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ESTÓRIAS CARIOCAS SEM CRONOLOGIA-PARTE XXX



					    
REGIÃO DO VALONGO 1---Lugar que ganhou o título de Patrimônio da Humanidade, da UNESCO, o Cais do Valongo, construção inicial improvisada em 1774, era parte de um grande complexo escravagista, incluindo a Ponte do Valongo onde os escravos doentes eram abandonados e o cemitério. Grande descoberta sob o solo de uma casa em reforma na rua Pedro Ernesto, em 1996 - objetos e ossadas de centenas de escravos chegados ao Brasil e que morreram antes mesmo de serem vendidos, no século XIX: Cemitério dos Pretos Novos. Ao lado da casa, um sítio arqueológico aberto à visitação - possível ver o esqueleto inteiro de uma jovem africana, 20 anos - desde 2004, é ali o Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos, espaço de estudos sobre a cultura africana /não só recordar o passado inglório!/, galeria de arte e fotos, biblioteca, cursos e oficinas, assim como relações de afeto com os terreiros de candomblé. Ao cais, chegou mais de um milhão de negros no mais obscuro período de nossa história, sendo o Rio a cidade que mais recebeu escravos na América Latina. Dom João VI, além do Jardim Botânico e da Biblioteca Nacional, também o construíra - desativado em 1831, sobre ele construído o Cais da Imperatriz, novamente aterrado e desativado em 1911, quando foi então possível visualizar os materiais utilizados nas duas construções: no Cais do Valongo, pedras irregulares de pé-de-moleque, menores, e maiores no Cais da Imperatriz; total redescoberta na revitalização da região do porto, em 2011. // Palco atual de resistência e divulgação da cultura africana, o entorno mistura história e programas, herança da Pequena África, expressão consagrada pelo sambista Heitor dos Prazeres para definir a zona portuária que recebeu os negros africanos entre os séculos XVI e XIX, para serem escravizados. // Quase em frente ao cais, o Jardim Suspenso do Valongo, terraço arborizado com bela vista, na encosta do morro da Conceição, projeto paisagístico de 1906, abandonado até 2012, então cuidado com a revitalização da zona portuária - tem 4 estátuas de Minerva, Mercúrio, Ceres e Marte; no local, encontros de Yadobá, roda de conversas sobre ervas sagradas, rua. // No largo de São Francisco da Prainha, na Saúde, estátua de Mercedes Batista, primeira bailarina negra do Municipal, ponto de partida para um ‘tour’, o “Circuito da herança africana”, percurso pelos marcos fundamentais da história da Pequena África. / Também na Prainha, a festa Acarajazz, comida e música sob uma grande lona de circo; o grupo Tambor de Cumba oficinas de danças afro; ainda a roda de samba Moça Prosa, só de mulheres. // Ao lado, outro ponto do roteiro passa pela Pedra do Sal, tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural - casas de zungu (onde as mulheres vendiam angu no século XIX, mesmo após a abolição) e reduto de sambistas, como Donga, Pixinguinha e João da Baiana, atuais rodas de samba e capoeira (onde se estabeleceu a Comunidade Remanescentes de Quilombos da Pedra do Sal) e ainda reduto de um quilombo urbano, pois os povos negros habitaram a região mesmo após maio/1988; ‘tour’ também passa pela rua Camerino (antiga rua do Valongo), onde existiu o mercado de compra-venda de escravos, a partir de 1769, por ordem do Vice-Rei, Marquês do Lavradio, o maior mercado de escravos do país, negócio mais rentável do Rio na época; também uma fábrica de grilhões para os escravos (daí o atual bloco carnavalesco Escravos da Mauá) e o Lazareto (hospital para os escravos - hoje no local obras da futura sede do Banco Central). / Nesta rua, a bisneta de Tia Ciata (que viveu e ergueu na Gamboa uma organização cultural que proveu a cultura africana) estabeleceu a Casa da TIa Ciata; nas imediações, o grupo Afoxé Filhos de Gandhi, prática religiosa de origem africana que envolve um cortejo de cantos e dança - também roda de tambores. // Na Gamboa, o Trapiche do Samba; na Saúde, culinária africana com oficinas de cuíca e cavaquinho, sarau gastronômico, pontos de encontros de sambistas modernos. // Programação cultural na atualidade - rodas de samba, choro, jongo, ijexá, coco, maracatu e outras danças afro-brasileira inspiradas nos movimentos dos orixás; oficinas de dança e capoeira; manifestações tradicionais pelos grupos Afoxé Filhos de Gandhi e Tambor de Cumba; eventualmente outros grupos... / Tudo isto na região do Cais do Valongo, riquíssima em cultura histórica africana. 2---Centro Cultural Municipal José Bonifácio - Sede do Centro de Referência da Cultura Afro-Brasileira - prédio renascentista construído em 1877, foi uma das primeiras escolas públicas da cidade e será a sede do Museu da Escravidão e da Liberdade, criado em maio/2017. Reformado em 1994, recebendo esculturas de inspiração africana. Palco de oficinas e exposições sem programação regular, mas abriga uma biblioteca especializada em cultura africana com 750 títulos. 3---Docas Dom Pedro II - Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o prédio também guarda importância no registro da história dos negros no Brasil - galpão de 14 mil m2, construído pelo engenheiro e abolicionista negro André Rebouças em 1871; pedra fundamental localizada nas escavações do Porto Maravilha; sede da ONG Ação da Cidadania desde 2000. FONTE: “Pequena África carioca” - Rio, Jornal O GLOBO - 21/7/17. F I M
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Comentários dos leitores

O Valongo é a descoberta do momento. Não se percam estas preciosidades da descendência nacional!!! Parabéns!

Postado por lucia maria em 16-08-2017

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