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AMORES AFRICANOS



					    
Desnudou-se para uma chuveirada bem quente. Cansada após mercado-banco-farmácia-papelaria etc. etc. etc. - sandálias de rua ainda nos pés, sentou no vaso sanitário para desafivelar... e literalmente dormiu (troninho higienizado e perfumado a jasmim!), um pé calçado, outro não. Sentiu que era a Mãe-África! Pisou numa areia clara e viu seus próprios pés ‘diferentes’ (em casa, a popular borrachuda lilás, gasta e cômoda) - uma sandália desconhecida, à esquerda, modelo rústico, tiras largas de couro entre franciscana ou Maria Bonita, descalça à direita. Som não muito distante de cachoeira, banho que purifica o corpo e a alma de todos os malefícios, inveja, olho-grande, coisas ruins... Lugar desconhecido e lembrou recentes pesquisas - “continente com 53 países, milhares de etnias e idiomas”. No cinema e na tevê, o tradutor automático emocional faz com que as pessoas se tornem poliglotas natas - em todo caso, que lhe aparecesse um galã forte para defendê-la de animais ferozes. Não Watusi-1.95 que a humilharia e esmagaria com a diferença de 40 centímetros, embora atraente e hinotizadora a tornozeleira do macho com mini sinos e chocalhos, terra tremendo ao som de tambores (memória da Internet)... Fazer por menos! Outro caminho, sempre culturas de tribos, possível poligamia, caso para pensar. Uma nova experiência. Raios e trovões num céu azul, tempo firme, e o fulano surgiu num ar de fogo, semi nu, tanguinha de pele de animal selvagem, talvez onça... ou gatinho tingido de amarelo para impressionar? No pescoço, corrente fina, um rubi /símbolo de quê?/ e um olho-turco (ou grego?). Pintoso, Ariano, bom falante, cantando talvez até a fêmea alheia, muita energia negativa projetada sobre ele. Vozeirão apaulistado de chamador de clientela dentro de supermercado (se curso de oratória, ela desconfiou). Aí a visitante percebeu que todos ao redor eram nigérrimos (há um povo chamado de ‘negro-azul’, pele sedosíssima), inclusive a própria. Metamorfose?! Sim, um outro mundo, outra coisa, possível amor experimental. “Ah, marido, eu te amo tanto...” E quando ela se desinteressasse? “O mesmo marido por v i n t e anos seguidinhos? Divórcio nesta terra?!...” - pensou, sem perguntar. Roupas femininas compridas multicoloridas, turbante e muitos colares à disposição numa caverna-butique. Geminiana, versátil camaleoa - escolheu mistureba para si própria, surgiu do nada um cartão de débito e adorou a performance. O audacioso perguntou direto se ela era boa cozinheira e doceira - porque as duas mulheres dele, unidas por amizade e adoração ao senhor feudal (sem castelo), só sabiam fazer acarajé para a refeição e quindim como sobremesa. Ele gostava muito de quiabo e......... A fulana já escutara semelhante conversa em algum lugar - um homem, quatro mulheres, aquelas mesmas receitas de mastigar... - e, no propósito de contrariar o macho convencido (mentalizou-o com uma jaqueta marrom, sorriso cínico e debochado), antes que abrisse quarta vaga para esposa jovenzinha virgem que talvez ainda ninguém conhecesse, pensou e sugeriu estrogonofe de carneiro /ele aplaudiu/ com muitos cogumelos. Ah, mas acontece que cogumelos lembram orelhas... (Esclarecimento aos leigos: a antiga auto mutilação de Obá e o prato de sopa...) Seguidos estrondos, o solo rachou em alguns locais, parecendo início de terremoto. A cabeça dela não pára nem dormindo: “Mas o Etna é na Itália... Vulcão... Terremoto vem daí?... Ah, tem o Kilimanjaro, cercado de neve... Em que país?” - filme da madrugada sem lembrar detalhes, sob muitos cochilos... Gritos e foguetes, “Flamengo, Flamengo!” - acordou sarapantada, a figura do ilustre galã olhando-a com ares de devorador implacável. A ele, prazer intenso, não escaparia......... “O sonho acabou!” Que pena! LEIAM meu conto “Ele... e elas”. NOTA DO AUTOR: “O sonho acabou!” - JOHN LENNON - Fim dos Beatles e da grande ilusão de mudar o mundo. A cada fenômeno artístico-filosófico que surge, o movimento é cíclico e há sempre um eterno retorno ao tempo........ ‘de nossos pais’. Que chatice! F I M
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Comentários dos leitores

Reconheci Xangô (desde um de seus primeiros trabalhos) a as quatro esposas em nova versão. "Ele... e elas". Inconfundíveis simbolizações - orelha, acarajé, quindim. Parabéns!

Postado por lucia maria em 24-06-2017

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