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O "MEU" POETA-PARTE II



					    
Em 1936, quando o poeta MANUEL BANDEIRA fez 50 anos, já firmado literato, mas ainda sem editor, saiu (finalmente!) o livro “estrela da manhã”, papel doador por um amigo, impressão paga por subscrição. Tiragem prevista para 57 exemplares, papel encolhido gerou somente 50 (registro em “Itinerário de Pasárgada”), mas há quem diga 47. Aí, sob a iniciativa de Rodrigo M. F. de Andrade, dedicado, quase irmão, amigos publicaram uma ’polianteia’ (antologia: homenagem a um homem ilustre), livro bonito com 33 textos e 19 ilustrações, com o título “Homenagem a Manuel Bandeira”, 240 páginas - 31 de dezembro de 1936, o ‘niver’ já tinha sido oito meses e alguns dias antes. Apenas 201 exemplares, um impresso especialmente para o poeta em melhor papel. Começa com a “Ode ao cinqüentenário do poeta brasileiro” de Carlos Drummond de Andrade, e termina com um artigo de Vinícius de Moraes, que acabara de conhecer o poeta ‘Manu’ (nome na intimidade). Um ano depois, Bandeira ganhou 5 contos de réis - cruzeiro somente seria criado em 1942 - num concurso literário... assumiu nunca ter visto tanto dinheiro junto. Não foi direito autoral, ainda. Sem dúvida alguma, Vinicius e muitos autores respiraram inspiração e influência no “professor” (duplo sentido) Bandeira e todos - literatura e autores - saíram ganhando, assumidamente o cronista-confesso Rubem Braga. Em 1955, ao iniciar colaboração no Jornal do Brasil, numa rasgação de seda, Bandeira chamou Braga de inimitável. Chamado São João Batista do Modernismo, profeta precursor do movimento literário em nosso país. Chamava a si mesmo “poeta menor” porque não propunha soluções para os grandes problemas da humanidade, mas foi profundamente humano e compassivo na sua arte que evoluiu sempre para uma (cacófato inevitável!) maior simplicidade. Como disse Oswald de Andrade, “Manuel, bandeira nacional da poesia modernista.” Drummond dizia de Bandeira: “...o poeta melhor que todos nós, o poeta mais forte”. Numa espécie de auto-ironia, Bandeira ria de si mesmo no poema “Auto- retrato”: Arquiteto falhado, músico / Falhado (engoliu um dia / Um piano, mas o teclado / Ficou de fora), sem família, / Religião ou filosofia; / Mal tendo a inquietação do espírito / que vem do sobrenatural. / E em matéria de profissão / Um tísico profissional. FONTE: “Bandeira do Brasil”, Otto Lara Resende - Rio, jornal O GLOBO, 27/4/86. F I M
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Comentários dos leitores

Grande poeta! Morava perto do centro, circulava nas ruas, fácil acesso (li: não vi!) - biografias maravilhosas... (Também não vi Camões, Pessoa, Bilac, Alves e muitos outros dos velhos tempos!!!!) Parabéns!

Postado por lucia maria em 08-09-2017

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