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CARÊNCIA MASCULINA-FINAL



					    
  CRISE DE SOLIDÃO NO MUNDO (APENAS?) DOS HOMENS --- A estória é sempre a mesma.  BRASIL - de Norte a Sul, de Leste a Oeste.  Embora existam os SOZINHOS por uma inexplicada escolha, MUITOS foram “vítimas” de um abandono ou simplesmente de uma separação... mas além dos QUARENTA ANOS só lhes interessa refazer a vida amorosa com quem tenha idade próxima a ser mais uma filha que uma mulher.  “Sangue fresco” é desejo feminino, bebezinho aprendendo a andar pela mão do pai-avõ grisalho - vejo este filme repetidamente fora da telinha e da telona.  Ambígua vida real!  Alguns ainda a caminho dos QUARENTA querem novinha para a sua casa - sonho medieval de salvar a doce jovem princesinha acastelada na torre alta antes que o poderoso dragão cuspidor de fogo, mais velho (ou é “o poderoso dragão cuspidor, de fogo mais velho”, com a vírgula em outra posição?), a ataque “para todo o sempre, amém!”  E assim, do professor universitário que tenta esquecer a traidora ao seringueiro que mora no coração da floresta, lamentoso pela ingrata que fugiu para bem longe... TODOS se mostram CARENTINHOS...  // Um deles me contou triste estória - a jovem o abandonou a poucos meses do casamento já um tanto tardio para ELE, perto dos 40...  Concursada de um instituição financeira federal, uniu-se apaixonadamente a um vigarista que pouco depois emitiu cem mil reais em cheque sem fundos, ELA foi responsabilizada por ser avalista, demitida por justa causa, o marido sumiu no mundo, deixando-lhe o inventário - não inventado - de dois filhos menores de cinco anos.  Como PROFESSOR universitário e solteiro, livre, tal e qual um tico-tico-rei (comum em seu Estado:  pássaro de topete vermelho, nada de chamar atenção em comportamento sempre estranho - discreto e solitário, “tristinho”, nunca em bandos), ELE saiu da capital azulejada, passou a viajar loucamente, de cidade em cidade, lecionando biologia em longínquos campos avançados da Universidade Estadual.  Cinco anos sozinho e acha que “desaprendeu de namorar”  (palavras dele - não opinião do contista porque EU acho que disto nunca se perde a prática).  Contudo, é romântico, sem pensar em exílio nem tem saudades de palmeira ou sabiá...  Refugia-se em livros, porém ilusoriamente anda quer casar e ter filhos.  Curiosamente, ELE mora bem no coração, isto é, no centro geográfico do Estado, mais NORTE que NORDESTE, cidade pequena localizada entre dois rios - um de águas claras e frias (como seu comportamento atual perante o amor), outro de águas esverdeadas (da cor dos olhos da amada) e mornas.  Neste local, nunca irá ver uma baleia franca!  Achou uma carioca, LILIANA, do signo de Gêmeos, 20 anos, difícil convencê-la a deixar a Faculdade Federal de Letras recém- iniciada, no SUDESTE  em todo caso, se aceitar esperá-la por cinco anos, ELA propôs, quem sabe, ainda se casará antes de completar 50. //  OUTRO.  Não tão triste estória.  Não houve traição, apenas desgaste.  (Também PROFESSOR.  Ah, já é o segundo:  não quero ser professor nunca /voluntário, em lugares pobres, ainda aceito, mas de longe em longe/, sugado como caroço de manga, fruta que é citada até nas escrituras budistas, existe no Brasil todo... e depois abandonado?!)  A princípio, todo casamento é um “incêndio” divertido.  O  parzinho não escolhe hora ou lugar, serve até o chão frio do banheiro que ELES aquecem por conta própria, é sexo no tempo todo em que possam estar juntos - e bota “juntos” nisso...  Depois nasce o sonhado primeiro filho, um segundo por descuido... ah, um terceiro... o fogo começa a esfriar e cai na rotina.  A crise mítica dos 7 anos...  Os corpos se cansam, a rotina impera, a mulher não aceitava inovações pois foi educada fazendo diferença de comportamento normal/anormal no sexo - posição com a esposa é ‘assim’ e com s outras é... ‘melhor’...  