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ANÚNCIO HÁ QUE SER CRIATIVO!!!-PARTE III



					    
Núncio algum obedece rigorosamente datas ou invólucros. 1-Há anúncios eternos quando os produtos são atemporais, não de restrição geográfica, ‘quase’ eterno... (Ou clássicos, tradicionais?) numa novela atual, estória de um tempo antigo, confeitaria paulista, ambiente elegante e chique, publicidade falada de refrigerante gasoso (naturalmente a produção /coitada!/ caçou nos antiquários garrafas da época. Vazias, é claro!), para eles novidade líquida que, na linguagem do personagem caipira, “faz cosquinha na garganta”... 2-brasil colaborou com a ONU, mandou tropas para Suez, soldadesca saiu do Rio de janeiro ao final de 1956. (Bom, sei tudo isso porque me contaram.) Muitos dias pelo Atlântico, novidade misturada a pagamento em dólar e medo: naufrágio, guerra... Pois bem, chegaram ao Oriente Médio, “tantos” tiros davam direito a “tantos” dias de folga, passeios sob o sol, bares noturnos, fotos sobre camelos etc. etc. etc. Uma publicidade altamente chamativa: perto de uma pirâmide, cartaz vermelho, desenho de uma garrafa e, na voz ‘muda’ de comando militar escrito, a frase escutada / lida há décadas: “Drink (do verbo to drink, beber) C-C” - SE Cleópatra ressuscitou para ingerir a bebida marrom (sem gelo no deserto egípcio!!!), os anais da história não registraram. --- Não chega ser uma parodia ou anti-anúncio, mas existe uma possibilidade às avessas: camisa vermelha, nome de um líder religioso, letra ‘C’ com alongamento num risco inferior - não dá para perceber de imediato, dificilmente alguém percebe que a palavra é Cristo. 3-Em 1950, a televisão surgiu no Brasil. Ainda em fraca tecnologia, muita coisa ao vivo e... sem cores. Imagens a preto e branco, Rio era Rio mesmo, Sampa era Sampa mesmo, nada de cenário sub posto às imagens dos atores. Muitas improvisações, “tem que dar certo”, muitas vezes não dava......... “A GAROTA-PROPAGANDA, COITADINHA!” - e *STANISLAU PONTE PRETA nos faz herdeiros de um conto (ou crônica), hoje obsoleto - cita o fato (ELA acabando de ‘acordar’) e insere com a muita ironia do Mestre MACHADO os reais nomes comerciais e as qualidades do colchão (macio, confortável, que não enruga nem encolhe...), do despertador (dispensável dar corda...), da agência de publicidade (slogan: “Quem anuncia, se esconde” - como assim?), da cortina plástica do Box (parece linho, mas é...), da geladeira (toda impermeável) etc etc. etc......... muitos textos já mentalizados e novos a serem decorados! O vestido verde nãoestava no armário - fosse branco, teria como explicar a brancura maior. Carona em camioneta (tração dianteira muito mais resistente) e foi almoçar com o diretor de TV. Pedira massa, pensou na marca e que não podia engordar - aceitou leite, sugestão do garçom (‘percebeu’ leite em pó, em pó, em pó). Ao vivo, apresentou na tela vários anúncios. Depois, ‘teve que’ dançar com um velho chato, mas bonzinho, anunciante. Ao meio da madugada, enfim, seu mini apê conjugado (trinta por cento na entrada, prestações na entrega da chave)! Rezou maquinalmente aos pés do sofá- cama (o móvel que ocupa muito menos espaço) antes de adormecer: “Padre Nosso que estais no Céu, muito obrigada pela atenção dispensada e até amanhã quando voltaremos com novas atrações. Boa noite.” --- Como se pode observar, ELA só penava ‘naquilo’ - nos produtos anunciados, é claro. 4-Como é o dia de trabalho de um publicitário? Pesquisem o conto CIRCUITO 1, de RICARDO RAMOS; “Chinelo, vaso, descarga. (...) cortina, sabonete. (...) Mesa, cavalete. (...) maço de cigarros, caixa de fósforos (...) carteira, níqueis (...) bule (...) canetas, bloco de papel, espátulas (...) caixa de entrada, de saída (...), esboços de anúncios (...) bloco de papel, caneta, projetor de filmes (...) quadro-negro, giz, papel (...) prova de anúncio......... ----- O próprio texto literário já é em si bastante criativo: simples sequência de palavras substantivas denotam enredo direto e não caótico - nenhum diálogo, nenhuma frase - apenas por se tratar da década de 50, algumas defasagens: palavras “cortina, níqueis, caixa de fósforos, bule, caixa de entrada e de saída” apontam um passado entre próximo e distante, hoje substituídas por “box, moedas, isqueiro, garrafa térmca e computador”... NOTAS DO AUTOR RELATOR: *Pseudônimo de SÉRGIO PORTO (1923 / 1968) -Entre outras atividades, um grande cronista. **RICARDO RAMOS - Publicitário, jornalista, contista e professor de comunicação. F I M
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Comentários dos leitores

Memória faz parte da vida é sempre bom conhecer as antecedências, até comerciais. Parabéns!

Postado por lucia maria em 16-09-2017

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