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ESTÓRIAS CARIOCAS SEM CRONOLOGIA-PARTE XXII



					    
O Caminho do Ouro foi construído pelos escravos entre os séculos XVII e XIX, a partir de trilhas indígenas, relativamente preservado, envolto pela exuberante Mata Atlântica, na Serra da Bocaina. Passagem obrigatória naquele período, o caminho ligava Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais no chamado Ciclo do Ouro, a velha vila de Nossa Senhora dos Remédios de Paraty exercendo o papel de entreposto comercial e pela posição geográfica era grande porto ancoradouro da produção aurífera de Minas para Portugal - uma das mais importantes cidades portuárias no século XVIII. (Na época, as grandes companhias do teatro europeu se apresentavam lá, antes de Rio e São Paulo.) Habitantes originários foram os índios guainás que ocupavam a grande região hoje nomeada Mangaratiba, Angra, Paraty, Cananeia, Guaratinguetá e Taubaté - uma trilha pré-cabralina descia o Vale do Paraíba, a Serra do Mar e chegava à foz do rio Paratiguaçu (hoje, Perequê-Açu) onde os indígenas pescavam, secavam e produziam farinha do abundante peixe pirati - o nome parati em língua tupi significa jazida do mar, golfo ou lagamar. --- Muita riqueza dos colonizadores veio do café e da cana de açúcar. --- Toda velha cidade tem estória fabulosa e sua lenda. Por volta de 1630, um proprietário em Angra dos Reis, desgostoso com uma questão de limites, vendeu suas terras a um major e embarcou com a família para o Sul, mas no dia 16 de agosto, data de São Roque, alcançou uma praia boa para recomeçar a vida e resolveu erigir uma capela para o santo, localidade chamada Ponta da Defesa, mas não o local ideal para sede do lugarejo. E foram aparecendo moradores das vilas próximas... Em 1652, crescera muito o número de moradias na cidadezinha e uma rica proprietária doou parte de sua sesmaria entre os rios Paratiguaçu e Patitiba para edificação de um novo povoado desde que fosse construída uma capela para N. S. dos Remédios, ainda em madeira e sapê, e assim São Roque (orago da primeira capela da região) foi destituído para outra padroeira de Paraty. --- Em 1640, iniciou-se um centro histórico, ruas curvas entre proteção contra o vento e contra piratas, hoje ruelas impregnadas de passado; obras e reconstruções, paralisações sob falta de recursos, traçado urbano quase definitivo em 1726, moderna engenharia militar, ruas mais largas, planta baixa em forma de leque ou meia lua, calçamento pé de moleque (modernamente, tênis nos pés dos visitantes o tempo todo!), infelizes escravos descalços! Grande influência da maçonaria na engenharia e arquitetura paratiense, planejamento urbano e na construção do centro histórico, lindo casario colonial, símbolos maçônicos em casas e sobrados, três em cada quatro esquinas dos cruzamentos da cidade, 3 cunhais (colunas), casas em cantaria (pedra lavada, faixas desenhadas do alto ao chão) formando hipotético triângulo, símbolo máximo da maçonaria - duas heranças: a figura geométrica e o material. Eterno reinício de reconstrução da igreja de N. S. dos Remédios, 1787 (não tem torres porque o terreno não suportaria o peso, mas há um museu com peças religiosas e profanas), até inauguração em 1856 com auxílio de um homem misterioso chamado Roque - segundo a lenda, teria naufragado menino ao largo de Paraty, salvando-se com uma arca repleta de ouro e pedras preciosas, riqueza guardada numa gruta da serra da Bocaina; tornou-se homem influente e organizou frota própria para transporte dos produtos que desciam de São Paulo para Paraty - numa ida à mesma serra, foi mordido por um gato raivoso e morreu, sendo sepultado na Igreja dos Remédios, junto à escada do coro. --- Outros templos: Em 1722, escravos libertos levantaram igreja para o Menino Jesus, Santa Rita de Cássia e Santa Quitéria, logo paralisada ao início, os brancos intervieram e instituíram a irmandade e Igreja de Santa Rita (contém valioso imagem de São Brás e catacumbas que serviam de cemitério aos congregados); houve doações, os anteriores instituíram uma irmandade de São Benedito e N. S. do Rosário, protetores dos escravos, e surgiu um novo templo. Em 1800, construção da Igreja de N. S. das Dores (ricos ornamentos em ouro e prata e bela imagem de São Benedito), ruiu, reconstruída em 1906. Sobrevivem ainda um oratório dedicado à Santa Cruz da Generosa e outro à Santa Cruz dos Enforcados, onde até hoje os devotos de São Miguel das Almas acendem velas todas as segundas-feiras, pois no passado os condenados á morte rezavam ali pela última vez. --- De singular e fonte inesgotável de beleza, Paraty sempre foi o paraíso dos pintores (Dejanira morou lá) - natureza marítima, prédios característicos do período colonial, igrejas e sobrados. Inaugurado em 1793 o Forte Defensor Perpétuo, contra a ‘mitológica’ invasão de piratas, por onde passou D. PEDRO I depois de proclamar em São Paulo a independência do país! --- Quanto ao folclore antigo dos “bons tempos”, desapareceram chibas, canoas, cirandas e canas-verdes, impondo-se modas e valores urbanos, fechado para trânsito o centro histórico, com marcos de granito e correntes históricas, permitida invasão e congestionamento de carros nas ruelas de granito - silêncio após as 23 horas. --- Aulas abertas gratuitas ou ‘gorjetadas’, duração de duas horas, na rua, em português e em inglês, nos mínimos detalhes, um tour guiado (walking tour, legado indígena). Paraty, Patrimônio Histórico Nacional, pleiteando ser Patrimônio Cultural da Humanidade. FONTES: Folheto colorido sem identificação --- “Paraty, a bela dama à beira-mar sentada” (palavras do turista CDA) - Rio, revista TEMA/Serpro, ano II, n.4, julho/1977 --- “Esquinas da história” - Rio, jornal O GLOBO, 1/9/2016. F I M
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Comentários dos leitores

Paraty, com 'ípisilon' e chão de pé-de-moleque. Ir e pensar em entradas e bandeiras. Parabéns!

Postado por lucia maria em 11-06-2017

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