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(R)-EVOLUÇÃO DA LITERATURA OCIDENTAL etc.



					    
I---ESTÉTICA LITERÁRIA de uma época - conjunto de valores de pontos de vista e recursos lingüísticos que caracterizam todas as obras da época. Escritores, novos caminhos, novas soluções... rotina... e em seguida novos escritores, novíssimos caminhos, novíssimas soluções, tudo contrário ao ‘passado’... e o processo de buscas literárias, isto é, continua indefinidamente. Cada escola literária ou estilo de época, de acordo como informam os livros didáticos, é sempre uma reação contra a anterior, uma espécie de jogo alternado “objetividade X subjetividade” na passagem de uma tendência para outra. Esquematicamente, é assim: a)---HISTÓRIA DA ARTE, movimento binário: paganismo (inferno, carne) X religiosidade (céu, alma) b)---SEQUÊNCIA DE ESTÉTICAS MEDIEVALISMO (Trovadorismo), séculos XII a XV - Ponto de vista: Cristianismo - Característica fundamental: Teocentrismo, Deus como centro das atenções, homem-divindade / Predomínio da forma / Subjetividade CLASSICISMO (Renascimento - retorno à Antiguidade Clássica), séculos XV e XVI - Ponto de vista: Paganismo - Característica fundamental: Antropocentrismo-Humanismo, homem em equilíbrio, culto ao físico / Predomínio da razão / Objetividade BARROCO, século XVI e XVII - Pt. de vista: Cristianismo - Característica fundamental: homem em conflito, oposição entre o material e o espiritual / Predomínio do paradoxo / Subjetividade ARCADISMO, século XVIII - Pt. de vista: Paganismo - Característica fundamental: Neoclassicismo, homem em equilíbrio, retorno aos ideais do Classicismo / Predomínio da razão / Objetividade ROMANTISMO, século XIX, primeira metade - Pt. de vista: Religiosidade - Característica fundamental: homem em liberdade, culto do próprio “eu”, egocentrismo / Predomínio do sentimento / Subjetividade REALISMO, NATURALISMO e PARNASIANISMO, século XIX, segunda metade - Pt. de vista: Materialismo - Característica fundamental: homem científico, visão da realidade tal qual ela se encontra nos sentidos / Predomínio da observação / Objetividade SIMBOLISMO, século XIX - Pt. de vista: Misticismo - Característica fundamental: homem-alma, sublimação e espiritualidade / Predomínio da fantasia / Subjetividade MODERNISMO, séculos XX e XXI - Pt. de vista: Indiferentismo - Característica fundamental: homem-integração, liberdade e criatividade / Liberdade total / Objetividade e subjetividade II---NO BRASIL: ERA COLONIAL - séc. XVI, primeira fase: carta de Caminha, teatro jesuíta -- séculos XII, segunda fase: Barroco, Arcadismo ERA NACIONAL - século XIX: Romantismo, Realismo/Naturalismo/Parnasianismo -- encerrando, séculos XX e XXI - Pré-Modernismo, Modernismo, Pós-Modernismo, Neomodernismo III---SEMENTES DA NOSSA LITERATURA a)---“CARTA DE ACHAMENTO DO BRASIL”, registro oficial de PERO VAZ DE CAMINHA, 1 de maio de 1500, escrivão da frota de CABRAL, ao rei Dom MANUEL (inédita até 1817, informações pormenorizadas, louvor e primeiros sinais de louvor e ufanismo, em linguagem poética e fluente, por vezes com humor - publicada em ‘Corografia brasílica’, embora já se soubesse de sua existência desde 1773. O expansionismo mercantilista europeu gerou o ‘achamento’ (como quem acha algo que de que se sabia existir e se perdeu desconhecido...) de nosso país. Ou a descoberta, linguagem mais sutil e elegante. Inicial política portuguesa nômade e predatória, sem fixar raízes na nova terra... desde o primeiro encontro do capitão com o aborígene, estes ‘visitando’ CABRAL a bordo da caravela. Expressão da ideologia mercantilista, ou seja, interesse português no lucro, no ganho, no comércio e na riqueza do “Novo mundo”, melhor dizendo... ouro e prata, um dos objetivos da viagem de CABRAL, busca para suprir os cofres portugueses. Nudez - primeiro choque natural ‘sofrido’ pelos portugueses: nus naturais e inocentes (= Adão e Eva no Éden?) - CAMINHA na carta: “Não fazem o menor caso de encobrir ou de mostrar suas vergonhas, e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto.” Três vezes OSWALD DE ANDRADE - modernista, “Pau-Brasil”, livro de 1924, primeiras poesias com título geral de ‘História do Brasil’, recriação-paródia de alguns textos do século XVI (colonialismo a partir de 1530) - poemetos: a descoberta Seguimos nosso caminho por este mar de longo / Até a oitava da Páscoa / Topamos aves / E houvemos vista de terra os selvagens Mostraram-lhes uma galinha / Quase haviam medo dela / E não queriam pôr a mão / E depois a tomaram como espantados erro de português Quando o português chegou / Debaixo duma chuva bruta / Vestiu o índio / Que pena! / Fosse uma manhã de sol / O índio tinha despido / O português Posteriormente, “Segunda nova carta de Pero Vaz de Caminha a El-Rei, escrita da novel cidade de Brasília com a data de 21 de abril de 1960” - DARCY RIBEIRO. b)---CRÕNICAS DE ‘A-LUM-BRA-MEN-TO’ (com licença, poetaço MANUEL BANDEIRA!) - século XVI, textos informativos em português e em francês pelos visitantes corsários, no geral não ‘turistas’ bem intencionados, narrativas de viagens. Duas culturas, de dois mundos diversos: o mundo do europeu civilizado X o mundo ainda primitivo do indígena que habitava o Brasil. Geografia, etnografia, extrativismo (pau-brasil, cana-de-açúcar), possibilidades econômicas e coloniais. Sem fantasias edênicas de mundo paradisíaco, necessidades práticas ‘sugeriam’ a escravização do índio. Oposições da época: Europa - regime capitalista mercantil, poder centralizado nas mãos do rei, cristianismo, uma língua única, o português, cultura escrita, livros......... X Brasil, “novo mundo estranho e selvagem” - comunidades primitivas em que o trabalho era coletivo e se desconhecia a propriedade privada, poder nas mãos de um chefe supremo, autoridade moral e religiosa, práticas religiosas em rituais esquisitos, um conglomerado de línguas, predominando o tupi - cultura oral, transmitida através das gerações, pelo pajé e homens mais velhos da tribo......... Raízes temáticas quinhentistas do nacionalismo brasileiro, princípio do sentimento ‘quase’ nativista de quem aqui surgia: índios, terras, matas e riquezas do país. (Antropofagia cultural e verde-amarelismo somente no início do século XX. Vai demorar, hein?) c)---TEATRO DE CATEQUESE - Pisando o solo brasileiro em 1549, jesuítas importantes, sim, na única atividade intelectual da colônia, responsáveis pela doutrinação cristã dos colonizadores e em especial dos índios. Cartas, informações, sermões. Primitivo interesse dos índios pela música e pelo canto. Lirismo popular das cantigas medievais da tradição ibérica - quartetos, versos curtos, linguagem direta facilitando a comunicação literária; autos, ou seja, peças teatrais assemelhadas com os poemas, com intenções religiosas e simultaneamente pedagógicas. Textos em latim (não falado), português, espanhol e... tupi-guarani (dizem!). GUARANI, IRACEMA, UBIRAJARA e MACUNAÍMA só alguns séculos depois. F I M
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Comentários dos leitores

Embora não seja literatura nacional. em meus sonhos desta noite o meu vassalo tocará alaúde e me cantará temas líricos medievais. Ou posso ser uma arcádica, se meu cavalheiro não for exilado na África... Aula magnífica. Parabéns!

Postado por lucia maria em 29-03-2017

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