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ESTÓRIAS CARIOCAS SEM CRONOLOGIA-PARTE XVIII



					    
Em 1888, libertação dos escravos, porém festas e alegria provisória pelo fim da escravidão... porque o tempo logo mostrou as dificuldades: liberdade sem terras para plantar, sem emprego e dinheiro. No Rio, os ex-escravos, em maioria, foram morar nos lugares onde já viviam os cariocas pobres: morros, favelas e nos velhos casarões da cidade, conhecidos como cortiços (casas de cômodos). A população aumentara muito com a chegada dos libertos e imigrantes de vários países - novos moradores, geralmente lavadeiras empregadas domésticas, sapateiros, vendedores ambulantes e o operariado de fábricas. Em 1903, o prefeito Pereira Passos, engenheiro, resolveu tornar o Rio uma cidade limpa e moderna e promoveu profunda reforma urbana. Governou até 1906. No centro, havia muitas ruas estreitas, sem esgoto e água encanada, e grande quantidade de cortiços sem conforto e higiene, população sujeita a várias doenças, como a peste bubônica, a varíola e a febre amarela. Para resolver o problema, salvar, valorizar o Rio de Janeiro e ‘civilizar’ a população segundo padrões europeus, o prefeito proibiu o cuspe nos bondes e a obrigatoriedade de escarradeiras nas repartições públicas, vetou a ordenhas de vacas na rua e que foliões fizessem guerra de polvilho durante o carnaval. Sob medidas polêmicas, derrubou cerca de 640 imóveis, entre casas, cortiços e igrejas, abriu e alargou ruas e avenidas, mandou construir novos prédios. Expulsas de suas casas, as pessoas foram morar em favelas ou bairros longe do centro. Prefeito ficou conhecido como “O Bota-Abaixo”. Cidade agora iluminada! A mais importante e significativa obra de seu governo foi a abertura da Avenida Central (hoje, Rio Branco), localidade do Teatro Municipal, da Biblioteca Nacional e da Escola de Belas Artes, também criou um novo cais e a avenida Beira Mar. Orgulhosamente, em 14 de julho de 1909, o poeta carioca Olavo Bilac fez o discurso de inauguração do Teatro Municipal: imponente edifício, joia feita de bronze e de cristais, começara a ser construído em 1905 com o objetivo de se tornar o mais importante palco da República. Projeto inspirado na Ópera de Paris, de autoria do filho do prefeito (nem sempre nepotismo) e do francês Albert Guilbert: paredes ricamente trabalhadas, mármores-ônix-bronzes-cristais da fachada e interior foram trazidos da Europa (da Alemanha, os vitrais da cúpula). Grandes artistas brasileiros confeccionaram afrescos e esculturas: Bernardelli fez as estátuas que representam as artes, expostas na fachada, e também os bustos de Carlos Gomes, João Caetano e Artur Azevedo; Eliseu Visconti fez o pano de boca do palco; Rodolfo Amoedo pintou os painéis da entrada. Capacidade para 2.200 espectadores, divididos na plateia e em balcões-frisas-camarotes. Inicialmente, vieram as principais companhias da Itália e da França. FONTES: “O teatro que reproduz a França no centro do Rio” - Rio, jornal O GLOBO, sem data --- Livro “Gente do Rio, Rio da gente”, 1996. F I M
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Comentários dos leitores

Teatro Municipal hoje decadente "esticando" o chapéu, mas imponente ainda. Ambiente predileto de Bilac era a porta a Colombo. Parabéns!

Postado por lucia maria em 03-06-2017

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