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A VASSOURA: MENTIRA...........-PARTE II



					    
Bom, justamente por ter recordações e criações próprias que servem de moldes para os “nossos” (concedo este uso plural por certas contribuições..) trabalhos, minha AMIGA não precisa da incongruente palpitaria de outras pessoas.   Muita gente insiste e fala sem parar, como num confessionário de possível condenado à forca no Brasil-Colonial (qual o prêmio da delação, na época?) ou garotada de primeira comunhão (EU garanto que mão de menino não cai por castigo!)...  Ninguém faz uma boa narrativa - só idiotices sem lógica.  Enfim, minha AMIGA respeita o ser humano, semi desiludido e eterno esperançoso a espera de milagrosas oportunidades na vida, quiçá na literatura, quem sabe um dia.........  mas de cara ELA recusa palpites ou... resumos de vida.  Não é de bom tom nos afastarmos das pessoas por bobeiras de preconceito, mas inúmeras vezes o contato maior, a conversação fácil, uma relativa intimidade nos traz ‘invasões’ negativas e conseqüentes aborrecimentos. Ah, faltando gotas para transbordar, ELA ironiza o não-entendimento num sentido geral até  em recados de situações simples - fala grego e os demais, aramaico.  Nada em comum. Existem os pseudo-aculturados que não sabem nada de nada e tentam se equiparar com ELA, só compatível  com uma única pessoa no planeta, capazes ambos de pensarem e-mails interrompendo o sono da madrugada na troca urgente de  idéias sobre escritos literários, sejam  realidades ou ficção.  Não é assim “ela-sabe-de-todas-as-coisas-mas-sabe-de-muitas-coisas”...  Em linguagem popular, pessoa capaz de ‘dar nó em pingo d’água’. Em manhã recente, acordou com uma voz feminina em suave emissão da palavra ‘nona’, sem figura humana alguma.  Quem teria entrado na casa trancada?  Conferiu.  Tudo sob chave.  Algum resquício de sonho - não lembrava...  Mas ‘nonna’, avó em italiano... ‘nn’ no meio da escrita... ou a Nona (e última), sinfonia de BEETHOVEN?  Existe PAOLO, um italianado de olhos verdes que encanta o mulherio na lembrança dos poemas de DANTE no idioma original - acontece que o giornalaio não é nosso tema há muito tempo...   Não teria como ouvir a música de imediato (nem lembrou de áudio no notebook)...  À toa, quis falar com alguém, simples tagarelice.  Varredor já chegara (aparece uma hora antes do combinado) e contou sobre as duas versões do significado da tal palavra.  (Ué, ele não inventava ter “também” cursado faculdade?!  De quê?  Onde?  Quando?  Detalhes que a mentira omite.)   Resposta dele com ar de pouco caso e censura:  “Ah, mas isto é música pra lá de trinta anos...”  (Ah, e se fosse PIXINGUINHA, NOEL, ADONIRAN ou  CARMEM...  ‘muito mais de trinta anos passados’?...)  No mínimo, não conhecer BEETHOVEN nem de nome??? Não contestou com o infeliz mentiroso - riu por dentro.  Nessa mesma ocasião, debatíamos livros portugueses por telefone e minha partner citou TEOREMA...  O cara ia passando,  atirou longe a vassoura e se exibiu pela janela com a expressão- clichê:  “Ah, eu sei, teorema de Pitágoras.”  (Para ELA, catetos e hipotenusa eram, em garota, “piolhos incomodativos”!)  Ainda escutei o ‘contravapor’:  “Cale a boca.  Não se meta.  E nós iríamos colocar matemática nas nossas estórias?...”  “Mas é que.......” Ligação cortada - falou depois ter dado um “soquinho” (ou socão?) na mesa e o telefone caíra ao chão.  E assim tem sido com muitas tentativas falhas de inventar cultura inexistente...  o que a deixa sumamente irritada.  