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A RAÇA NOVA, de CASSIANO RICARDO



					    
ELE, 1895/1974, o poeta. Espírito nacionalista do Verde-Amarelismo e do Grupo Bandeira: poesia cromática. Principais obras - “A frauta de Pã”, “Vamos caçar papagaios”, “Martim Cererê (o Brasil dos meninos, dos poetas e dos heróis)”, “Jeremias sem chorar”......... VERDE-AMARELISMO (1926) - posição contrária às ideias do Movimento Pau-Brasil / crítica ao “nacionalismo afrancesado” de OSWALD DE ANDRADE e apresentação da proposta de um nacionalismo primitivista e ufanista - idolatria do tupi, anta como símbolo nacional. O modernista O. A. contra-ataca no “Jornal do comércio”, em sua coluna “Feira das Quintas”, artigo “Antologia”, fev./1927 - série de brincadeiras, palavras iniciadas ou terminadas em ‘anta’; em 1928, o mesmo Oswald escreve o Manifesto Antropófago, outra resposta aos seguidores da Escola da Anta. Os verde-amarelistas ainda publicaram no jornal “Correio paulistano”, maio/1929, “Nhengaçu Verde-Amarelo”, Manifesto Verde-Amarelismo ou da Escola da Anta, afirmando entre outras coisas: “................. Nosso nacionalismo é ‘verdeamarelo’ e tupi.” - - - - - Poema centrado na temática dos b bandeirantes paulistas, bravos conquistadores: A RAÇA NOVA - “Mas o Marujo português havia casado com a Uiara. (...) todos três.” Composto em versos livres. Encadeamento, também chamado de encavalgamento (‘enjambement’) - ligação mais estreita porque há palavras divididas ao meio: metade num verso e metade no outro: do verso 3 para o 4 - “Que a princípio eram três, / Heróis geográficos coloridos, que irão cruzar o”; // do 5 para o 6 - ““chão da América misteriosa ainda oculta, em todos os / sentidos.” // do 12 para o 13 - “e mais uma força que parecia condensar o empur-“ / “rão da montanha ou o impulso, trazido do Mar:” // do 31 para o 32 - “correndo pra dentro da terra e de costas voltadas / pro mar;” // do 35 para o 36 - “bateram à porta do sertão antropófago num tropel / formidável: nós queremos entrar!” --- Apesar de versos encadeados/separados, impressão de serem um só bem longo, em ritmo solto do poema, quase prosaico. O verso 1 fala do cruzamento das raças branca e indígena. Uiara, mulher índia e figura mitológica identificada com a mãe d’água que, segundo a crença indígena, é irresistivelmente bela e representa o poder da sedução; o português seduzido pela mulher e pela terra brasileiras - casamento do português com uma índia é exatamente como no romance romântico “Iracema”, de ALENCAR. Versos finais da primeira estrofe, “Heróis geográficos coloridos que irão cruzar o / chão da América misteriosa ainda oculta, em todos os / sentidos” - a) mistura de raças de que é formado o povo brasileiro; b) conquistar e colonizar o solo brasileiro, ainda oculto, isto é, inexplorado; c) alusão aos bandeirantes, “os Gigantes de Botas” e a toda a história da colonização do país. Gigantes - v. 7 a 9 - diferentes cores; cor associada ao ciclo temporal de um dia: “Gigante tostado ao sol da Manhã”; Gigante marcado com o fogo do Dia”; e “Gigante mais preto que a Noite”: v. 10 a 13 - fortes, invencíveis, “cada um valendo por três”, força associada a elementos da natureza: mar e montanha; v. 14 a 18, primitivos e impulsivos, novamente elementos da natureza e do tempo: nômades como a Terra (índios), aventureiros como o mar (navegadores) e corajosos como a Noite. Versos 29-30-31 - passagem referente ao rio - penetrando no interior do país, sentido contrário ao mar; V. 35 e 36 - passagem do sertão - rio simbólico, que pode ser o Tietê, via de acesso dos bandeirantes paulistas para o interior - em vez de “viajar ou navegar”, aparece “beber”, hipérbole “beber as águas do rio”, associada à expressão “sertão antropófago’, nível de adoração mútua entre homem e natureza durante a colonização - colonizadores a destruíram, mas a mata selvagem sacrificou muitas vida humanas - a dupla devoração simboliza a posse da terra pelo homem e a sedução irresistível dele pela terra. Estrofe final, “Estavam no alto da montanha. / Nenhuma pedra lhes prendia os pés. / E lá se foram / todos três.” - colonizadores colocados à categoria de mito, já delineado desde o começo do poema: filhos da mãe-d’água, mistura de raças, fortes invencíveis, corajosos, capazes de beber um rio, dominar o sertão e por fim capazes de voar, como seres sobrenaturais ou dotados de poderes estranhos- colonizador do Brasil: embora mitológico, a terra o conquistou. F I M
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Comentários dos leitores

Fácil achar o texto. Muita alegoria e... alegria O Brasil é isto, mistura deliciosa. Boa escolha. Parabéns!

Postado por lucia maria em 12-04-2017

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