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MONTEIRO LOBATO-PARTE III



					    
Quanto mais se ‘cava’ e procura, mais se acha.  Múltiplo MONTEIRO LOBATO! - - - - - JOSÉ BENTO MONTEIRO LOBATO usou a arte como tribuna para defender suas idéias, sem temer dizer a verdade numa época de repressão.  Primeiros estudos em Taubaté, cidade natal, Faculdade de Direito nas famosas “Arcadas” do Largo de São Francisco, em 1900, onde formou um grupo literário, iniciando atividades jornalísticas.  Em 1911, agricultura na fazenda herdada do avô;  três anos depois, num inverno seco,  denúncia social:  cansado de enfrentar as queimadas praticadas pelos caboclos, escreveu indignado “Velha praga” (na verdade, enviou para a seção Queixas e Reclamações, porém - carta valorosa - o jornal Estado de São Paulo a publicou fora desse espaço de leitores, causando grande polêmica opinativa.  A partir daí, vendida a fazenda, publicou o primeiro livro, URUPÊS, fundou a editora Monteiro Lobato & Cia., primeira editora nacional, mais tarde fundaria a Companhia Editora Nacional (1917) e em 1944 a Editora Brasiliense.  Entre 1927 e 1931, adido comercial em Nova York, admirado com a exploração dos recursos minerais, e ao retorno fundou aqui o Sindicato do Ferro  e a Cia. Petróleos do Brasil, enfrentando a fúria das empresas internacionais e o desinteressado ‘obstáculo’ imposto pelo governo brasileiro.  Indignado, publicou em 1936 a denúncia “O escândalo do petróleo”, em que afirma:  “...petróleo praticamente monopolizado ... imensos trusts, a Standard e a Royal Dutch & Shell - Rockfeller e Deferding ... dominaram o petróleo ... as finanças, os bancos, o mercado de dinheiro ... dominaram também os governos ... o que chamamos os Interesses Ocultos.”  Ministério de Agricultura, na época:  ‘não-tirar-petróleo,-nem-deixar-que-o-tirem’.  A luta iria até 1941, 6 meses de detenção pela ditadura Vargas - passou a colaborar com artigos em jornais brasileiros e argentinos.  Faleceu em 1948.  //  Pré-modernista, com duas linhas nas obras ficcionais:  regionalismo e denúncia da realidade nacional.  Como regionalista, em CIDADES MORTAS falou da decadência das cidades do Vale do Paraíba após a passagem da economia cafeeira, descreveu e analisou o tipo humano característico da região, ‘caboclo vagabundo e indolente’, tomando mais tarde consciência da cruel realidade:  população subnutrida, socialmente marginalizada, sem acesso à cultura, presença de doenças endêmicas... O preconceito racial em NEGRINHA - mesmo após abolição, ‘escravidão’ de meninas no trabalho caseiros em casa de gordas senhoras brancas.  Também na literatura infantil, de caráter moralista e pedagógico, luta pelos interesses nacionais - O POÇO DO VISCONDE, ficção + realidade misturadas em torno dos problemas do petróleo. //  No entanto, no plano estético foi o antimodernista que classificou interrogativamente a exposição de ANITA MALFATTI, em 1917:  “Paranoia ou mistificação?” r chamou os quadros de ‘caricaturas’ - em defesa de Anita, OSWALD DE ANDRADE, MÁRIO DE ANDRADE e DI CAVALCANTI, revoltados com o conservadorismo... contra a revolução artística.  Na famosa Semana de Arte Moderna, 1922, ele foi... jogar xadrez na praia do Guarujá!!!  //  Trajetória literária - a partir de 1915, artigos incendiários na imprensa; ainda bem maior prestígio, entre 1916 e 1921, publicação dos principais livros de contos;  daí em diante, editor;  de 1930 em diante, tentativas “possíveis” soluções econômicas para o Brasil relacionados com exploração de nossos recursos minerais.  //  Homem de negócios (editor) e precursor na defesa das grandes causas nacionais   /saneamento, ferro e petróleo/, vitorioso independente porque não modernista, sem filiação a escolas literária, apenas ‘animou’ o Grupo Paulista, de Valdomiro Silveira influenciando e estimulando.  //  Mais de 30 livros publicados e também os 12 volumes do SÍTIO DO PICAPAU AMARELO, seu lírico refúgio paradisíaco (estes, arquivados no acervo da UBESCO), vendidos 5 milhões de exemplares...  //   Obras principais:  --  como contista - URUPÊS, onde criou a figura do Jeca Tatu, símbolo do caboclo brasileiro, 1918;  CIDADES MORTAS, decadência das cidades paulistas do Vale do Paraíba, um declínio da economia cafeeira, 1919;  NEGRINHA, 1920;  A ONDA VERDE, 1921;  O MACACO QUE SE FEZ HOMEM, 1923; -- como romancista - O  CHOQUE DAS RAÇAS OU O PRESIDENTE NEGRO, 1926;  -- como epistológrafo - A BARCA DE GLEYRE, 1943 (correspondência com Godofredo Rangel);  -- como autor de literatura infantil - LÚCIA OU A MENINA DO NARIZ ARREBITADO, 1921;  O SACI, 1921;  FÁBULAS, 1922;  VIAGEM AO CEU, 1932;  NOVAS REINAÇÕES DE NARIZINHO, 1933;  MEMÓRIAS DA EMÍLIA, 1936;  O POÇO DO VISCONDE, 1937;  O MINOTAURO, 1939;  O PICAPAU AMARELO, 1939.     FONTE: Diversos livros didáticos. F  I  M
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Comentários dos leitores

Ah, Lobato, minhas primeiras leituras de "gente grande"! Lutador valoroso e inesquecível - até a UNESCO disse amém para ele. Parabéns!

Postado por lucia maria em 04-01-2018

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