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APÓS CONCRETISMO...



					    
...POEMA PRÁXIS: POESIA SOCIAL, participante Manifesto Didático da POESIA PRÁXIS em 1961, documento histórico e crítico - reação de alguns poetas (FERREIRA GULART, THIAGO DE MELLO, AFONSO ÁVILA E AFFONSO ROMANO DE SANT’ANNA) aos excessos formais do CONCRETISMO: organização e montagem, esteticamente, de uma realidade situada, usando 3 condições de ação: ato de compor (tomada de consciência de um projeto semântico, não esquema formal predeterminado e sim realidade viva e significado humano - poeta-criador) e área de levantamento da composição (poeta) e ato de consumir (leitor); busca de maior comunicação com o leitor, retorno ao verso, emprego de linguagem simples e tema dos problemas da realidade social. Mobilidade comunicante - nem palavra nem linha isolada valendo por si: todas se completam e desdobram em outras, dinamismo e permanência de significados. Poeta FERREIRA GULART começou como participante do Concretismo e depois tornou-se um dissidente, trocando as experiências concretistas por uma poesia participante, indignado com a miséria social brasileira, necessidade de participação social e ausência de liberdade após 1 de abril de 1964, “O açúcar”, “Quem matou Aparecida?”, “Teu corpo” - - - - - “Dois e dois: quatro”, de FERREIRA GULART ---7 estrofes, 4 versos na primeira estrofe, rimas ‘-ena, -aro(s), -ia’---sentença matemática - dá para sentir elementos visuais---primeira estrofe, idéia de concessão; segunda, características físicas; terceira e quarta, 3 elementos da natureza, ‘oceano-lagoa-açucena’; quarta, poeta acredita num tempo de alegria; quarta e quinta, ordem direta “um tempo de alegria me acena por trás do terror”, poeta acredita num tempo futuro cheio de paz e alegria---antíteses - “a noite carrega o dia”, “um tempo de alegria / por trás do terror”---adjetivos caracterizadores - “morena, claros, azul, serena” - os três últimos conotam paz---prosopopeia ou personificação, figura de linguagem atribuindo qualidades ou ações humanas a seres irracionais ou inanimados - “e a noite (apesar de noite conotar tristeza e pessimismo) carrega o dia / no seu colo de açucena” - no interior da escuridão o poeta vislumbra uma semente de alegria e consegue enxergar um pouco de otimismo---elemento com que poeta reafirma que a vida e digna de ser vivida - uma sentença matemática, verdade universalmente aceita - “- sei que dois e dois são quatro”---palavra “pena’ - polissemia, figura de linguagem, muitos significados, aqui ‘mágoa, desgosto, tristeza’ (ver dicionário)---“pão” - conota alimentação e sobrevivência do homem. - - - - - “Teu corpo”, de FERREIRA GULART ---conflito entre o indivíduo e o próprio corpo - ele nasce, transforma-se, adoece, envelhece e morre independente de nós: “O eu corpo muda, independente de ti” ---poeta considera o corpo “um ente estranho” porque tem atividade e desenvolvimento independentes de nossa vontade ---“é um ente estranho” - ser; aquilo que existe; coisa, objeto, matéria ---“E até já tens medo / de olhar no espelho: lento como nuvem e rosto que eras / vai virando outro.” - indivíduo tem a percepção da mudança do próprio corpo ---“lento como nuvem / o rosto que eras / vai virando outro” - comparação, recurso linguístico expressivo utilizado para caracterizar a ação ---indivíduo pode ter condições de ‘controlar’ o próprio corpo na atividade física voluntária “E a erupção que te surge no queixo? “ - alteração cutânea caracterizada por vermelhidão “alastrar-se feito impingem, câncer?” - designação imprecisa comum a várias dermatoses “infinitas manhãs” - sentido conotativo, além de tempo e período, sugere um estar bem. F I M
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Comentários dos leitores

Figura inesquecível com quem muitas vezes cruzei no centro da cidade. Grande poeta humanista! Boa pesquisa. Parabéms!

Postado por lucia maria em 05-04-2017

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