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A PEDRA NO MEIO DO CAMINHO FOI...PARTE II



					    
Onde narrador da estória alheia, anda PERSONAGEM confessional? PAI-AVÔ OU PAI E AVÔ? Bom, EU não sou bruxo, mas a vida moderna nos faz às vezes sermos ‘adivinhos’: “Breve VOCÊ vai ser avô.” EU achava que era praga. Nada disso. Hoje, a garotada começa a vida sexual em namoros de muita intimidade, dois ou três anos ‘viram casamento’, motel na esquina, explicações na telinha da tevê e tentações no computador, religiosidade não segura ímpetos, raramente orientação em casa ( e muitas vezes papai-mamãe também levaram este “susto” no passado, pouco além de duas décadas), na escola, nos postos de saúde...Nada aprendem ou aprendem e não seguem! Quem anda na chuva, é para se molhar. Meu AMIGO galã sedutor tem 47 anos, porém afirma não ter aparência de “tudo isso”. (Estarei falando de mim mesmo?) “Acha que tenho quanto?”- perguntou. “Ah, sim, de uns 46, só...” Grande ou nenhuma diferença! ELE arrumou uma namorada. Não foi bem assim...ELE e ELA trabalhavam (trabalham!) na mesma empresa metalúrgica, setores diferentes, mas se encontravam todos os dias no almoço e ocupavam a mesma mesa de toalhinha verde. Se UM chegasse antes, ninguém mais ocupava a cadeira do OUTRO: as pessoas já sabiam! “Por acaso......” (Posso acreditar?) ELE, bom aspecto, alto, forte, grande, mas não grandalhão desajeitado. Tentou iniciar uma fase de conquista, mas logo percebeu que a intenção da MOÇA, bem mais jovem que ELE, era constituir família, isto é, ter MARIDO e um mínimo de DOIS filhos. Gato escaldado, divórcio nas costas há quinze anos, DOIS filhos acima de adolescentes morando em outro Estado, não era mais tempo de recomeçar vida amorosa de lar......Ora, mas geralmente desdenha se o que quer comprar. ELA insinuou-se o mais que pôde, embora achando que a iniciativa cabe ao macho; passou a exibir qualidades de boa cozinheira, doceira idem, mas o fugidinho não caía nessa e dizia a todo momento estar de dieta. Não, dieta não, pois estava até muito sadio. De regime, sim, aceitável...Bastava a sobremesa do almoço, ali! Sem doce algum no final da semana. A coleçãozinha de imagens de Santo Antônio de nada adiantou, nem mesmo quando ELA colocou todos os 13 santinhos (número-limite de coleção com esta finalidade) de cabeça para baixo, equilibrados na gaveta, no meio das calcinhas, coloridas e incensadas a sândalo oriental, simpatia secular. Um dia ELA praticamente enlouqueceu, confessou-se “apaixonada, louca e obcecada”, mas ELE continuou apenas escutando, inteiramente estático, sem um gesto sequer. Então, lágrimas de desilusão e desespero, ficou vermelha e improvisou estar se referindo ao bolo gelado que era a sobremesa diária. O peixe morre pela boca- ou na tentação do anzol ou porque falou demais. ELE não percebeu ( ou fingiu não perceber?!), imaginou-se trocado por um bolo e ELA quase desistiu. Nunca mais almoçaram juntos. Tempo passa. Quando ELA enlouqueceu de vez, iam caminhando, metade ingenuamente numa calçada (ELE, sim, meio bobo naquele dia, ELA olhos acesíssimos), sexta-feira após o trabalho, foi um delírio quando ELA andou mais rapidamente, entrou por uma porta larga, pequenas luminárias em coraçõezinhos vermelhos.... ELE jura até hoje que ainda não conhecia aquela nova construção e na hora pensou ser um restaurante...de peixe (finjo que acredito para não perder o AMIGO). O certo é que foi puxado pela mão e, quando conscientizou, diz ELE ( como possível se nunca ingere bebida alcoólica?), já estavam envolvidos numa transa deliciosa- meu AMIGO, que a lourinha branquela apelidara de Gigante há muitos meses, cumpriu seu esperado papel de macho, como não? Aí, os DOIS descobriram que o motel distribuía cupons de fidelidade, a quatro visitas serviam de graça bolo gelado com abacaxi e creme de leite (acontece que a doceira do motel é prima dela...), “coincidência”, entre aspas irônicas, de ser o doce de praticamente dar início