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AS ANAS: "PARECE" NOVELA...



					    
PARTE I - Aconteceu há mais de 40 anos......... Teve uma doencinha de nada, exagerou no que (não) sentia e imaginou algo gravíssimo, fatal, terminal. Qualquer acidente ou conserto no asfalto, policiais simpáticos sem arma desviaram o trânsito para outra rua e logo em minutos o ônibus enguiçou exatamente na porta da Igreja de Sant’Ana (do hebraico Hannah - significa ‘benéfica, que tem compaixão, misericórdia, cheia de graça’). Achou que era um aviso - mentalizou pedir ajuda e colocaria este nome quando tivesse uma filha. Casou anos depois e teve dois meninos. A cunhada teve uma filha, sugeriu ANA CRISTINA, depois outra, ANA LÚCIA. Distração é espiar a vida alheia. Muro baixo, espiou, a vizinha recebera uma visitante gravidíssima, barrigão que em dias ‘sumiu’ e dava para ouvir um choro de bebê recém-nascido - as duas mulheres apenas se olhavam, sem sorriso ou cumprimento. Dias depois, a mulher da casa teve um derrame (AVC é expressão moderna), veio a ambulância e a acompanhante não poderia levar a criança. Fração de segundos. Gente curiosa ao redor e a moça esticou o pacote de mantas: “Por favor, tome conta da minha filha...” (“MENINA?”) Recebeu o pacote muda, contendo lágrimas. De imediato, comprou fraldas /ainda não descartáveis ou eram muito caras/, mamadeira, chupeta, leite em pó, chocalho cor-de-rosa e uma boneca de poucos centímetros. Em poucos dias, vizinha morreu, mãe de ‘aninha’ (ainda sem nome, letra minúscula!) voltou, pegou a criança, levou para longe por três (número mágico dos contos de fada - na cabala, significa ‘perfeição’: Santíssima Trindade, comunicação, expansão humana, sociabilidade) dias e a trouxe de volta... Ficara com o pai da criança num hotel de quinta categoria, o chorinho incomodava os hóspedes, mesmo rotativos por poucas horas, e não havia outra pessoa a quem pedir ajuda. Mais fraldas, mais leite......... Mais três dias, voltou e declarou explicitamente que o pai da menina agora a abandonara. Relatou a vida. Novinha, tradicional Instituto de Educação tijucano, curso normal (nomenclatura antiga) para professora primária e engravidou do namorado - ele jovem, brilhante aluno do Colégio Naval, futuro oficial da Marinha, família endinheirada... - pai também da Marinha a expulsou de casa e a família do pilantra /empoderamento masculino de ‘usar-descartar’/ aceitaria ficar com a criança na condição dela desaparecer, pois “quem faz filho irregular antes do véu de noiva não merece casar”. Intervalo na narrativa. Conheceu outro marujo e fizeram esta filha. Ofereceu em doação, Ana Maria do útero alheio, criança imediatamente legitimada com o sobrenome do casal - meninos pequenos não perceberam que barriga da mãe não crescera, felizes com a ‘irmã’. Familiares e gente amiga em geral acertaram guardar segredo (até onde fosse possível e traidor/traidora não soltasse a língua ou pregasse verdade no poste). A fulana arrumou emprego numa residência familiar, dormia num quartinho de depósito nos fundos da casa, junto a feijão, ração, garrafas vazias... Aí, na vizinhança mais um naval! Casaram no cartório, no padre... e nasceu outra menina, dessa vez simplesmente ANA, depois um menino. Felicidade, enfim! Quando ela aparecia para ver a filha, carinhosa discreta, qualquer pessoa notava grande semelhança de rosto, cabelo fino encaracolado e tom da pele: iguaizinhas a verdadeira mãe e as duas meninazinhas que se tornaram muito amigas. Entre um uísque e outro, tradicional botequim pé-sujo, local propício a boa inspiração, VM cantava sobre a felicidade: * “Tristeza não tem fim, felicidade sim”. Um dia o militar veio sozinho, chorou desesperado, comunicou a esposa com súbita doença incurável... Tristeza! Tempos depois, a moça da farmácia que ia na casa e aplicara muitas injeções, cuidava das crianças, agora sem mãe, no que podia, nos intervalos do emprego... Sargento da farda branca notara nela olhares apaixonadas, respeitou, nem um único beijinho... Apareceu novamente na casa, pediu conselho, ia ser transferido para outra cidade. O conselho foi “Casem e sejam felizes”......... Foram! VM falhou uma vez na vida. - - - - - PARTE II - Resumo adaptado de crônica escrita pelo “poetinha” (como dizia de si próprio). “Agosto, 1955, Château d’EU, vasto castelo de tijolos e pedras, sem grande interesse arquitetônico, restaurado pelo Conde D’Eu três séculos depois de construído, incêndio depois no começo do século XX. Vim para terminar a primeira adaptação para o cinema da minha peça ORFEU DA CONCEIÇÃO. Junto, a secretária Josée, o marido Daniel e minha filhinha Georgiana, carinha marota em qualquer latitude, com muita graça perturbando consideravelmente na tarefa. (...) atravessar o belo parque do castelo, correndo (...) babá espanhola. // (...) apaixonante criar um filme. (...) na peça, “descida aos infernos” numa gafieira, carnaval carioca no final do filme, onde a Morte perseguirá Eurídice. (...) o guia turístico do castelo queixou-se: parte das belas carruagens no andar térreo, porta da caleça se abriu, Georgiana entre sedas e alfaias (..) ouvi com o ar severo de pai de uma sacrílega, desatamos a rir depois (...) Coisa deliciosa! Georgiana subira no espaldar de uma poltrona, mirou com a maior atenção uma foto de Dom Pedro II e alisou as venerandas barbas antes de um prolongado baixo. Juro que vi sorrir o bom monarca.” - - - - - Filhas e filho de VM - SuzANA, Maria, LuciANA, GeorgiANA e Pedro. - - - - - * Filme ORFEU DO CARNAVAL (Orfeu Negro), 1959 - diretor MARCEL CAMUS, francês, roteiro do carioca VINÍCIUS DE MORAES // Oscar de melhor filme estrangeiro, 1960. - - - - - LEIAM meu conto “A vela da paz”. - - - - - Não estou “fofocando” sobre ninguém - pura imaginação de boa fé e consequente ficção. Em literatura, novela propaga na telinha que é ou pode ser mera coincidência. LEIAM meu conto “A vela da paz”. F I M
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Comentários dos leitores

Vida parece novela, novela sai da vida. É assim mesmo... Se pensarmos bem, como distinguir personagens e pessoas? Parabéns!

Postado por lucia maria em 18-03-2017

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