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LAICIDADE REAL A PARTIR DE 1889?!



					    
Relato de uma professora estadual e municipal, aposentada, excelente  memória-arquivo.  Nossa, duas ou  três décadas?! Troca de governador e todo mundo quer ser “bonzinho” sob a capa de religioso, em verdade ignorando Papai do Céu, aprontando pesadíssimo às escondidas do povão.  Muitos anos depois, duplamente:  “Eu não fiz nada..”   Entre documentos de fato escolares e educacionais, o colégio noturno de ensino médio (usavam as salas de aula da escola municipal diurna - mini secretaria própria a um canto do prédio atrás de um biombo nada oriental:  armário velho, arquivo metálico de 4 gavetões amassados e 2 cadeiras cujos pés......... - não mais adianta hoje alongar os comentários...) recebeu o desenho de uma capa de Bíblia, indicação de colocar visibilíssimo na parede, o alunado pagaria (???) a moldura de madeira, e ameaça discreta-velada de que, em negatividade, diretoria e professores “poderiam” ser transferidos, porque eram funcionários estaduais, para outra cidade, talvez bem distante...  Bom, em vários colégios, antigões- tradicionais  ou recém-criados, recusa geral, da mesma forma discreta- velada, nenhuma parede exibindo a tal gravura;  aí, a ameaça caducou.  CHICO ANÍSIO e PANTALEÂO por certo disseram:  “É mentira, Terta?”  Pura verdade há pouquíssimas décadas. Outro bairro, outra escola.  “Quase” fim teórico e prático do uniforme geral.  Ora, segundo “tio Aurélio”, uniforme é padronização de determinado grupo  (nunca diferenciações coloridas  ou de estilo em quartéis!!!), igualdade.  Alunas novinhas, ainda que muitas revoltadas,  passaram a se dividir entre  usar saias longas e blusas de mangas compridas;  duas, o véu islâmico;  outras, vestimenta inteiramente branca.  Sentavam em grupos diferenciados dentro da sala de aula.  Ah, algumas, notava-se que forçadamente radicais, recusavam o traje menor para educação física.  Os meninos com a mesma roupa de sempre - gênero macho é geralmente largadão e livre desde cedo.  Professores reunidos para apenas opinarem........ porque era impossível reprimir -  famílias com mandado de segurança etc. etc. etc.  De repente, passara a existir externa censura explícita sobre certos textos comuns de português, livros de geografia, história e ciências......  Não uma só escola.  Endemia ou epidemia?  Sem briga e sem bronca, na base do deixa- pra-lá-que-ísso-passa, gradativamente a maioria retornou ao uniforme comum... e o ambiente escolar se tornou felizmente unido e alegremente “uniforme”.  Aí vem uma segunda parte no mesmo local.  Testemunha - a minha  relatora.  Conselho de Classe bimestral, somente professores na escola.  Abafada a tagarelice para o início da atividade, havia quem só se encontrasse neste dia, a diretora teve a idéia infeliz de arrastarem a mesa de reunião e formarem um grande círculo de mãos dadas.  Ora, existem aqueles comandos súbitos a que todos obedecem, aleatoriamente.  (“Acenda o pavio!”  -  buuum!)  O professor bonitão, Pedro exibido de artes cênicas,  espalhou-se entre minha amiga e uma desconhecida.  “Vamos agradecer a Deus.........”   Ah, pra quê?!  Uma baixinha (geralmente brabas as de 1.55 para baixo!), por acaso Maria Leopoldina Fernanda e um tanto ruiva de olhos azulíssimos, recusou-se exaltada, pouco importando “qual a casa desse Deus”  (palavras de Cristo, de memorização fácil, por vezes aparece até em telenovela:  “Na casa de meu Pai tem muitas moradas”).  Pois se há pouco tempo haviam se reunido para, direta ou indiretamente, questionar laicidade na escola, como é que uma rotineira reunião para notas e conceitos iria se basear em preceitos divinos?  Aí é que todos conscientizaram...  De fato, contradição de normas e atitudes.  A fulana afastou-se...  Parte do grupo largou as “mãos dadas”, solidários, parte não teve o necessário minuto de (rebelde ou pessoal?) coragem.  Tenso o ambiente, pálida agora a diretora, que há poucos meses também se bandeara   /todos sabiam/  do catolicismo de origem e do africanismo familiar para “reforma” contemporânea.  Impasse.  Pouca agitação em murmúrios. Diretora emudeceu, saiu, viram pela janela da cozinha tomar água gelada, reapareceu em minutos. Calada, tremor controlado. As pessoas se entreolharam.   A mesa de reuniões voltou ao lugar, cercaram com cadeiras, um e outro foi sentando, abrindo cadernos de anotações...   Nem agregados nem desagregação:   nenhum Bonifácio presente, Geminiano de 13 de junho, diplomata perspicaz e esperto, a favor ou contra.  Ninguém argumentou coisíssima alguma.  A agitadora voltou serena e sorridente.  (No pensamento, contou depois, “Independência ou Morte” num 6 de setembro.) Na atualidade, observem, Deus sendo envolvido em discursos de impeachment (sim, bastou um falar, todos imitaram), nos  juramentos de falsa inocência ou nas acusações mútuas.  Laicidade onde??? F  I  M  
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Comentários dos leitores

Pois é, na teoria herdada da 'régua e do compasso', as cidades, os estados, o país inteiro são laicos... mas sempre há quem queira assar a torta sardinha com obrigatoriedade. "Caiam fora, bobões." Povo é livre e esperto. Parabéns!

Postado por lucia maria em 30-12-2017

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