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ESSA NEGRA FULÔ" e "GUERREIRO



					    
De um velho caderno escolar: JORGE DE LIMA - Divisão de sua obra em 4 fases, evolução poética - parnasiana (sonetos, livro “XIV Alexandrinos, incluindo “O acendedor de lampiões”); de 1927 a 1932, poesia negra (recordações de infância passada no Nordeste, casa-grande, senzala, sobradinho português, incluindo “Janaina” e “Essa negra Fulô”); religiosa e mística (publicação de “Tempo e eternidade”, em colaboração com MURILO MENDES, conversão ao catolicismo) e épica (“Invenção de Orfeu”, longo poema com características épicas onde expressa reflexões sobre a vida humana e o universo). - - - - - Poema I - ESSA NEGRA FULÔ Narração com sabor folclórico: “Era uma vez uma negrinha, cativante e bonitinha, mucama de uma família, que andava furtando todos os pertences da patroa, sempre castigada pelo feitor. Um dia o próprio patrão foi açoitá-la e ela o roubou com seus encantamentos.” - Página viva histórico-sociológica, formação do nosso lindo povo, único no mundo: o senhor da casa-grande apaixonado pela escrava da senzala --- Texto narrativo, o contar uma estória, função poética da linguagem - fato antigo, narrador é o neto --- Vocabulário - banguê - fazenda; mucama ou mucamba - escrava de estimação, jovem, escolhida para serviços caseiros; cabeção - casaco, camisa ou vestido feminino, largo e geralmente branco --- Banguê - metonímia da propriedade rural: propriedade agrícola com canaviais e engenho de açúcar --- Nome da escrava - corruptela da palavra ‘flor’, na boca do antigo escravo (processo semelhante a senhor-sinhô, sendo sinhá a forma feminina, mas não exatamente corruptelas - variantes siô e siá) --- Sinhô-sinhá - tratamentos de respeito que os escravos davam aos patrões (ainda hoje, hábito secular ou deboche com mulher chefe ou mandona) --- “Ah! foi você que roubou!” - exclamação, constatação do roubo de objetos, escrava esperta --- “Ah! foi você que roubou.” - ponto final, decepção-tristeza da Sinhá --- Dois castigos sofridos pela escrava: “levar couro do feitor”, “O Sinhô foi açoitar sozinho” - palavra na narração do segundo, que antecipa a intenção do Sinhô - nuinha......... --- Momentos que preparam o clímax - roubo do perfume, roubo de lenço-cinto-broche-terço --- Depois, Sinhô admirado e atraído pelo corpo da escrava --- Clímax - roubo do Sinhô --- Ao final, jogo linguístico - “nosso Senhor”, Jesus Cristo X “teu Sinhô”, marido da Sinhá - - - - - Poema II - GUERREIRO --- “E meu pai, vendo aquele dia 23 tão lindo / e tão verde aquele mês de abril, / e vendo seu primeiro filho, / bendisse a Deus primeiro / e depois foi à folhinha / ver o nome do Santo que ali estava: / São Jorge! --- E o guerreiro cresceu e foi vencer / todos os dragões da vida, / e não vencendo / cobriu com a humildade do seu Santo / a derrota do guerreiro: / Senhor, tende piedade.” 1-Autor registra no poema um antigo hábito brasileiro - escolher no calendário religioso o nome do santo do dia para a criança que acaba de nascer, em especial o filho mais velho. --- 2-Justificativa do título - guerreiro é também o poeta (como foi São Jorge, seu patrono do dia do nascimento), que luta pela vida, no dia a dia, que luta pela sobrevivência aqui na Terra... --- 3-Folhinha - calendário de parede. --- 4-Guerreiro, verso 8 - o poeta, outro guerreiro lutador. --- 5-“...dragões da vida” - para o poeta, o que ele precisa enfrentar na vida (suas lutas e dificuldades), assim como São Jorge enfrentou o “dragão do mal”. --- 6-Que sentimento traduz “Senhor, tende piedade.”? - De dor, sofrimento, pedido da ajuda divina. Quer que o Santo tenha pena dele e o ajude, ele - o poeta - recorrendo ao padrinho. --- 7- Mês “verde”? - Uso linguístico e poético. Ao poeta é permitido usar qualquer licença, isto é, imagem poética. Certamente seria uma época de boas plantações no Nordeste, boas colheitas - o campo estaria verde (=fartura). --- 8-Guerreiro derrotado no poema - O próprio poeta, de nome Jorge; de guerreiro, como o Santo que derrotou o dragão. --- Outra forma pitoresca de dar nome ao recém-nascido, ainda que venha a parecer um nome estranho - Minha estória: nome de pai + nome de mãe - RUB........ F I M
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Comentários dos leitores

Lições de brasilidade................. de que devemos nos orgulhae sempre. Parabéns

Postado por lucia maria em 10-12-2016

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