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COZINHA TRANSFORMISTA-PARTE II



					    
1---LAVOISIER (de saia) NA COZINHA, sem dúvida nenhuma... 2---Pedi uma carne assada com sabor especial, pedi uma torta salgada, que eu chamo de ‘cebolorum’; pedi bolinhos fritos (qualquer um mataria meu desejo...); pedi uma sobremesa cremosa, um pudim. Esqueci termos acertado o dia de descongelar geladeira e freezer, fiscalizar faltas nas prateleiras abertas de parede e, milimetricamente arrumações, nos três armários pequenos suspensos, de acordo com o tipo de louça ali guardado - o que de sal, junto a pratos, doces em outro lugar. Ai de mim, trapalhão nato, que erre alguma coisa! Tempo de comermos sobras no estilo “tudo junto e misturado”. Fazer depois a infalível lista do supermercado. Confesso assumidamente: es-que-ci! Não é trabalho doméstico tão cansativo assim (casado com ELA, ‘categoria’ muito complicado!) e minha mulher prefere fazer sozinha. Minha função neste dia é, mais tarde... levar o garfo ou a colher à boca. Fui para a rua logo cedo - posto de gasolina, papelaria, roupa masculina, duas caixas de sorvete para agradar... Terrina cheirosíssima, onde encontrei os mais variados tipos de carne de gado, pedaços pequenos, cordeiro pascal do mercadinho judaico, pés de galinha (houve época de se comer “mocotó avícola), deu para notar fragmentos de salmão e camarões (não vi sapo!), num farto molho tão delicioso que é impossível descrever - só de ver a garrafa de vinho tinto sobre a pia, “adivinhei” a receita: carne mais duras em vermelha piscina olímpica, as mais macias ao final. Garanto que o arroz (grudento!) não viera direto da China ou do Japão, mas percebi sabor de leite de coco. A sobremesa, em marrom claro, sabor entre conhecido e de enigma. Na infância, dinheiro curto para o pão fresco diário, a mãe improvisava sopa adocicada de leite, café e pão dormido (da véspera), antes da escola - copo grandão, a garota saía de casa alimentadíssima. ELA ferveu leite com café solúvel, juntou gotas de baunilha, nozes moídas e torradas de pão integral ‘esquecidas’ na geladeira, mexeu ao fogo, dissolveu tudo e ainda me desafiou com “pudim quente... de inverno paulista”. Os bolinhos fritos (antigões, daquele tempo” colonial...) foram servidos à tarde com suco... graviola. Feijão preto, sobras picadas daquelas carnes todas da feijoada e um pouquinho de carne refogada. Nada moderno, atual, “recém-inventado”neste século XXI. Longa e comprovada herança familiar: antepassado nascido em 1911, madrasta com idade para ser mãe dele já aprendera com a avó os tais bolinhos de feijoada que, numa conta cronológica nem feita, talvez tenham sido distração para D. João VI, entre um franguinho e outro. O ‘cebolorum’ (estoque relativamente pequeno antes da ida ao mercado) vai ser o almoço de amanhã, domingo, novidade é que desta vez torta grande, com cogumelos será assada no forno e levemente caramelizada com um polvilhamento de açúcar, derretido do com maçarico feminino. E que recheio extravagante virá? EU que aguarde a surpresa lavoiserian................ Geleia de pimenta ou escargot? Muito estoque zeradão. A lista do mercado está imensa. 3---Sem querer, num repente, lembrei CARLITOS, comendo, faminto e inconsciente, a botacomo galinha e cadarços como espaguete LEIAM meus trabalhos “O que a Corte comia aqui?!...” e “Sopa de alface” (neste, conhecerão a fritadeira dos tais bolinhos pretos, hoje mais do que bicentenários). RECREAÇÕES: HQ - A CABEÇA É A ILHA, de André Dahmer, quadrinhos - Personagem sozinho ante a máquina de escrever: “Pela lógica da tv... somente pessoas muito bonitas... sabem cozinhar...” // URBANO, O APOSENTADO, de A. Silvério, 3 quadrinhos: No chão da pracinha, uma lâmpada do tempo de ALADIN. Ele faz cara de ponto de interrogação, pega-esfrega, aparece o gigante, braços cruzados à disposição de pedido ou ordens incríveis: “Vamos procurar panetones em ofertas nos supermercados?” // O MAGO DE ID, de Johnny Hart, 5 quadrinhos - Criado em 1964, o Mago é um engraçado feiticeiro de um reino esquecido que serve a um cruel e ao mesmo tempo engraçado rei baixinho - piada em tempo de crise econômica (país onde a carapuça servir: Mago, trazendo um papel: “Uma petição dos cidadãos, Alteza!” Rei, no trono: “O que é desta vez?” Mago: “Estão reclamando da falta de produtos nos mercados.” Rei: “Que produtos?” Mago: “Óleo, arroz, sal, gêneros de primeira...” Rei: “Isso é grave...” Mago: “Eles exigem a volta dos produtos às prateleiras.” Rei: “Mesmo que não possam comprar?” Mago: “Sim.” Rei desmaia.” F I M
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Comentários dos leitores

Mistureba com vinho sempre dá certo com votos de louvor para cozinheira novata. Questionável hoje está sendo a "recente" (?) autoria de um bolinho anterior a D.João VI. Parabéns!

Postado por lucia maria em 17-09-2017

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