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MUNDO MÉDIO-ORIENTAL-PARTE III



					    
  1   ---   DOMÍNIO --- Início do século VIII, Europa potências árabes conquistando terras... fácil atravessar o Estreito de Gibraltar. Já haviam submetido a Ásia até o Cáucaso, a Índia e a costa setentrional da África. Ano 711 - a Espanha passou a se chamar AL-Andalus, à frente um original berbere norte-africano convertido ao islamismo + um exército de (recenseados um a um?) 7300 homens: rochedo Gibraltar (de Gebel-al-Tarik ou Gibr-al- Tarik: ‘o monte de Tarik’). RODRIGO, rei dos anteriores dominadores visigodos germânicos, reuniu guerreiros às pressas em batalha que durou três dias, ás margens do rio Salado (sem água não há vida), vitória dos novos invasores. (Hoje, na Espanha, invasores são os jogadores brasucas de futebol!) Pouco depois, chegaram o governador árabe da África e seu exército, e em apenas dois anos “era uma vez” a Península Ibérica......... Um século, eis a Espanha como um país rico e avançado - em todo caso, árabes semi vencidos pelos francos em 732 na batalha de Tours ou Poitiers, menos entusiasmo nos projetos de conquista do continente inteiro, fazendo progredir a península e melhorar a vida do povo, emir /comandante nobre, espécie de príncipe/ árabe concedendo liberdade religiosa sob uma “taxa especial”. Paz entre cristãos, muçulmanos e judeus (o que é bom, dura pouco, digo EU, narrador), muitos cristãos fascinados se convertendo ao islamismo. Outro emir era dado á caça e ao vinho, sob turbulenta guarda pessoal. Em Córdoba, capital, estes “muçulmanos novos” se aliaram a professores e estudantes de teologia e direito (sempre os advogados na ‘crista’ da onda!) contra o beberrão, primeira rebelião sufocada, mas a ideia se espalhou por outras cidades e os cristãos do Norte, não submissos aos árabes, colaboraram; nas montanhas, os bascos, antigos guerreiros desbastadores de legiões romanas, planejaram a reconquista nacional. Séculos pela frente ainda... Em 912, outro governante lutando para recontrolar as províncias, e em 914 o rei de Leão iniciando uma série de pilhagens no território muçulmano - trocadlho: leões X leões, derrota impiedosa dos nacionais seis anos depois, breve trégua e este inimigo adotou o título de califa (significa ‘sucessor de Maomé’) - primeira derrota em 939, cristãos consolidando forças, em Al-Andalus muito menos a estabilidade e a prosperidade dos tempos do primeiro emir. O filho sucessor tinha apenas 12 anos, mãe assumiu a regência e o manda-chuva era de fato um escriba que a rainha protegia; jovem confinado no palácio, fanáticos muçulmanos queimaram todas as obras filosóficas que tivessem insatisfações políticas e religiosas, nome do emir substituído pelo do escrivão ditador nos documentos oficiais e vaidosa impressão - privilégio real - nas moedas. Muitos ataques a cidades e este morreu em 1002 após voltar da décima quinta expedição militar, agora contra Castela. Ufa! Al-Andalus agora em total luta - berberes, cristãos e muçulmanos. Em 1082, uniram-se um berbere marroquino e novo emir, derrota do rei de Castela, grande número de cabeças levadas como troféu para Marrocos. De volta à Espanha, o berbere e sua confraria de murabitas ou almorávidas, fanáticos religiosos; aí, mais cidades dominadas, cristãos, judeus e até muçulmanos liberais foram cruelmente perseguidos. // Em 1212, uma cruzada religiosa (portugueses, francos, aragoneses e navarros) esmagaram os berberes na batalha de Las Naves de Tolosa, a 100km de Córdoba. // O último guardião mouro era Granada, conquista espanhola em... 1492... sob o reinado de Fernando de Aragão. Espanha finalmente u-ni-fi-ca- da!!!   2   ---   HERANÇA CULTURAL --- Nas maiores cidades, os árabes fundaram bibliotecas públicas dotadas com célebres obras da Antiguidade Clássica, incluindo tradução de ARISTÓTELES, a de Córdoba com meio milhão de volumes e a universidade atraiu estudantes das 3 religiões, bem como cientistas matemáticos e eruditos gregos. Poesia e música árabes ‘viajaram’, inspirando trovadores (poetas cantores) da Idade Média. O flamenco é um tipo de música árabe. Em Tarifa/Cádiz, mulheres cobriam o rosto e mesmo no século XVIII sentavam-se num tamborete quase ao nível do chão, recoberto por tapete ou almofada, costume muçulmano. // Entre os árabes ‘sedentos’ do saber, grandes avanços de medicina, astronomia, navegação, geografia, matemática, física, química estudo das doenças infecciosas e vacinação. Deles, a primeira enciclopédia geográfico-histórica, a concepção de Terra esférica, álgebra (nome árabe) e trigonometria (os algarismos são arábicos). Gratuitos desde o ensino elementar ao superior. // Quanto á agricultura, gigantescas obras de irrigação e novas técnicas agrícolas, transplantes para a Europa de algodão, arroz, banana, cana-de-açúcar, espinafre, figo, laranja, limão, pêssego, romã e tâmara. // Indústrias urbanas, como a têxtil e a de couro, em Córdoba, empregavam quase 15 mil pessoas. Toledo tornou-se famosa por suas espadas ornamentadas. A marinha mercante sustentava milhares de pessoas e espalhava produtos espanhóis pelo mundo. // Arquitetura árabe, excepcional beleza e funcionalidade - jardins deslumbrantes e pátios magníficos. Em 795, a construção de uma grande mesquita de mármore em Córdoba, enormes dimensões e decoração, mais tarde ampliada por outros governantes árabes, fascínio do turismo atual - dezenove naves atravessadas por outras trinta e três, sustentadas por mais de novecentas colunas de jaspe e mármore de todas as cores, abóbada e paredes com brilhantes mosaicos, baixos-relevos dourados etc. etc. etc. - oito mil lâmpadas de azeite perfumado... Em 1238, transformada em templo cristão. Muitos outros prédios famosos, como o palácio e fortaleza Alhambra (união de duas palavras, significando ‘vermelho’), em Granada, edificado entre 1238 e 1358, pátio interno com uma fonte de alabastro sustentada por doze leões de mármore. Em Sevilha, capital moura após 1026, o Alcazar (de Al Kasr, ‘forte ou palácio’), construído em mosaicos e mármore no século XII, mais tarde reformado até o século XVII, mescla de mourisco árabe e gótico, e a Giralda, construída entre 1184 e 1196, como minarete a uma mesquita hoje inexistente, ou seja, torre de ou 4 andares com balcões, chamando muçulmanos na hora da prece - o nome Giralda viria de uma estátua giratória como um cata-vento (em espanhol, ‘giraldillo’) no alto da torre, porém estátua de 1568, junto a um campanário de forma quadrada, período renascentista.   FONTE: “Os árabes na Espanha” - SP, Abril Cultural, Enciclopédia Novo Conhecer (folhetos), 1966.   F I M
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Comentários dos leitores

Linda descrição e me senti ora a princesa a ser resgatada ora lutadora empoderada. Excelente pesquisa. Parabéns!

Postado por lucia maria em 04-01-2018

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