga de João Carlos (importantes e nada casuais as letras JC), o filho intelectual, após discussão com o pai e um irmão por causa de política; e com a procissão do Senhor Morto que se torna um caos e uma desordem, no escuro pelo curto-circuito elétrico, nas trevas, quebrando o ritual previsível - após a visita da morte, a simbólica ressurreição do homem. --- A desproporção dos capítulos corresponde à importância das três partes do dia na vida rural e ao mesmo tempo às necessidades da estória. // ATUALIDADE - Ressurreição / revolução, sagração da primavera em abril, os cravos e o fundo ideológico do livro, a realidade da palavra em alta voltagem poética, sem dúvida nenhuma. 3---NÍVEIS DE REALIDADE OU A OBSESSÃO DA DISPERSÃO - REALIDADE E SENTIDO DA REALIDADE: Onírico - 1-a revelação de um sentido de realidade; 2-a intuição do mundo pessoal do homem. O homem já possui o sentido de realidade - 1-conflito - realidade material (coletiva), a realidade revelada (individual) --- 2-saber - se é mais real o mundo que nos cerca ou o mundo por nós interpretado. Na primeira parte do romance A PAIXÃO, desenvolvem-se episódios através de uma narrativa onírica, onde a realidade individual é procurada pela apreensão do mundo, apreensão esta que se faz em inúmeros graus. Cada um vê o mundo a seu modo, ou seja, segregado pelos seus problemas pessoais. Ao autor, a liberdade do ‘tema do olhar’ (surrealismo) objetos e personagens para alcançar-lhes a íntima-obscura-vertiginosa verdade. Cada personagem é um observador da realidade. A sociedade do romance nos é representada como um agrupamento de solidões individuais, conseqüente de um mundo em transformação de valores. A impossibilidade do conhecimento do “outro” resulta na solidão irremediável dos homens. A ambição, a vaidade, os problemas sexuais, o medo da morte, a solidão, o amor conjugal, paternal e maternal, o egoísmo etc., todos fixados com tal verdade e tal coerência dentro de cada personagem que o resultado é uma pequena “enciclopédia psicológica”. MOISÉS (eguariço) --- “Eis que...a caminho da sua missa diária (caminha a pensar)...ainda assim Moisés se não liberta da persistente lembrança...escuta o padre com fé ...e ele ouve ‘in diebus illis’, mas a memória é grande e não pode esperar; deste modo...(novas memórias). Moisés neste momento ouve dizer no altar: tendo Jesus provado do vinagre...” Ele não dá atenção às palavras do rito - ‘ouve dizer’, presente do indicativo: Moisés volta ao real, à missa.” FRANCISCO (pai) recorda o passado, a imagem do avô que o obsessiona --- “Meu avô...eu te procuro nos indecisos edifícios de névoa da memória...avô...arrogante (posição do pater-familias), sem dar parte de fraco, e as tuas vaidades e apetites do mundo, os teus cavalos e tuas amantes, tudo isso passou, velho...agora a fortuna vai desmoronar-se e de ti vai ficar a memória de teres arranjado uma grande fortuna para nada...e aquele meu avô...com o seu melhor fato e os sapatos polidos...recusou-se sempre a tirar retratos...ele era o avô, o pai, o fundador das gens, da tribo, o chefe desta clã...meu pai aconselhou-nos só a conservar o que o avô fizera...deixara...deixara...pouco a pouco estraga-se, envelhece, míngua, enfim se apaga, assim as nossas herdades, o pomar, a quinta e esta casa ainda cai... ” ARMINDA, sonho de angústia, pesadelo, conteúdo latente de um sonho que é a realização de um desejo irracional ou proibido --- “...a voz do pai apenas pressentida, os corpos furiosos dos dois uniram-se junto à eterna conjugação dos astros...” - quer casar com Samuel contrariando os pais”. ANDRÉ - “...mundo hostil e morno...vento gelado...mundo à roda...a estrada multiplicava-se em grandes vagas de lume sob o sol...o carro deu um salto...precipitou-se para o vórtice..eu não via o espelho...boca pejada de velho medo e espanto...sobre o mar uiva um cão branco, cego e roxo...um dia vem a morte (sonho angustiante, oposto ao seu desejo de viver intensamente) - sexo dominante capítulos depois: sonha com uma mulher casada e em mais capítulos adiante com uma prostituta; mesmo quando estamos acordados, a sede de algum desejo é angustiante: ele “dormira mal, intermitantemente, cheio de sede” - sede é ‘sinônimo’ de algum desejo inconsciente. André confuso ou arrependido: “Vou ver se tomo um banho...pena é que nós não possamos lavar também por dentro.” O ESPETÁCULO DO MUNDO ATUAL É CAÓTICO - a grandeza do homem está na capacidade de tomar consciência dessa pequenez e na possibilidade de assumir lucidamente sua dramática condição. Para MEUMANN, educador e psicologista, o Criador é apenas o principal participante. Há mais liberdade no sonho e mais vontade na criação. Daí, um Real imediato (a criação), apreensível e objetivo x um Real imaginário (o sonho): perceptível e subjetivo. No