E pior ainda aos 20 anos de casamento, pelo menos recusando à farsa da “festa” de (in-)felizes bodas de prata, e ELE com quase 50 outonos nas costas.  Já há alguns anos que saiu de casa, dá suas aulas de matemática na escola estadual, tira o jaleco verde claro, tira os tênis, arregaça a jeans e vai para a praia, pés no solo frio, sentar na areia do famoso balneário, se distrai em contar conchinhas, avistar ao longe e sem alarme uma possível baleia franca (segunda espécie em extinção no mundo), e pensar na vida, calmo, quieto, paradinho, não se importando com os olhares das garotas de biquini que o rodeiam fascinadas e oferecidinhas.  Litoral no SUL, turismo em plena expansão, montou loja de sorvetes e lanches.  Professorveteiro...  Mente ocupada, menos pensamentos ruins.  Achou uma carioca, aluna de Letras na mesma universidade da anterior nesse conto (estranho, não?), LAURA, geminiana, 19, que lhe mandou por e-mail uma boa quantidade de receitas:  sorvetes de iogurte, caldas, coberturas...  Ensinou recheio para sanduíches e cupcakes, em moda.  E ainda se ofereceu para, daqui a cinco anos (de novo?), gerenciar a lojinha dele na função principal de provadora de gelados.  // ENGENHEIRO civil trabalhando em recuperação estrutural de famoso shopping carioca, na zona sul do RIO DE JANEIRO, um destes que usa “capacete de lata colorida”, na linguagem da minha AMIGA irreverente, a um ano dos 50, separado há dois anos do segundo casamento com uma mulher 16 anos mais jovem que com ELE estava no terceiro casamento (e não são artistas da telinha ou da telona), sente-se agora bem mais feliz com outra próxima à sua idade, estrangeira, gerente numa fábrica de pães, bolos e doces.  Cada um na sua casa, estimam-se, respeitam-se e se encontram para... “namorar na horizontal”.  ELE ama números, conheceu uma garota geminiana que ama e estuda Letras, mas nunca a namoraria, embora bastante ativo sexualmente, em plena consciência de que não daria certo pela inexorável passagem do tempo, entretanto assume que não teria vergonha da exclamação fatídica em tentativa adivinhatória:  “A sua filha é a sua cara!;;;”  Antes, no duplo sentido, filha que neta! // MILITAR também sofre.  Por brincadeira, a ex-menininha ritmista do mini tambor em plástico azul cantou para ELE a clássica musiquinha do tempo dela no jardim de infância:  “Capitão lambão tem cara de melão, não solta balão por precaução.........”  (ELA afirma que esqueceu o resto).  A jovem não adivinhou nada nem o conhecia;  é que para ELA todo mundo da farda verde é “capitão” patente única com que classifica do novo soldadinho ao generalão, antigos soldadinhos de chumbo em brinquedo herdado de um avô nada senil que sempre a alerta sobre o dia “D”... na vida amorosa.  A meio caminho entre 30 e 40 anos, mas já experimentado e sofrido.  De novo RIO DE JANEIRO, agora bairro de poucos quartéis.  Divorciado, tem dois filhos menores de 10 anos morando com a mãe em outro Estado, cidade pouco além da divisa estadual, e os visita regularmente a cada quinze dias, estando no Brasil:  viagens constantes ao exterior por conta da ONU...  Fuga emocional?  Gostou da estudante de Letras (ah, são poligêmeas ou apenas uma, onipresente, acima da ‘simples’ ubiqüidade de Santo Antônio de Pádua, só pode ser), que sob algum mistério inexplicavelmente sabe tudo desde as nossas primeiras tropas na Faixa de Gaza, há cinco décadas e meia, e sempre acompanha pelo noticiário, sem a menor vocação para tiros ou enfermagem, os hodiernos trabalhos de nossos soldados e oficiais.  Propuseram-se mutuamente dois bebezinhos, desejo de toda mulher - enamorados à distância, quartel perto da casa dela, pode ser que um dia LEANDRA MARIA, geminiana, 19, o surpreenda em visita inesperada...  // ENGENHEIRO carioca, fazendo mestrado em aviação, ELE trabalha em unidade militar do interior de SÃO PAULO, embora não exatamente um quartel.  