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TENTATIVA DE FALCATRUAS-PARTE II



					    
FILHOS NÃO SEQUESTRADOS!!! Estória 1 Nesta noite, os rapazes não tinham nenhuma programação e escolheram jogar dominó, velho brinquedo de infância, brigavam e logo surgia mãe ou avó com o chinelo pesado. Lembraram, rindo muito (qual o santo milagroso de plantão?) e se abraçaram. Telefone fixo tocou na sala, talvez uma do “harém” infinito. Alertaram a mãe para dizer que não estavam em casa. Voz masculina. “Seu filho está em casa?” Fácil negar: “Nenhum dos dois...” Falso seqüestrado ao telefone, voz chorosa, “...por favor, mãe, não chame a polícia porque.........” - no primeiríssimo instante ela ainda se assustou, agora já o ‘sequestrador’ falando e ela improvisou; “O mais velho ou o mais novo?” Veio a resposta: “O caçula, minha senhora!” Gêmeos no quarto em nova briga... Estória 2 Mesma família, outro endereço. Duas casas. Na frente do terreno, primo com idade possível de ser filho; terreno parte cimentado, parte um belo gramado, ela ocupa a casa dos fundos. Tempo de inverno, muito frio, tudo bem fechado. Quietinha, manta cobrindo as pernas no sofá, lendo novela existencialista, estória na década de 60 (o tempo voa...), chocolate quente e pão-de-ló margherita, da Colombo tradicional (bom gosto!), na bandeja. O som do aparelho soou como barulho de bomba. Levantou-se, sacudiu a bebida, sujou o chão, perdeu parte do lanche e transferiu a raiva para a pessoa do outro lado do aparelho. “Minha senhora, seu filho foi sequestrado, lutou, caiu e quebrou o braço...” - no primeiríssimo instante, imaginou trote de gente conhecida pois a linha telefônica tinha sido instalada há poucos dias. Não tem filho, não pensou no primo e sim no chocolate derramado. Frase memorizada de filme ou novela ou reportagem recente: “É?! Pois eu pago não me trazerem de volta esse desgraçado nunca mais!” Ouviu um decepcionado ‘falcão’: “Ih, que mãe!” Voltou ao livro. “Um certo sorriso”, da SAGAN. “E se for verdade?” Levantou novamente, conferiu, carro cinzento no gramado, preguiçoso nunca anda de ônibus ou a pé... Estória 3 O filho teria sido sequestrado na saída do ensino médio e estava tendo violenta crise de asma. Som de tosse. Gemeu: “...mãe, urgente, estou muito mal.” Ordem do seqüestrador: depositar o dinheiro na conta corrente tal, a tal hora, estará sendo observada ao entrar no banco usando blusa amarela (“Cor feia!” - pensou) ou azul (“Minha cor predileta!” - alegrou- se), levando o suéter dele /francês legítimo/ e o habitual bronco-dilatador. Anotou data, horário do telefonema, o número da conta, vestiu vermelho e entregou o papelzinho ao gerente da agência bancária perto de casa - ela tem apenas 16 anos. F I M
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Comentários dos leitores

Pior quando EU atendi a ligação, pediram cheque valiosíssimo (mais que centavos e menos que milhões.........) porque EU tinha sido sequestrada, pode? Parabéns!

Postado por lucia maria em 08-09-2017

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