momento em que se revela a realidade poética, está o homem entregue a si mesmo. Novamente MEUMANN: “Nenhuma obra de arte é produto do capricho individual absoluto.” De fato, nenhuma arte é natural e espontânea e a multiplicidade de discursos, mais do que uma tática de construção de uma verossimilhança romanesca tradicional, é a constituição da identidade do texto através dos diferentes discursos dentro da língua comum - vozes narrativas que se entrecruzam e e complementam. Entre os diversos planos do Real, o romancista tece fios quase invisíveis, estabelecendo misteriosamente correspondências e relações, como se o romance fosse um trabalho de tapeçaria, células de um tecido homogêneo, espécie de ‘cadeia’, uns presos aos outros. Pensamentos se articulam, e até o capítulo 11 o final de um é o início do seguinte. Exemplo. Final do 3 - “...que sonho terrível tive.” Início do 4 - “Que sonho terrível!” ----- Não é só mostrar um enredo. Nos redutos oníricos, o autor usa recursos diretamente ligados à linguagem e à estrutura que leva o leitor á sensação de vaguidade e imprecisão. Há monólogos interiores e também diálogos que proporcionam ao leitor o conhecimento mais íntimo dos personagens - as obsessões e os pontos de vista de cada um bastam para identificar cada pensamento ou palavra. Importante o papel da Arte como fenômeno e linguagem: Escritura Linguagem Escritor Falante --- questiona o seu próprio código. ANDRÉ - “...desejo, medo, ódio, sentimentos para os quais não existem palavras, pois pobre de fato é o nosso dicionário, inútil, limitado, e nele não encontro nem sombra do que penso.” ESTELA (criada de dentro) - carta ao marido, linguagem caótica, escreve conforme fala, baixa escolaridade- “brão...Anrique...pulícia...ar evale...alembrar...que se assina...Estela...a Deus.” A ficção real torna-se material de uma segunda ficção (sonho), reproduzindo a relação realidade-literatura dentro do marco literário. O plano de ficção pode ainda cobrar foros de realidade porque sobre ele se construiu uma segunda (o onírico) a partir da primeira (escritura), daí o caráter ilusório da realidade. SONHO POSSÍVEL, mais próximo da realidade - JÓ - “na aula, ao fundo, à direita, sozinho na carteira de dois...era o melhor aluno...fazia depressa os pontos...puxou uma revista...mão grande e pousou sobre o ombro...não disse nada, o tipo...o professor folheando a revista...” --- O sonho da manhã é menos profundo do que no começo da noite e a pessoa adormecida pode estar mais próxima de sua consciência em estado de vigília e mais longe do sonho. SONHO FANTÁSTICO, um pouco mais distante do real, surrealismo - ANDRÉ - “...eu estava ali num mundo hostil e morno...veio um vento gelado...grandes vagas de lume sob o sol...atirei o pé ao prego...dele a face foi envelhecida para uma idade de cera... cão branco, cego e roxo...” ARMINDA - “...faces mascaradas de dor e de mudez...o ventre e os seios sentia docemente...corpos furiosos...esgar dorido...rito fatal tão para sempre...fogo branco nos ruídos...que sonho horrível tive...” SONHO COMO SUBLIMAÇÃO DE DESEJOS IMPOSSIVEIS - JÓ - ele quer ser famoso, amado, onipotente - “...o carcereiro veio ara mim disposto a matar-me...com um grande esforço, passei o muro voando...passei por cima duma praia...de novo pus os pés em terra...eu ficaria no quarto...quarto dela...que abraçou-se a mim com muita força...” Jó acordou de repente e levantou-se ágil”. // No sonho, o homem encontra quimeras loucas e absurdas, por estarem mescladas nos mesmos ideais de fantasia e da sensação do mundo exterior. Onde o real? Onde o irreal? Quando na vida? Quando no sonho? MÃE - recordação do sonho em mistura a lembranças confusas, integridade e verdades poéticas - “..perdida na indiferença do marido egoísta...homem da idade da pedra preso à saudade do passado..a mãe está irritada desde que espertou e se recorda...o marido dorme...a cama é muito larga, chega para dois corpos abertos ao destino...em relevos de fogo, patas de águia fincadas...ele repousa, o morto, em qualquer cama...o vestido de noiva no chão...mítico e cheio de espuma...o árabe galopa com a mulher nos braços...palmeiras acenam, gemem, estalam, de longe, da mesquita e palácio...em seu mistério surdo e carga de sentidos...um relo, verde, ocre, e finalmente azul...houve um pobre que deixou esmola na bandeja...” TEMPO E LEMBRANÇA - a mocidade - FRANCISCO - “Meu avô arranjou a fortuna que tenho...ouço a tua voz entrecortada de asma e a tua saudade de um mundo que morreu...tu vieste com a tua prosópia e o teu dinheiro e ofereceste simplesmente vinte e dois contos...aquele meu avô morreu de súbito e quase sem agonia...tinha o caixão já feito sob a cama alta, em que todos os anos...na noite de ano bom se metia a ver e estava bom...a mulher era vintenas