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BRINQUEDOS DE ANTIGAMENTE-PARTE II



					    
1---BRINQUEDOLÂNDIA - Permitam-me um fragmento de livro do frei intelectual que entre 1969 e 1973 preencheu parte de seu tempo (não: duplo sentido)  livre entre filosofar e escrever a parentes e amigos: “SP, 7/4/72.   Caro A:   Li certa vez a respeito de uma escola infantil que visava educar dentro do espírito de comunidade, impedindo o aparecimento do individualismo.  Nessa não havia brinquedos que pudessem ser utilizados por uma ou duas crianças.  Ninguém podia brincar num canto com seu cachorrinho ou com sua boneca.  Todos os brinquedos eram coletivos e de tal modo pesados que, para movimentá-los, era necessário o esforço conjunto da criançada.  /  Já na nossa sociedade os brinquedos são tão frágeis, pequenos e detalhados na sua confecção que educam é no sentido da criança tornar-se uma boa consumidora (o brinquedo quebra,  logo ela quer outro), uma perfeita individualista, além de não incentivar a imaginação criadora (como ocorria no tempo em que fazíamos cavalo de um cabo de vassoura.” - FREI BETTO, “Cartas da prisão”, p. 36. 2---Em contraposição, distribuição farta do atual catálogo de uma loja de variedades que, nas páginas de publicidade de brinquedos, apresenta uma ‘interessante’ proposta:  “Pra tirar a criançada do computador, só com estes produtos.”  E aparecem bonecas-princesas norte-americanizadas, com trajes de luxo, outras roupas, maquilagem, perucas, bonecos super-heróis, armas intergalácticas, espadachins e veículos (caixas e preços separados), skates e patinetes individualíssimos, bicicletas... e no rodapé, depois das tentações maiores e mais caras, bolas de futebol-vôlei,-basquete, bolinhas e raquetes.  É o que ocorre - o pequeno consumidor é consumido pela ‘necessidade’ de ter.  E livros?  Bom presente?  Círculo vicioso - a criança não ganha livro porque não gosta de ler e não gosta de ler porque não ganha livro?  Objetos como peões e bolas de gude já existiam desde aproximadamente o ano 3.000 a. C. - se era brinquedos, não sabemos, ou se a imaginação de uma criança da época os usou ludicamente.  O ioiô era usado nas Filipinas em 1.000 a. C. na caça a animais selvagens.  E as bonecas pré- colombianas?  Só com a ascensão da burguesia, em meados do século XVIII, é que a criança deixou de ser marginalizada e passou a ser vista como um ser com necessidades específicas de roupa, calçado, comida, educação e lazer;  daí, surgiram gradativamente narrativas voltadas para o mundo infantil, embora muitos contos de fada mostrem cenas de violência - se na intenção do terror, não sei. 3---Não uma idéia tola porque a aula de português era iniciada com leitura e discussão do texto, alunos à vontade para se auto definirem consumidores - aventuras - ou apenas tentados a olhar os objetos do desejo nas vitrines das lojas - desventuras.  Ah, e analisar o que a mãe da professora dizia para ELA, quando criança:  “Não tem, fica sem, sem pedir a ninguém...”  Ai da garota se demonstrasse carência e pedisse algo, até mesmo em família!  (Leitor sabe que chinelo materno,  de couro pesado, ‘canta’?)  Cresceu, teve outros empregos, virou professora.  Como não era possível na escola municipal a “confecção” (linguagem do Carlos Alberto acima) de brinquedos pesados, abrutalhados, minha AMIGA sugeria aos aluninhos de quinta série, atual sexto ano, que - mesmo na idéia “censurada” pelo texto de brinquedos ou objetos individualistas - descrevessem o que fariam com:  meio chuchu e quatro tampinhas metálicas de garrafa (muito fácil:  as meninas fariam berço de boneca pequena e os meninos um carrinho / dificuldades algumas vezes aumentando em...); - tijolo e galho seco de árvore; - ovo de galinha e estrela de metal; -  cinco bolas de gude e meio metro de cetim; -  penas de galinha e lantejoulas (vaso de barro enfeitado / adereço de cabeça para o carnaval); - folhas coloridas de revista e tesoura (mini confetes quadradinhos);  - lata vazia e cabo de vassoura (alguém lembrou a avó pegando goiabas altas); - caixa de fósforos vazia e dez grãos de feijão (viraram chocalho; - flores frescas e palha seca (arredondaram um ninho todo decorado).........   Nada de barbaridades e sim criatividades.  Uma aula divertida, semente - quem sabe? - para futuros empreendedores.   LEIAM meu conto “Fábrica de brinquedos”. PESQUISEM - PIETER BRUEGHEL, o Velho (para distinguir de um primogênito) - importante pintor e gravurista holandês do século XVI:  quadro “Jogos infantis”, 84 atividades lúdicas. F  I  M  
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Comentários dos leitores

Ah, que coisa linda! Conheço um agora homem e tento imaginá-lo fabricando seus próprios brinquedos, como meus primos faziam das sobras de madeira de um tio orgulhosamente super marceneiro. Amo frei Betto (no bom sentido). Parabéns!

Postado por lucia maria em 21-10-2017

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