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ESTÓRIAS CARIOCAS SEM CRONOLOGIA-PARTE XVII



					    
1---Valor histórico de 1710 nas atuais avenida dom Helder Câmara, zona norte, e estrada Intendente Magalhães, zona oeste, Rio de Janeiro, na verdade um trecho do Caminho dos Jesuítas, trilha aberta em meados do século XVII, ligando a cidade ao “sertão”, linguagem da época, a partir da Fazenda de Santa Cruz. “Dos” jesuítas porque estava sob constante vigilância de padres e autoridades, ligando a fazenda ao Colégio Jesuítico no antigo Morro do Castelo (espaço hoje aproximadamente entre Rua São José e Largo da Misericórdia), sede da cidade e um dos quatro também existentes no Rio, freqüentes as viagens dos padres até lá... - este morro era próximo aos de Santo Antônio, São Bento e da Conceição. Segunda invasão francesa ao Rio em 2010, tropa de 1.050 corsários entrando por Guaratiba (longérrimo do centro!) , atravessou Jacarepaguá, entrou pela atual avenida, depois Engenho Velho, Novo, São Cristõvão, administrados pelos jesuítas, região entre Méier a Tijuca, até chegar ao centro pela retaguarda. --- As terras da região de Santa Cruz foram prêmio a um capitão-mor que participara na expulsão dos franceses em 1567, primeiro e quem povoou as terras; sua viúva doou à Companhia de Jesus, dezembro de 1589, padres comprometidos a rezar pela alma dos doadores - agregadas a outras sesmarias, no solo já fincada uma cruz de madeira, recebeu o nome de Fazenda Santa Cruz. Sete anos depois, medição das terras - na atualidade, espaço ocupado por Guaratiba, Mangaratiba e parte da cidade de Vassouras, uma imensidão! Uma das mais prósperas propriedades do Brasil-Colônia, abrigando uma igreja e um convento. Mão-de-obra indígena e africana em condições impróprias, via estreita e sinuosa, entre matas espessas: abismos, terrenos alagadiços, cobras venenosas, onças e outros perigos. --- Chamado de Caminho dos Padres e Caminho das Minas, a trilha foi também utilizada por contrabandistas de ouro e diamantes, em fuga da vigilância mato adentro por veredas e picadas. Uma vertente da trilha no Curral Falso, em Santa Cruz, depois Sepetiba, porto de embarque com destino Paraty, início da caminhada para as jazidas de Minas Gerais, pela Estrada Real. --- Expulsão dos jesuítas em 1759, fazenda e outros pertences da Igreja foram incorporados à realeza de Portugal e subordinadas aos vice-reis, trocado Caminho dos Jesuítas para Estrada Real de Santa Cruz, denominação também para as vias antigas; durante o século XVIII e parte do XIX, mineração acabada, caminhos livres como principais troncos viários do Centro Sul brasileiro. --- Em 1827, 12 marcos de pedra /parecendo os atuais “fradinhos”/ ao longo da Estrada Real, definindo as 11 léguas de distância entre o antigo Morro do Castelo e o Palácio Imperial de Santa Cruz, todos com adornos da coroa real e numerados (marco 11 ainda visto na bifurcação da Avenida Isabel e a rua Felipe Cardoso, em Santa Cruz). Utilidades desses marcos? Delimitadores de áreas de circulação do imperador ou demarcadores de estrada para fins de administração ou informes sobre distância percorrida desde o Marco Zero, fincado no centro da cidade. --- Hoje, percurso de carro em menos de duas horas, na época trajeto feito em 3 dias: o superior da Fazenda saía de Santa Cruz no primeiro dia do ano, pernoitava na Quinta do Colégio, em São Cristóvão, e no terceiro dia dirigia-se ao Colégio da Ordem, na cidade... isto sem as chuvas freqüentes no verão. --- Trilha chamada de Caminho das Minas do Guandu em prolongamento após Santa Cruz: pelo Caminho do Curtume até a Ponte dos Jesuítas (ou Ponte do Guandu), prosseguindo pela trilha, se chegava ao Caminho Velho, roteiro de um eldorado na montanha, rico veio aurífero nas vertentes da serra. 