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A "VAGABUNDA" (?)



					    
Tenho uma AMIGA livre de compromissos diários, ELA ri e  intitula a si própria como LA VAGABONDE.  Adora exibir cultura, tanto a extensa real como a mini grãozinho de areia para testar a humanidade.  Ri porque/quando vagamente percebem língua estrangeira e não sabem do que se trata.  Traduzem pelo significante, isto é, o som, e não perguntam coisa alguma, ou seja, a extensão do significado.  Adora ponto de interrogação na testa alheia.  Quem (ou “quens”, com licença dos grandes gramáticos?!) estuda e lê - se é que lê... - muito além de discutido futebol, alegre televisão e desagradáveis sensações políticas e policiais? ----- Minha frase desta manhã repetiu pessoa não íntima, de alguns anos passados.  Secretária de um colégio estadual noturno, um oferecidinho representante de turma ia com exagerada frequência puxar assunto (à toa?):  pedir declarações de “estar cursando”, “saber a nota (sempre injusta?) que o aluno X tirara em química”, “quando o professor y voltará da licença-paternidade por bebê adotado”, “três diretores e a senhorita Z  desapareceram?” etc.  ELA é bastante diplomática, entretanto sem tagarelice inútil ou ‘engolir sapos’, e o atendia de imediato, calma e prestativa.  Lecionava numa escola municipal diurna, mesmo bairro, e de repente escutou a frase quase gritada, pai convocado à escola para ouvir sobre filho rebelde sem calça (tirava de repente para se exibir:  “Ué, a senhora não dorme?” ----- Não digitei o habitual “boa noite”.  Deitou-se ontem /já hoje, portanto.../, compreensiva (bom, pelo menos “uma única pessoa” no planeta, sozinha sem ser solitária, me é solidária), reloginho do computador marcando além de uma hora, mosca incomodativa com zumbido zumbido ao redor da cama.  Crença popular:  “Alguém queer falar comigo... é ELE, meu Cigano paulista, tenho certeza.”  Dormiu.  Acordou com voz masculina grave, reconheceu a minha, no interior da casa trancada, só ela moradora - “Danke schon (muito obrigado)!”  (Odeia agradecimento meu;  prazer visceral, transcendental, quiçá de outras encarnações, quando me ajuda).  Nenhuma noção da hora, cú ainda escuro.  Levantou-se......  Escolhera perder a noção imediata do tempo - há semanas não troca a pilha do relógio grande, ligou ansiosa para o serviço telefônico, depois mais calma o computador e me escreveu curta mensagem no horário exato de... 5:49.  Deitou-se novamente, pensou-repensou-polipensou, surgiu do nada o título LA VIDA ES SUEÑO... percebeu clarear tornou a dormir.  Acordou com falatório e risadas em casas próximas, mais uma vez perdida no tempo.  Computador:  11:21.  “Sabia” que EU deixara algum recado /diz sempre que toda mulher é um pouco bruxa adivinhadora/ - saudoso (?) matinal às 6:17 - minha frase inicial:  “Você não dorme, não é?”  Esclareci resumidamente muitas atividades profissionais e universitárias - ELA sabe e valoriza (presente do indicativo) porque já passou (pretérito perfeito) por momentos semelhantes.  Não insultei, mas desejei (desejei?) para mim a idade da minha AMIGA e carinhosa (invejada?) aposentadoria - um dia serei homonimamente THE VAGABOND (filme de 1915-16, de CHARLES... SPENCER CHAPLIN).  Minha AMIGA começou a trabalhar antes dos 17, muitos anos de atividades - empregos fixos numa gráfica e em escritórios, biscates nos raros intervalos.  Muito mais tarde faculdade de letras e casou ao final do curso. -----  Inveja e olho grande aparecem na parentada feminina sob as mais variadas formas - porque herdou alguma louçaria inglesa e outra dourada- bonita-valiosa do século XIX, porque sabe fazer pão doce no feitio de jacaré, porque tem pé pequeno, porque comprou minimíssima latinha de marrom glacê legítimo,porque cursou faculdade federal com ‘quase’ total brilhantismo (e noites insones estudando e redigindo trabalhos???) porque da casa da frente vem na atualidade um prato de almoço (ea super colaboração financeira???)......... porque tem um (“único”, pois detesto competir) aluno gratuito /não pode chiar:  pago com virtuais deliciosos (?) bombons de cereja ao licor e perfumadas (?) orquídeas lilases/ pelas aulas de português on line corrigindo certos trabalhos de Direito......... porque, sem trabalhar fora desde maio-2009, o dinheiro é garantido na conta bancária todo início de mês e só usa cartão eletrônico na função  débito......... porque marido moreu há décadas e nãotem quem implique com o multicolorido das roupas ou vestido sem alça ou short curto ou sandália dourada (em tanto cigana amadora...), homem idoso de quem controlar o horário dos remédios.  É?!  Precaução.  Arruda num vasinho, figa ao pescoço e banho de sal grosso do pescoço para baixo!!!!!!!!! NOTAS DO AUTOR: LA VAGABONDE - Novela (entre conto, texto condensado, e romance, mais denso e psicológico) - versatilidade de personagens e ações:  texto ‘divertido’, digamos assim...  Obra de 1910, da escritora francesa COLETTE.  //  LA VIDA ES SUEÑO - Barroco espanhol, gênero literário tragicômico, público do nobre ao popular - protagonista largo reclusão, a princípio homem-fera, cruel, reprimido e muito reflexivo, depois evolui com rasgos de humanidade e vence o destino...  Obra de 1635, CALDERON DE LA BARCA. // MARROM GLACÊ - Iguaria (caríssima!) de açúcar-baunilha-castanha, nvenção italiana, aperfeiçoamento francês com castanha do tipo chatâigne, tamanho médio, modernamente à portuguesa:  compota cremosa ou castanha inteira glaçada - longínqua imitação brasileira, doce em corte, com batata doce. // PROVÉRBIOS ‘terríveis’ - Parente, só dente, mesmo assim morde a gente. / Mais vale amigo próximo que parente afastado. / Amigo a gente escolhe, parente a gente atura. / Faca de parente não tem fio.  / Parente é o pior aderente. F  I  M
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Comentários dos leitores

Se esta pessoa já trabalhou muito, é tempo de vagabundear - nada de espantoso; aturar não,rebater sim a inveja alheia, até nos momentos literários. Parabéns!

Postado por lucia maria em 02-11-2017

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