mais nova...tinha quarenta anos e estava demasiado gorda...” LEMBRANÇA, a mocidade - MOISÉS - “...tinha eu quinze anos, era um homem, quando bati à porta dela, e me disseram...fugimos nessa noite para casar ...dormimos na tosca do Cavalo Branco...na estrada passam...” As personagens são descritas como atores num museu de cera, assim como tudo o que foi vivo um dia e tende a imobilizar-se para sempre. O enquadramento social dos personagens oscila segundo o meio-ambiente. Basta o apoio ou a reprovação do outro e todo o comportamento muda; e daí, a despersonalização. No romance, o começo das perdas das características físicas nas relações de parentesco, e também dos nomes nas autorias dos fatos (o nome da mãe só aparece ao final)...”e quanto à mãe, nem lhe demos um nome, cremos (não há certeza?) que se chamava Marina...palavra clara e lembra o mar...tão metida no passado que nenhum nome para ela é bem real, quando recorda, por exemplo, a sua lua-de-mel em Cantares...” Ainda uma aparente demência - MOISÉS - “...depois fiquei de todo abandonado...andei sem eira nem beira...foi o diabo...como um bicho...a cocheira ficou vazia até agora e eu a dormir nela de verão e de inverno, sem ninguém...hei de morrer uma noite destas e só se lembrarão de mim ao fim do outro dia...” Ou ainda pura mecanização - PIEDADE (cozinheira) - de acordo com hábitos portugueses e principalmente provincianos, levanta-se antes de todos, repetição de uma sequência ritualística de atos automáticos, sensação de desgaste e cansaço, pensamentos introspectivos: os demais acordam, acorda a estória - “De madrugada ainda levantar-se, descer para cozinha e enrejar o trabalho reacendendo lume no fogão, lavar a louça...voltar depois ao quarto...migar o pão para sopas dos mais novos, esfregar o chão de pedra da cozinha, antes de pôr a toalha..” Alguns traços surrealistas. O narrador ‘estranha’ em suas expressões o que é construído pela razão e pelos encadeamentos lógicos, realizando uma catarse dos ímpetos inconscientes e irracionais, com uma linguagem à semelhança da dos sonhos, até com expressão de clara morbidez: a--imagética fora do plano racional = reflexo do inconsciente / b--o romance possui um caráter mágico que vai explicar o mítico em A PAIXÃO: funde fundo-forma, objetividade e subjetividade, significação e absurdo, construção e destruição, memória e presente, imaginação e realidade. / c--definitivamente nada é mais fantástico que a exatidão; esta mesma cruel necessidade de exatidão é que leva a uma total dissecação da realidade ordinária, parando ao detalhe - esse detalhe aproxima do todo e é a reiteração de uma realidade e um meio de perceber melhor essa realidade. JOÃO CARLOS - “...a universidade é um conjunto de edifícios novos, arrogantes, pretendendo-se belos, ali em pleno campo raso, verde durante quase todo o ano...a certa altura vê-se duma só vez, ao fundo, à esquerda, em, digamos, terceiro plano, o hospital escolar, pesado e monolítico...arcada rígida, os baixos-relevos pobres na parede...” O papel preponderante das imagens corresponde à tentativa de apreender o real por sua aparência e à tendência de imobilizar as coisas para melhor as descrever. 4---PARÁBOLA DA VIDA, ao final da narrativa: Noite instalada no coração dos homens - depois a alba, a cada inverno seguir-se-á a primavera onde a árvore da vida renascerá em cada Páscoa: árvore cresce, ramos se desenvolvem, florescem, frutificam e acabarão inevitavelmente por secar; em seguida secará o tronco e apodrecerá; o vento arrancará as raízes e derrubará o tronco para sempre......... estória de uma árvore, de uma família e sua paixão. AUTOR E OBRA: ALMEIDA FARIA, nascido em 1943. Início com “Rumor Branco”, discurso poético da criação do mundo, livro de1962. A seguir, “A paixão”, discurso poético da visitação da vida, livro de 1965, primeiro da tetralogia completada com “Cortes” (1978), ”Lusitânia” (1980) e ”Cavaleiro andante” (1983) - questionam o percurso de Portugal em sua história recente e se direcionam para a Revolução de 1974. FONTES: “Entre ficção e História”, de Flávio Moreira da Costa --- “Decadência em dia santo”, de Renato Cordeiro Gomes - Rio, jornal O GLOBO, recorte sem data e 10/4/88 --- “Almeida Faria, romancista de vanguarda”, de Fernando Mendonça - Rio, Segundo Congresso Brasileiro de Língua e Literatura, julho/70 --- “O mítico e o ritualístico em A Paixão, de Almeida Faria”, de Pedro Carlos F. Fonseca e René Pedro Caray - SP. Centro de Estudos Portugueses, USP, dez/83. F I M
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Comentários dos leitores

Uma família "fechada", mudança de gerações, novas ideias. Falta de comunicação e compreensão. Parabéns!

Postado por lucia maria em 03-12-2016

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