à estória deles. ( Bom, os OUTROS frequentadores afirmam que o verdadeiro brinde é um sensual cachorro-quente com muito molho branco, EU NARRADOR não sei de nada). Casar, ELES não casaram (ELA jurou: “...ainda!”): visitam-se mutuamente há onze meses, cortaram os pulsos em juramento cigano, palavras inventadas em conjunto. Há tempos, entre uma tontura e outra, entre um enjoo e outro, mesmo sabendo que cientificamente isto não existe, ELA tem tido vontades caprichosas e dengosas (só quer coisas boas e possíveis) de comer bata frita com calda de chocolate amargo e licor de murumuru, empada com recheio de frango e creme dulcíssimo de pitanga, uvas liquidificadas com café e mostarda (nunca roer telha ou comer areia)...E ELE ri sozinho, à toa, até trabalhando sem ninguém perto... Quem vai ao mato, perde o sapato – acabei de inventar um provérbio! Sim, DOIS filhos “terminando a adolescência” ( os anos ‘teen’ norte-americanos), êta, pai ingênuo. O rapaz acima da maioridade, a moça não distante, muito bem apessoados, ELE mesmo diz que são “a cara do pai”, marca da herança genética ( e a mãe, por dezoito meses?) – não sei, foto nunca é uma realidade ‘in loco’.......”PAI, VOCÊ vai me bater e brigar comigo?” – o filho perguntou num e-mail. O garoto ainda era pequeno, mas de vivacidade enorme, quando o pai repetiu para ELE o que ouvira na escola. Anedota biográfica ou folclore, o jovem poeta CASTRO ALVES (primeiro baiano marqueteiro, segundo o escritor – humorista – teatrólogo - desenhista MILLÔE FERNANDES) olhava-se ao espelho, sacudia a vasta cabeleira, ajeitava o chapéu e dizia com voz solene: “Tremci, pais de família!” ( O poeta não deixou filhos.) Camisinha já existia desde tempos imemoriais. Mais “recentemente”, os egípcios a usaram desde 1.300 a.C. (mesmo assim, CLEÓPATRA teve quatro filhos com César, três com MARCO ANTÔNIO). Estamos no século XXI. Meu AMIGO assustado: “E se este gênio aqui ainda não tivesse nascido? Como seria o mundo sem mim?” Por telefone, ouviu a estória do filho, que foi um “descuido”, houve (lá longe) bronca inicial, sem briga séria, depois a dupla aceitação familiar. Fazer o quê? Esperar. A vida continua e as gerações se sucedem.----“PAI, VOCÊ vai me bater e brigar comigo?”- a filha perguntou num e-mail. O estudo sobre anticoncepcionais femininos de uso oral, a tão falada ‘pílula’, começou ao final da década de 1930, com experiências em componentes da batata doce (verdade!), mas só divulgado e aberto ao público ao início dos anos 60. Estamos no século XXI. Meu AMIGO apavorado: “O quê? 1960? Fui concebido exatos seis anos depois... Dizem que tenho ‘mão fechada’ até hoje. EU? Sim, nasci com a mão fechada segurando minúscula bolinha branca, é isso...” Por telefone, ouviu a estória da filha, ladainha igual...Ora, quem não bateu num filho, mesmo próximo, nem por mágica tem como bater agora...a distância de muitos quilômetros e horas aéreas ou rodoviárias (ELE pesquisou muito, antes de responder). E também, brigar depois do fato consumado, não resolve mais nada. A vida continua e........ Meu AMIGO agora só tem duas grandes dúvidas existenciais angustiosíssimas: “Sogro. EU?! Muito moço ainda...Devo continuar pintando alguns ‘precoces’ fios brancos que me atrapalham o sono? Em minha testa estará gravada, dentro de alguns meses, a palavra AVÔ?” Fica aqui registrada a pergunta do leitor: “PAI-AVÔ ou AVÔ E PAI?...” ...de três bebezinhos provavelmente muito espertos desde cedo, o paulistinha e os....( em que estado brasileiro mesmo?), que nascerão no mesmo signo zodiacal, ÁRIES, impulsivo e brabos como ELE. A 8 de abril, não!!! FIM
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Comentários dos leitores

Texto tão antigo ///A PEDRA NO MEIO DO CAMINHO FOI... UM BOLO/// que o início foi publicado em outro lugar em julho/2012 - traga para cá. Um avô (previ!!!) "enxutão' a diss de 50. Parabéns!

Postado por lucia maria em 18-03-2017

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