2---A antiga terra de Piracema era dos índios tupi-guaranis até o início do século XVI. Em 1567, mais portugueses e a terra, agora dos jesuítas, passou a se chamar Santa Cruz - plantavam cana, criaram gado, fizeram uma grande fazenda. Com os nos, local de repouso da Família Imperial......... Hoje perdeu a ‘cara’ rural. SANTA CRUZ é um museu a céu aberto, território que abrange um território de 125,6 km2 no bairro, mais de 12 locais - entre prédios, morros e pontes - a serem visitados. IGREJA DE NOSSA SENHORA DO DESTERRO - Erguida em 1629, a terceira mais antiga do Rio na Pedra de Guaratiba, sino do século XVII, baixada pelo IPHAN em 1938 - de dentro da igreja, visão privilegiada do mar. PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO - Construída em 1758, a então capela tornou-se matriz em 1910 (ali, em Realengo, encontros mensais com jovens que pretendem se tornar padres). PONTE DOS JESUÍTAS - Um dos 5 primeiros monumentos tombados pelo IPHAN em 1938, eleita uma das 7 maravilhas de Santa Cruz: escavações arqueológicas identificaram o antigo leito do rio Guandu. Construção avançada para a época, 15m de comprimento e 5 de largura, erguida pelos jesuítas em 1752,com mão-de-obra escrava, para controlar o volume das águas do rio Guandu e evitar enchentes; mecanismo de tubulações, técnica importada da Holanda - há inscrições em latim e passagem subterrânea que a liga à antiga sede da fazenda da família imperial (hoje, batalhão); a base da construção é formada por arcos de pedra, por onde antes passava o curso d’água. PALÁCIO IMPERIAL - Casa de veraneio a Família Imperial (hoje, abriga o Batalhão Villagran Cabrita, do Exército) - há um marco datado de 1826, inscrição Pedro I e desenho de uma coroa, cuja finalidade era delimitar terras da Fazenda Santa Cruz com as terras da Ordem do Carmo. PALACETE PRINCESA ISABEL - Mais de 2.000 m de área construída, jardim em estilo inglês, original projeto do urbanista francês Glaziou e tinha 30.000 m2 - dessa época, ainda restam figueiras, uma palmeira imperial e outras árvores compondo a fachada do prédio em estilo neoclássico. Entre o palacete e o local de abate, havia uma vegetação densa para barrar o mau cheiro. Em 1886, parte do palacete abrigou uma escola mista para filhos dos funcionários do matadouro. Em 1920, outra escola ocupava todo o palacete, oferecendo cursos de agricultura, apicultura e outros; virou escola técnica rebatizada. Hoje, Centro Cultural, que inclui biblioteca, acervo de 20 mil livros. ILHA DE GUARATIBA - Parte das terras de Guaratiba pertenciam a Sir William, capitão da armada britânica que escoltou a comitiva de D. João VI para o Brasil - certamente, o povo não conseguiu a pronúncia exata e ficou “seu Ilha”, embora local cercado de terra por todos os lados. MATADOURO - Erguido em 1881, ruínas vistas nos fundos de uma escola técnica, no Quarteirão Cultural. O primeiro matadouro do rio, à margem da praia de Santa Luzia, começou a funcionar em 1774 e depois foi para o aterro de São Cristóvão (hoje. Praça da Bandeira). Nas terras da Imperial Fazenda de Santa Cruz, em 1873 começou a construção do novo lugar para abate de animais, inaugurado por D. Pedro II, progresso para a região; uma das novidades foi a iluminação elétrica, através de um gerador de energia importado da Suíça. FONTE WALLACE - Praça Dom Romualdo, centro do bairro, doada pelo filantropo inglês Richard Wallace para o Rio, instalada em 1876 - confeccionada com ferro fundido na Europa: três no Rio e outras doadas a diversas cidades do mundo. SOLAR DOS ARAÚJOS - DE 1869. // SERCIDADÃO - Espaço cultural que foi casa de um veterinário em 1917. // Outra construção antiga abrigava uma venda de sal. NOTAS DO AUTOR: WWW.santacruz.com/br.revisitada WWW.ecomuseu-santacruz.com.br FONTES: Recortes diversos --- “Trilha de história e riqueza” - Rio, revista NÓS DA ESCOLA , SME - ano 3, n.37/2006. F I M
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Comentários dos leitores

Museu a céu aberto, dizem, e a Família Imperial descansava (de quê?) naqueles lugares. Parabéns!

Postado por lucia maria em 03-06-2017

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