Também a caminho dos 40 anos.  Recebeu a visita da “idish mamale” no falado Dia das Mães e assou para ELA carne de cordeiro.  Propaga-se de morar sozinho desde os 20 e ter habilidades domésticas.  Sofreu indiretas da mãe que trouxe cartas de amigos (shadkhan é o título do antigo casamenteiro mostrado em “O violinista no telhado”, filme baseado num conto de Scholom Aleichen) onde perguntam se já tem noiva.  Ora, pode não ser mais tempo de casamentos arranjados, mas não é conveniente que ELE não se interesse por “uma boa moça judia”.  Oh, oh, oh...  Há alguns anos, meu AMIGO Abraham, desejoso de viver num kibutz, só poderia levar a namorada LÉA se casassem, mas não pretendiam um casamento religioso misto.  Correndo muitos cartórios, conseguiram “provar” (não me perguntem como...) que a moça era descendente de cristãos-novos (ah, bem interessante!!!), visto que, segundo diz o pesquisador MARCELO SZPILMAN, um terço da população brasileira branca é de origem judaica, descendente dos convertidos à força em Portugal entre 1500 e 1600.  Assim, cabe a este carioca provar com muita facilidade que a nova AMIGA ANA, geminiana, 19, internautazinha, mais uma universitária de Letras (tendo entre as avoengas seculares uma RAQUEL ou uma SARA), é judia também.  // Este OUTRO, caçulinha da narrativa, apenas 33, é solteiro e demonstra uma certa ansiedade  Fala pouco de si próprio, como quem omite algo de tema amoroso.  Desejoso de casar e ser feliz.  Filho único, ELE ainda mora com os pais no SUDESTE, na cidade do maior santuário católico do país, tendo nascido na capital mineira onde tem muitos parentes que visita com freqüência.  BANCÁRIO, trabalha concursado na mesma instituição financeira federal que já citei - não é estranho?  Minha AMIGA de nome russo (mãe se inspirou em algum filme?) citou cidades visitadas naquele Estado, o santuário sempre o caminho, como que abençoando...  Bom sinal!  Ainda recentemente fazia excursões escolares no tempo do Ensino Médio - hoje cursa Letras (de novo a mesma faculdade?).  Coração balançando entre os Estados de Minas Gerais e de São Paulo, geográfica e amorosamente ao mesmo tempo.  IRINA, geminiana, 20, é filha única também, o rapaz não é assim “tão” mais velho, ficou de “pensar”...  Nunca se sabe a certeza ou sutileza que a mulher usa em negativas filosóficas.  // Ah, e O SERINGUEIRO de 34, ariano e lamentoso?  NORTE do pais.  A “ingrata” geminiana foi o que ELE disse) não fugiu.  Já voltou.  Saiu da floresta, avisara a ELE eterno distraído, levou algumas roupas e passou uns poucos dias em casa da mãe na capital, foi à Basílica de Nazaré agradecer o aumento da família (surpresa!) e aprendeu a preparar mamadeira e trocar fraldas, só isto! Trigêmeos, pode?  Como é que ELE não percebera?  Desse cruzamento de signos, um forte e   outro múltiplo, o que se poderia esperar? -------------------------------------------------------------------- Para descontrair:   HQ - “A cabeça é a ilha”, de ANDRÉ DAHMER   -   1---“Meu sobrinho se viciou em redes sociais muito cedo.  Perdeu esposa e emprego... e viveu feliz para sempre.”  //  2---Entrevista com pessoas que ainda não tiveram filhos...    “Meu filho nunca irá para Disney.”  “Meu filho não vai tomar refrigerante.”  “Meu filho só comerá alimentos orgânicos.”  “Meu filho não vai fumar.”  “Meu filho não vai praticar esportes violentos.”  “Meu filho não vai passar o dia no telefone.”  “Meu filho não vai ficar acordado até tarde.”  “Meu filho não vai falar palavrão.”  “Meu filho não vai ver televisão.”   F  I  M
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Comentários dos leitores

Aqui, as estórias de várias vidas, apenas o autor, discreto-reservado- crítico, não se expôs, mas é fácil imaginar um esperançoso caçador perto da toca de várias coelhinhas. Parabéns!

Postado por lucia maria em 15-12-2017

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