Este que varre, outros em atividades parecidas:  todos “cursaram” ficticiamente cursos superiores, tendo esquecido - “Faz tanto tempo...” - o nome da instituição, local, o que estudaram... uma equivalência doida, tentando fazê-la de imbecil que acredita (?) neles.  Nesse ambiente, adesão mental para implicarem comigo - sou paulista, ela não é (CAYMMI já teorizou algo parecido) - “...como pode ter um AMIGO  distante?” - ELA sempre teve, desde que aprendeu a escrever bilhetes e cartas. Na atualidade, o cara simplesmente corria ao redor da casa, berrava o nome dela inúmeras vezes ou “eu te amo”.  Bem perto, pedreiros e auxiliares na construção de um quarto para costura, sob o ponto de vista masculino devem achar brincadeira, gracejo  inconseqüente de um idoso.  Não é!  Trouxe para ELA o que chamou de “um presente” - três dúzias de banana ouro, miúda;  porta da sala aberta, colocou rapidamente o intencional saco plástico preto (não transparente ou de mercado) sobre o sofá e saiu, ‘sugestão indireta’ de que  ELA fizesse (para ele?!)  uma compota - dias e dias, deixou as bananas apodreceram fora da geladeira.  Não simples cisma e sim percepção feminina - será que ninguém vê e malicia?  Teoricamente, assédio é crime - fácil falar;  enfrentar  /sem ofender.../   é o ‘grilo’ na cabeça da minha AMIGA.  Por causa da tal obra, a porta da casa fica aberta para que instalem o fio de uma serra na  tomada de eletricidade.  Pois em minutos o fulano entra, corre ao quarto onde ELA trabalha ao computador e... janela fechada por causa do vento, não havendo testemunhas... “voa-lhe” ao pescoço a pretexto de massagem rápida ou alisa- lhe os braços.  Tudo muito ligeiro, sem tempo de reação gritante.  E sai da casa vitorioso, como se tivesse vindo trazer o almoço pronto ou um recado ou envelopes...  Maior abuso foi surgir atrás dela, sentada, perguntar se poderia dar um beijo, não houve tempo para recusa ou tabefe, e beijou-a no rosto, lado direito, audacioso.  Sem perigo de ataque de maior gravidade - rapazes na obra a poucos passos;  ao final da tarde, casa rotineiramente trancada.  Para quem já pediu como doação copos vazios de geleia, agulha de costura, talher que ELA não quisesse mais, folhas de papel ofício, canecas de louça em excesso, a casa deve se assemelhar a um palácio de bons móveis, objetos, roupas de cama......... Entender cabeça de doido é complicado.  ELA plantara folhagens verdes decorativas na frente da casa, terreno grande, não sabe os motivos fantasiosos que fizeram com que o fulano jogasse tijolos quebrados e cacos grandes de  vidro sobre as plantas, quebrando a maioria.  E ainda desafiou:  “Era para arrancar tudo...”  Um dos pedreiros  /distração pesada nos dias vagos em que não leciona jogos e lutas marciais.../  adiantou-se em bronca leve  e após muitos dias ele varreu metade dos detritos.  Impraticável relatar o assédio, ELA usou a parcial destruição das plantas como pretexto:  “Nunca mais na vida chegue perto de mim.........”  Nestes primeiros dias, tem se distanciando.  Minha AMIGA não perdoa ninguém de nada nunca.  (Ninguém?!  Há uma exceçãozinha:  um Gigante que.........)   LEIAM meu trabalho “Brincadeiras criminosas”. NOTA DO AUTOR: TEOREMA - Conto surrealista de HERBERTO HELDER (1930/2015), no livro “Os passos em volta”, sobre a histórica e mítica INÊS DE CASTRO. F  I  M
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Comentários dos leitores

Parece realidade. Melhor seria não se iludirem, pois inteligência e cultura ninguém recebe por osmose. Olho-grande na casa arrumadinha, no prato cheio, nas cobertas de inverno - apenas isto. Parabéns!

Postado por lucia maria em 02-11-2017

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