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ESTÓRIAS CARIOCAS SEM CRONOLOGIA-PARTE XVI



					    
Pois é! Dizem que o OURO das Minas enriqueceu o Rio... Durante muitos anos o açúcar foi importante, mas - descobrindo-se o ouro em Minas Gerais - muitas importantes mudanças aconteceram no Rio, de cujo porto levaram o açúcar e depois grande parte do ouro seguiu para Portugal. De lá, chegavam tecidos, móveis, louças, máquinas e escravos negros. A riqueza trazida pelo comércio e pelo ouro permitiu obras, principalmente para o abastecimento de água. Foi construído o Aqueduto da Carioca, estilo romano, dupla arcada de 42 arcos, que trazia água do rio Carioca até irrigar o famoso chafariz do largo da Carioca, 16 bicas, ponto de encontro de escravos e mercadores, e a população passou a apanhar água limpa e fresca. Vejamos a lenta evolução: idéia do Governador da Capitania Geral do Rio em 1602, primeiros estudos para uma obra futura; em 1624, assinado o contrato para o início da construção, porém houve atraso, impulso em 1706, sob outro governante, conclusão em 1723; quatro anos depois, as primeiras reclamações de falta de água, causa “atribuída” (fácil, não é?) a escravos fugitivos escondidos nas matas que estariam danificando como vândalos os canos do aqueduto (desta data, a instituição de penas específicas a atentados contra a edificação, ob bens públicos em geral); em 1744, outro governador determinou a reconstrução do monumental aqueduto, ordenando serem as águas recobertas por abóbadas de tijolos pelos desvios de “mal-intencionados” - aí, forma atual e nome popular de Arcos da Lapa, inaugurado em 1750. Um pouco mais tarde, as águas que brotavam apenas do chafariz de mármore ao pé do convento de Santo Antônio, passou a abastecer o espelho d’água do antigo Largo do Paço, através da rua do Cano (atual Sete de Setembro). Modernamente, sobre o aqueduto passaram a circular bondes, chamariz turístico por terminar sendo o único bairro ainda com esse tipo de veículo (desde 1896), ligando as ruas antigas e altas do bairro de Santa Teresa ao centro da cidade, serviço ”temporariamente” desativado após acidente em 2011 com vítimas fatais. Encravado numa das áreas mais elevadas da cidade, lá de cima se avista a baía de Guanabara, a zona sul e parte da zona norte. Ruas estreitas e antigas, sinuosas e ladeiras, ainda aspecto de cidade do interior, porém surgiram favelas, violência idem, o verde diminuiu muito. No antigo Morro do Desterro, depois Morro de Santa Teresa, havia uma ermida de tempos muito antigos, em devoção à Santa Teresa, em terras que posteriormente passaram a um novo proprietário, governador Gomes Freire de Andrade, o Conde de Bobadela; mandou demolir a pequena igreja, terreno doado para construção do convento das carmelitas, primeiro convento feminino, a quem protegia. Como muitas construções da época, estilo robusto-austero-sombrio do conjunto arquitetônico barroco, adornos rococó, grades nas janelas, idéia de uma fortaleza, tempos difíceis sob ameaça de invasões de corsários (o que de fato ocorrera, segunda invasão francesa, agora chefiada por Duclerc, no Rio de Janeiro de 1710-1711, cidade simplória e turbulenta de apenas 12.000 ‘almas’ - morte não muito misteriosa, por homens encapuzados ou outra pessoa antes destes, do valente guerreiro ao mesmo tempo sedutor feminino). Ainda em nosso dias, o Convento de Santa Teresa, terminado em 1750 para abrigar a Ordem das Freiras Carmelitas Descalças: o dia começa com o badalar dos sinos; nas missas diárias, possível ouvir as vozes das religiosas pelas grades que separam a igreja do severo claustro. No bairro, conservadas belas casas do início do século XX e muitos sobrados anteriores, mistura de estilo neoclássico, art nouveau e art déco. Atual convivência harmoniosa entre moradores e até mesmo filósofos boêmios, o bairro mais charmoso do Rio é conhecido como Montmartre Carioca, local de muitos ateliês de artistas plásticos, música e de teatro, museus (na garagem do Museu do Bonde, Marcel Camus filmou Orfeu Negro, melhor filme de Cannes, 1959), lojas de artesanato criativo, incluindo miniaturas dos bondinhos, restaurantes étnicos (típicos internacionais), caipirinhas exóticas, bares, em maioria modestos e despretensiosos, e botequins acolhedores, de conversa democrática, em ambos a intelectualidade se reúne, ninguém fica sozinho, no mínimo em companhia constante de tucanos, sagüis e papagaios vindos da Floresta da Tijuca: danças folclóricas em sexta-feira com lua cheia. No Largo dos Guimarães, de um lado velhos armazéns e do outro lado belas lojas de decoração e artesanato, um cine-clube e uma livraria-bistrô. Bem no alto do bairro, o Castelo Valentim, de 1879, cúpulas e mirantes --- ainda para visitar: igreja ortodoxa russa; Museu Casa de Benjamin Constante; na rua Leopoldo Fróes, a Academia de Literatura de Cordel --- o Museu da Chácara do Céu: alguns cômodos da época do barão Castro Maya, industrial e mecenas de arte, móveis do século XVIII, e no acervo obras de Matisse, Picasso, Dali, Rugendas, Guignard, Portinari e Di Cavalcanti - tesouro maior, Debret, magistrais registros do Rio de Janeiro, tempo colonial --- ao lado, o Parque das Ruínas, palco de famosas festas na belle époque, Laurinda dos Santos Lobo, incentivadora das artes promovia saraus e bailes, agregando Vila-Lobos, Isadora Duncan e João do Rio; hoje, espaço cultural. NOTA DO AUTOR: Conflitos desde 1580, portugueses na exploração do Brasil X religiosos descalços querendo apenas evangelizar, contrários à escravidão de índios e negros - vieram 4 carmelitas numa armada, sem navios próprios ou dinheiro; na expansão da Reforma, primeiro convento na Bahia, em 1586; convento no Rio, na praça XV, em 1590. FONTES: Recortes diversos --- Reportagem colorida sem indicação da ofertante companhia aérea e data --- Livro “Gente do Rio, Rio da gente”, 1996. F I M
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Comentários dos leitores

Super Lapa, super Santa Teresa, super Rio de Janeiro. Bom trabalho. Parabéns!

Postado por lucia maria em 03-06-2017

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