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JALECO BRANCO (OU NÃO?)



					    
OPÇÕES DE DESEJO: Tradição do traje branco para as áreas de saúde - há quem escolha o verde, filosofia de “o mar é verde de tanta esperança afogada’... e (taí, agora boa comparação!)    também de comilança - nesta, as pessoas estão aderindo à cor preta na cozinha: recentes invenções européias, deve ser luto pelos bois, pelas galinhas, pelo esturjão......... A mãe o queria médico. Sabia alguma coisa sobre HIPÓCRATES:  tempo em que se mesclavam medicina, filosofia e religião (deuses milagrosos, superstições e crenças absurdas).  O cara estudou a teoria dos humores do sangue, equilíbrios / desequilíbrios, sistematizou métodos, deu certo, virou Pai /juramentado/ da Medicina.  Como se vestia?  Como um médico... grego, certamente. A namoradinha (ambos adolescentes) o queria médico.  Em excursão escolar, visitou a Fundação OSVALDO CRUZ; bigodudo, formado médico aos vinte anos, truculento caçador de mosquitos e ratos no século XIX, urbanista e... deficiente renal, tadinho. A namorada (ambos mais adultos) o queria médico.  Estudara aleatoriamente sobre FREUD, aquele barbudo (macheza, virilidade!) judeu austríaco que possuía um divã, desejava a cunhada e se isentava de culpa, dividindo a tara entre o id bárbaro e o inconsciente angelical. Amigos versatilizavam entre diversos cientistas semi contemporâneos.  Einstein, Sabin, Salk, outros...  Quem sabe receberia um dia o Nobel - muita farra, muitos vinhos na comemoração... ELE  -  “E eu sei lá.........  Ninguém nunca perguntou /a sério, sem música!/ as minhas e-mo-ções!!!”  Vocação mesmo era voltar aos costumes de 1968, e ser um hippie caminhante contra o vento, sem lenço, sem documento, andarilho atravessando fronteiras (aprendera na biografia do ‘geração rebelde’ ARTUR RIMBAUD, mito eterno  (1854/1891  / quase pioneiríssimo e um pré-existencialista!) ou em caronas de caminhão...  Roupa rasgada, pés descalços ou em sandálias franciscanas, arrebentadas, consertadas à moda selvagem com barbante, um brinco-argola de cigano à esquerda (lado do coração).  Ignorar o mundo, a sociedade, as ’prisões’ morais e emocionais.  Liberdade! Mas, porém, contudo, todavia, em termos de Brasil-imitador, sem filosofia própria  (o ‘libertas quae sera tamen’ é só lá nas Alterosas), a escolher entre o tudo, isto é, o pseudo “poder do jaleco branco”...), e o nada (metaforicamente, a nudez - nu dez é ”outra” coisa), ELE pensou até o limite de três vezes e escolheu... o vestibular e o conseqüente branco   /segundo a ciência de ISAAC NEWTON, branco é  luz, união de todos as cores, espectro de ‘tudo-junto-e-misturado’, em linguagem atual.../,  até hoje conjecturando se foi a decisão certa. O sonho acabou? OPÇÕES DE FINAL: (   )  Passou a noite fora, num bem-bom indescritível, voltou sorrindo sozinho pouco antes do amanhecer, ideia de chuveirada, trocaria o traje esportivo pelo traje hospitalar, catou no bolsos.  /  Perdera a chave da casa.  Onde?  Impossível adivinhar.  Farta ociosidade e vagara horas e horas em tantos lugares.........  Pois é!  Roupa da madrugada mesmo... Hoje, sem jaleco branco! (   )  Passou a noite fora de casa (...) catou nos bolsos.  /  Uma arma por trás, na cintura, assalto!  Lembrou-se vagamente do chaveiro caindo no chão do carro, mas o ladrão nem permitiu que apontasse com o dedo...  Carregaram o precioso “quatro rodas”.  Pois é!  Roupa da madrugada mesmo...  Hoje, sem jaleco branco! (   )   Passou a noite fora de casa  (...) catou nos bolsos. /  De repente, do nada, súbita amnésia.  Não sabia seu próprio nome, idade, com quem morava (ou era sozinho?) profissão, religião (agnóstico? ateu?), time de futebol, gostava de dançar?...  Idéia apenas de umas dez pessoas enjoativas o esperando para uma conversa que sempre (quando?) se repetia (por quê?) no mesmíssimo horário (qual a hora certa... ou incerta?) e lugar (onde?).  Para bate-papo (tagarelice útil?...  inútil?),  dispensável traje passeio ou a rigor. SOLUÇÃO: Automatizou-se.  Uma jeans um tanto desbotada, desfiada no lugar de uma inexistente bainha...  camisa rosa, lembrando um morango sanitarizado...  um velho tênis sem cadarço...  Hippie no Rio de Janeiro, século XXI.  Sem frustrações explícitas ou implícitas.  Não ganhava bilhões/milhões, sem mansões à beira-mar ou conta na Suíça, não cambiava esmeraldas... para consolo (no mínimo ‘este’ lucro), o chamavam um tanto temerosamente de doutor.  “Vai que ele se distraia e troque os remédios?!...” ------------------------------------------------------------------ “O sonho acabou.”    -   JOHN LENNON, dezembro/1970.   F  I  M
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Comentários dos leitores

Pelo que sei, atrasado como sempre, chegou com roupa inadequada, hippie do século XXI, e pediu que um contista-cigano escrevesse algo sobre ele. Parabéns!

Postado por lucia maria em 05-11-2017

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