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O BORBOLETO INDECISO (biografia?)



					    
Fábula que ESOPO adoraria ter escrito. ----- Era uma vez um BORBOLETO seguro de si (ELE assim se imaginava...), muito seguro desde empreguinho inicial com 14 anos de idade...  (Seguro?  Quem disse?)  Cresceu, ficou um pouco mais velho.   Leu sobre uma ópera em que a borboleta-protagonista japonesinha faz haraquiri (hara-kiri, sappuku, suicídio de honra) - impossível com faca serrilhada.  Interessou-se pela cultura nipônica, foi morar em outra cidade do interior paulista onde há muitas cerejeiras e passou a comer somente isto, direto na arvoreta - do solo, nunca!  Esperto, o cara, porém indeciso, começou a estudar a sério questões filosóficas.  Colocava-se diante de um espelho, onde o nosso lado direito aparece como esquerdo, e balbuciava um tanto (só um tanto?) narcisista:  “Sou lindo, borboletão majestoso, maximamente qualidades essenciais, mas tenho dúvidas existenciais:  “Quem sou?  De onde vim?  Para onde vou?  Qual a cosmogonia do meu ser interior?”  Destacou-se no meio dos outros borboletos, não como um sábio, mas como um chato que sapecava no ar palavras dicionarizadas, sofisticadinho, besta como ELE só.  Apaixonou-se, ficou cego de amor, não pensou em análise combinatória (tão desiguais!), mulher, digo borboleta intelectualmente muito distante geograficamente mais distante ficou, carregando com ela para bem longe os dois borboletinhos que geraram (?) juntos. ----- Leu num recorte de jornal e adotou a idéia:  “Liberdade para as borboletas (ditado antigo - pensou e acrescentou)  e os borboletos”.  Pousava agora de flor em flor, inconstante, descompromissado, um vago “oi!” para “insetas” fêmeas encontradas a caminho  acontece que a inquietude, a indecisão e principalmente a idade começaram a pesar.  “Mais de uma década sozinho.  Fazer novas conquistas, agora sérias.  Escolher uma só???  Casar, talvez.  Sou um galã sedutor e hipnotizador...”  Verdade!  Não um bobo fantasioso, apenas.  Dizia-se grande admirador das mulheres, digo, das borboletas, “este ser enigmático”.  Impressionava, sim, em imagem, mas as “insetas” fugiam de um homem, digo, de um borboleto assim tão culto e exibidinho.  A todo momento, exemplificava a vida atual com mitos gregos - ELE sempre falava e falava certo, mas os coitados incultos não entendiam nada e até imaginavam a Grécia como um jardim enorme, sem ... borboletos e borboletas.  Então, para que saber essas estórias complicadas?  “Melhor- tagarelar-sobre-populares-jogos-de-pelada=no-campinho-e-borboletol- no=estádio... ----- Resolveu extravasar a necessidade artística e virou escritor.  Contos / crônicas, crônicas / contos, diferença bem sutil, atrapalhou-se.          Poemas:  líricos, anacreônticos, hai-kais... de novo atrapalhou-se.  Mas para (quase) tudo na vida surge um milagre solucionatório...  Arrumou uma AMIGA longínqua e fizeram uma sociedade em que ELE - o macho chefinho - escreve, e ELA - a fêmea secretariazinha - corrige as falhas e faz publicidade, comemoram JUNTOS o sucesso, publicações e e-books AM português (variantes em paulistês e carioquês), inglês, alemão e - é evidente! - em borboletês.  Ambos fanáticos por cultura.  Deu na telha a vontade de ser advogado, não sílabas, eram letras pausadas ante o mesmo espelho:  “a d v o g a d o”.  ELE, um borboleto grandalhão, asas mistas de preto-branco-vermelho, cores másculas. ----- Há cerca de um ano, encantou-se derretido com uma companheira de turma.  Como pedir ‘divórcio literário’ à AMIGA distante, fidelíssima, dizer que estava... em vias de namorar uma borboleta na sala de aula e não sabia se dividir entre a amizade e o amor?  A AMIGA poderia logo imaginar uma tolinha seduzida-hipnotizada - ELE, super safado mandrakiano... - a coitada carregando livros, pesquisando, fazendo os trabalhos acadêmicos de dupla ou grupo, ELE só assinando...  sem ler.  Ofereceu à paquera do momento (coitada!) pedacinhos minúsculos de cereja -  ELA recusou, cor muito escura, poderia afetar seu deslumbrante colorido em branco-ouro-azul 9se fosse gente, loura em traje cor do céu).  convidou-a para o cinema, cada um pagando sua entrada - dois salões de exibição, ELE indeciso (mas não era “todo seguro”?) entre dois filmes de macho:   de guerra, muito sangue, ou de faroeste, muito sangue também.  ELA não aceitou.  