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QUAL A HORA CERTA DE SE TOMAR UM BOM CHÁ?-PARTE II



					    
Obrigação é obrigação. Larguei minha cama quentinha e viajei a trabalho na manhã friorenta. Segunda-feira, dia internacional da preguiça. Estrada nubladíssima, farol alto o tempo todo. Um tanto sem lógica, missão de entregar 7.000 parafusos ao prefeito local, fim de mandato, porém reeleito. Sete, número cabalístico. No gabinete, enorme sapo artificial, metal verde escuro, coaxando o tempo todo. Ele em casaca comprida, de imediato pensei em MERLIN, embora o mago usasse vestimenta bem mais antiga. Nada super faturado, entreguei a encomenda, nada perguntei. População mista, muita estrangeirada em aparentes trajes típicos (ou fantasias?) trabalhando a terra, extraindo abóboras enormes. Bateu fome. Lanche na estrada. Chá? Tea? Chaí? E torradas na manteiga para mastigar... Tá certo que me pareceu uma cidadezinha pobre, quase aldeia, comunidade rural. Muitos campos verdes sem construção alguma. Nem procurei pousada... Num botequinho, pedi um chá. Água saborizada, flavorização, aprendi, é água mineral comum acrescida de um sabor específico, seja de frutas... ou folhas de chá. “Meninos, eu vi.” Chá selvagem. A atendente, chapéu preto pontiagudo, abriu pequena garrafa com água gelada, colocou a água numa leiteira velhíssima de alumínio, tirou na hora folhas verdes de uma arvoreta, picou, de novo leiteira sem ferver, tampou, sacudiu, coou num funil com tela e me serviu num copo... roxo. Ambiente me pareceu limpo, mas fiquei de orelhas em pé, ou seja, desconfiei. Uma planta estranha num vaso exótico, rachaduras, etiqueta ‘mandrágora’ - disfarçadamente, despejei o líquido. Guardei as torradas no bolso. Ônibus chegando, turistas em roupas esquisitas, não sei em que mundo EU tinha ido parar... Estático. Medrei. Uma loura de caninos salientes se aproximou. “A que horas começa a festa do Halloween?” Eu me distraíra na data. Trinta e um de outubro. Achei rapidinho o caminho de casa................. NOTA DO AUTOR: MANDRÁGORA, planta de bruxaria? - “Colher as raízes na lua cheia e.........” Solanácea (como o tomate, a berinjela e a batata), de origem eurasiana, herbácea, flores em forma de sino, frutos amarelos-aromáticos-tóxicos (para os árabes, “maçãs do diabo”), supostos efeitos afrodisíacos - crendices e lendas pois a raiz, bastante ramificada, muitas vezes se assemelha a um homenzinho. Citação no Gênesis e em Cantares; Merlin usava para causar alucinações; Shakespeare “deu” esta erva para Julieta se fingir de morta; na peça teatral “A mandrágora”, comédia, do italiano Nicolau Maquiavel, escrita em 1518, publicada em 1524, estórias de manipulações políticas; a planta grita em “Harry Potter e a câmara secreta”; ameniza dores do parto no filme espanhol “O labirinto do fauno” (2006, simbolismo esotérico, 3 Oscars). FONTE de inspiração: “Em algum lugar é hora do chá”, de LUIZ HORTA - Rio, jornal O GLOBO, recorte sem data. F I M
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Comentários dos leitores

Prefeito eleito-reeleito, preocupado com o trabalho local sério e o que dá alegria à população. Folclore, tradição. O "valente" medrou e fugiu. Quer o meu chá? Parabéns!

Postado por lucia maria em 17-06-2017

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