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APOSENTADOS...-PARTE III



					    
Ih, ainda tenho muitos anos pela frente como ‘ocupado’, mas por vezes ME coloco no lugar (feliz?!) do aposentado. Fácil prever. O salário ‘encolhe’, uns raros cidadãos idosos arrumam outras atividades, geralmente inferiores à capacidade quando ativo (ah, o acordar ultra cedo novamente!), outros não são aceitos nas vagas das agências de emprego; resmungações e implicâncias, dói-aqui-dói-ali, mais gastos na farmácia, dietas horrorosas, acabam os supérfluos, surge a monotonia... cresce a imainação. Seu Urbano também, como nosso amado personagem, muito embora ELE não seja definido numa capital de Estado ou cidade do interior. Imaginação EU tenho ou não seria cotista-cronista. Num certo ponto, ELE me personifica e concretiza. No geral, o ambiente da HQ se divide predominantemente entre a casa, com sua fiel e também idosa secretária do lar, e a pracinha entre amigos “chutando no mesmo time” de desocupados á revelia incluindo uma certa professora (amo e temo a profissão!) que me parece ‘a rainha” no grupo feminino. Numa tarde, foi a surpresa. ELE e ELA (com sua infalível bolsa do ‘tem-tudo’) passeando a esmo... seu URBANO filosofando, talvez saudosista: “Leite em caixa... refrigerante em lata... o que falta inventarem agora?” Ponto de interrogação sobre a cabeça quando viu um grande frasco (tamanho é documento, sim!) sob uma árvore. Apertou a parte superior, onomatopéia de PSS, personagem clássicos surgindo em trajes das mil-e-uma-noites: “Bom dia, amo! Sou Arnaldo, o gênio do aerossol!” Fisionomias calmas, difícil distinguir entre realidade ou imaginação a dois (aulas dela eram em maioria intertextualidade dos contos de fada e assemelhados). Mas até gênio se moderniza, atualiza. Numa segunda ocasião, ELE sozinho, assobiando tranquilo, aí achou uma lâmpada mágica, esfregou, SSSS, e o gênio, mesmo traje, aí já na foi novidade: “Só um instante, amo. Preciso responder a uma mensagem.” Novidade foi o whatsAap na mão do grandalhão... Em casa, sem esposa (solteirão invicto?), quem o atura (regiamente recompensada?) é......... “Maria...” que já conhece manhas e caretas. Vassoura na mão, olhar atravessado para ELE: “Eu conheço essa cara. Estou ocupada. (ELE carregando grande caixa de papelão.) Não posso olhar a sua coleção de pilhas outra vez!” (Sim, porque durante anos ELE juntou coisas úteis e inúteis impossível se desfazer de repente.) “Maria!” Novamente vassoura e ELE, além da cara significativa, ostenta o objeto de recreação. “Eu conheço essa cara.. Estou ocupada. Não posso jogar peteca com o senhor.” O tédio faz com que certas ações se repitam. O carrilhão em TIC TAC. Maria: “Vai ficar olhando para os ponteiros desse relógio o dia inteiro?” ELE sai da poltrona e... vai olhar o relógio digital no quarto: “10:55”. Na poltrona da casa, cochilou ZZZZZ, acordou, “Tédio...” - regador na mão. Maria atenta: “O senhor já regou as plantas três vezes hoje!” Tenta se defender: “É uma emergência.” Num outro dia, “Tédio...” “O senhor já regou essa planta hoje.” Muda a atitude - mesinha com improvisada toalha vermelha, segurando cartola e varinha de condão, coelho completando o cenário: “Respeitável público...” ELA furiosa aspirador de pó ligado: “EU e minha grande boca...” Até no campinho de futebol, dois ‘sacrificados’ chutadores e ELE, regador na mão, bem na frente da rede do gol: adoro regar a grama...” Mas não tinha outra hora? Imagina-se voando, óculos, traje com capa, famoso A na frente da camisa: “O mamão papaia é rico em vitaminas, sais minerais, fibras e carboidratos.” Volta ao solo e aos trajes normais, perto de uma barraca: “O homem-almanaque vai atacar na feira novamente.” No banco da pracinha, livro na mão, surpreende diálogo adverso entre avô, segurando objeto indefinido: “Não entendo patavina!” (Trad. - coisa nenhuma, nada.) E neto: “Patavina?” (Significado que o jovem por certo desconhece.) ZAP! Traje de A maravilhoso: “Mais um trabalho para o homem-almanaque e suas curiosidades!” Intelectualizado, traje antigo das grandes navegações, dirigindo embarcação, frase de FERNANDO PESSOA: “Navegar é preciso.” Na parede da sala, pequeno volante ou timão em moldura de relógio; na poltrona, ELE , controle remoto e brinquedo de caravela com bandeiras e cruzes de antes, som de VRRRR. Nas mãos a eterna vassoura, Maria furiosa: “Raios! EU preciso varrer a casa, seu Urbano!” Excursão na mataria em traje de explorador - safári bege, chapéu de aba larga, botas. Saltou do ônibus em traje comum, ambiente cotidiano - mãe com bebê no carrinho, alguém falando ao celular, um infalível vira-lata: “Adoro explorar bairros da cidade que eu não conhecia!” No mínimo. ELE como utilidade pública. Acordado de um cochilo no banco de praça, palavrões pesados de indignação na boca de um menino que exibe um carrinho enguiçado: “Sabe qual é o telefone do Serviço de Atendimento ao Consumidor dp Papai Noel?” Minha grande preocupação: terei dedicada e fiel Maria na minha aposentadoria FONTE: HQ - URBANO, O APOSENTADO, famosa criação do cartunista e chargista A, SILVÉRIO, em 1982. F I M
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Comentários dos leitores

Terá a Maria do lar, respeitosamente e secretamente eterna apaixonada... e a professora, amiga da pracinha. Parabéns!

Postado por lucia maria em 19-08-2017

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