Convidou-a para um baile no sindicato, felizmente gratuito para o ‘mão fechada’ - festa moderna, barulho eletrônico sem controle, todo mundo solto, improvisando coreografias - ELE preferindo enlaçá-la, mordiscar o pescoço e dizer BILAC ao ouvido.  Novo baile e nesta segunda-noite beijou-a voluptuosamente, a surpreendida correspondeu todinha, quase lacrimosa de felicidade - o cara resmungou um vago, indeciso e arrependido “boa noite”, largou-a.. ----- Não estava assim muito velho, idade mediana da qual se diz ‘maduro’ (se bobear, a fruta cai do pé antes de desejada, abocanhada), mas precisando com urgência de uma companheira alegre embora contemporaneamente cada um na sua casa.  ELE é um chato e se bloqueia implicantemente com a cor das paredes e do aparelho telefônico  - borboleta na casa dele vai querer mudar tudo...  Possível.  Análise combinatória, desta vez um tanto parecidos!  Alguma coisa em comum - ambos trabalham expediente integral em diferentes empresas sanguessugas e freqüentam faculdade noturna.  Cansados, bocejantes (leitor já viu borboleta de boquinha aberta e carinha de sono?), pensando em dormir (sozinhos).  ELE, todo mandão, escolheu apena quartas e sábados, desejo com dia e hora marcados (?) para o amor físico.  Borboleto-futuro-causídico (adora complicar linguagem simples!), borboleta-futura-advogadazinha...  Gostos assemelhados - livros, filmes, viagens, alimentação......... porém ELE implica com cerveja-carnaval-catolicismo, EÇA gosta.  No Natal, avisou que ELA teria uma surpresa (sonhadora iludida com aliança de noivado...), é que ELE descobriu vinho de jabuticaba sem álcool e levou para a ceia familiar:  papai-mamãe dela decepcionados.  (Ah, se acontecesse por decepção feminina um borboleticídio contra ELE!” ----- A estória vem rendendo há um ano, tempo muito longo ma vida de uma mulher, seja ou não borboleta esperançosa, cujo sonho é conhecer-namorar-testar-casar...  ao máximo em três meses.  E logo fazer muitos permitidos borboletinhos.  ELA se tornou impacientem negou-se um dia desses a um passeio de carro, ajustado o domingo entre um gafanhoto- enfeitado (amigo pessoal dele, mas escondeu o nome do rival) à tarde e um grilo-seresteiro (cheio de fãs), à noite.  Verdade ou desafio, a borboleta não atendeu celular... ‘fora de área’.  ELE sacudiu os ombros, indiferente>  na aula da noite anterior, explicara que ELA era livre, consentiu o desencontro e esclareceu que em casa a estaria trocando por Engels, Kant e Freud.  Pelo menos, foi o que respondeu à ‘quase’ namorada (?) e digitou para a AMIGA, sua professora gramatical.  Esta nem sempre acredita, mas aceita e perdoa. ----- Os borboletinhos que lá no passado viajaram com mamãe- borboleta já estão bem crescidos.  Pior é que a AMIGA estudou símbolos, adivinhações e outros que-tais-misteriosos... e no “jogo de pólen” (=búzios, cartas ciganas, tarô ou bola de cristal) o viu junto a três casulos diferentes, crisálidas já borboletando, de duas os resmungos borboletícios foram “vô” e “vozão”, a terceira balbuciou ‘papi’ ----- E se acontecer mesmo, nosso BORBOLETO galã passará de vaidoso a... apavorado. NOTAS DO AUTOR: BORBOLETA - Alimenta-se de frutas em fermentação caídas no solo (quando lagartas, comem certo tipo de capim).  Para reprodução (sexuada?), coloca ovos na planta-alimento de suas lagartas, estas crescem, tornam-se crisálidas e transformam-se em borboletas, realizando o ciclo biológico desses insetos.  Voam geralmente em fevereiro-março.  //  COSMOGONIA - Termo grego que abrange as diversas lendas e teorias sobre a origem do universo de acordo com as religiões, mitologias e ciências través da História.  //  LIBERDADE PARA AS BORBOLETAS - Produção teatral norte-americana em 1969, filme em 1972 comédia romântica:  deficiente visual decide morar sozinho em São Francisco e logo começa a namorar a vizinha atriz.  //  MADAME BUTERFLY - Ópera em 3 atos, originalmente 2, de GI´COMO PUCCINI, estória se passa em Nagasaki - Japão, por volta e 1900;  estréia no Teatro Scala de Milão em 1904.  //  ORTÓPTEROS - Insetos que possuem as asas superiores retas e conáceas, pernas posteriores longas e possantes, apropriadas para saltar;  reprodução sexuada ovípara - grilo, gafanhoto, esperança e paquinha. F  I  M
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Comentários dos leitores

Sei de uma biografia parecida, mas no original é gato - chega manso, arranha depois... (Alguns errinhos de digitação, dedos Arianos precipitados, mas dá para entender.) Parabéns!

Postado por lucia maria em 11-11-2017

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